MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA

Sindicato

ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que, desde o dia 23 de março de 2020, em função da pandemia, a sede do sindicato está fechada e os atendimentos sendo realizados de forma remota. Os (as) sindicalizados (as) podem entrar em contato com a entidade das 8h às 12h e das 14h às 18h através do e-mail sedufsm@terra.com.br ou pelos telefones (55) 99962-2248 e (55) 99935-8017.


Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
sedufsm@terra.com.br

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Notícias

16/12/2020   17/12/20 14h05 | A+ A- | 604 visualizações

Seis décadas de UFSM sob o olhar de quem a vive e constrói

Estudantes, docentes e técnico-administrativos em educação comentam sobre papel da universidade em suas vidas


UFSM completou 60 anos em 14 de agosto. Na foto, o planetário, inaugurado em 1971

No ano de 1976, Celso, 65, natural de Santa Maria, ingressou como técnico-administrativo no Centro de Ciências da Saúde da UFSM. Sua primeira ocupação foi substituir uma servidora gestante no setor de controle de medicamentos. Quando a titular retornou da licença, ele foi transferido para o Centro de Ciências Naturais e Exatas, onde permaneceu trabalhando por mais de trinta anos, até se aposentar em setembro de 2010. Leonardo, 42, natural de São Borja, também construiu uma relação de décadas com a universidade, tendo feito graduação, especialização e mestrado na UFSM. Hoje, leciona História no Colégio Politécnico, assim como Cláudia, 39, santa-mariense que, desde menina, sonhava em ser aprovada na federal. Vinte anos após o primeiro anseio realizado, ela é professora de Letras no Poli. 

As histórias de Celso Fialho, hoje coordenador geral da Assufsm; Leonardo Botega, diretor da Sedufsm; e Cláudia do Amaral, coordenadora do Sinasefe, ilustram uma relação em que a universidade deixa de ser um mero cenário de trabalho ou formação acadêmica, e passa a se tornar uma personagem constante nas histórias de vida. 

É também o caso de Mateus Lazzaretti, 22, graduando em História-Licenciatura, morador da Casa do Estudante (CEU) I da UFSM e coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Embora tenha iniciado sua militância política ainda durante o ensino médio, em sua cidade natal (Constantina), ele diz que, mesmo antes de ingressar na universidade, esta já exercia influência sobre ele. Isso porque seu irmão mais velho, à época, estudava no campus de Frederico Westphalen, onde começou a se envolver com o movimento estudantil. Foi influenciado por ele que Mateus entrou para o Grêmio Estudantil e o movimento secundarista.

Em 2016, quando ele ingressou na graduação no campus de Santa Maria, o país entrava num dos períodos mais complicados de sua história recente. “Já entrei no meio de um turbilhão, que se iniciava com o golpe contra a presidenta Dilma, depois tivemos a vitória de uma chapa de direita no DCE da UFSM, levada pela onda de despolitização que inundava o país, e, ao final do ano, a PEC da Morte, que desencadeou na UFSM aquela que acredito ter sido, nesses 4 anos, a maior mobilização estudantil da qual participei, que foram as Ocupações de 2016. Foi ali que tive certeza de que deveria participar ativamente do Movimento Estudantil, porque a sociabilidade que aqueles espaços nos proporcionaram, a divisão de tarefas dentro da ocupação, todo mundo trabalhava e todo mundo discutia os rumos do país, da educação e da nossa Universidade”, relembra o estudante.

No último dia 14 de dezembro de 2020, a UFSM completou 60 anos. Para além do peso econômico, político e social que exerce tanto nas cidades de Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul quanto na região central, é fato que a instituição também é a soma das milhares de experiências subjetivas e individuais ali vivenciadas. E é isso que queremos expressar um pouco aqui.

Da graduação à reitoria 

Hoje Paulo Burmann é reitor da UFSM. Mas, entre 1976 e 1979, era um estudante de Odontologia que participava ativamente do movimento estudantil, além de colegiados e comissões de curso. Em entrevista à Assessoria de Imprensa da Sedufsm, ele relembra que aquele período foi, ao mesmo tempo, de luz e de sombra, visto que a ditadura militar ainda dava seus últimos passos. 

"Coincidiu com a passagem da minha adolescência para fase adulta e com significativo aumento de responsabilidade e consciência profissional, política e de cidadania. Muitas amizades, fortalecimento dos laços familiares, lições de vida em coletividade. O crescimento que a UFSM proporcionou me fez sentir ainda mais comprometido com ela", comenta Burmann, que, dez anos após formado, em 1989, retornou à universidade como docente e, a partir daí, passou a ocupar posições em coordenações de curso de graduação e pós-graduação, colegiados, conselhos superiores, direções de Unidade e, por fim, a reitoria. Entre 2000 e 2004, ele também foi vice-presidente da Sedufsm.

*Em 1976, Paulo Burmann iniciava sua graduação em Odontologia na mesma universidade que, décadas depois, viria a dirigir

"Entendo e trabalho com perspectiva e convicção de que os sentimentos pessoais nunca devem se sobrepor ao interesse institucional. No entanto, penso que posso, hoje, manifestar um sentimento incontido de realização ao ver os patamares de crescimento que a UFSM vem alcançando. Como temos insistentemente mencionado: os gestores e seus cargos são passageiros, são efêmeros, mas a Universidade permanece para sempre. Portanto, enquanto aqui estivermos, todos devemos nos doar a esta instituição pública 24 horas por dia, pela responsabilidade de servidor público, pelo orgulho de ser UFSM e de trabalhar numa das atividades profissionais mais nobres: a educação", defende Burmann. 

A aprovação

Cláudia do Amaral é hoje coordenadora do Sinasefe Santa Maria e professora de Letras do Colégio Politécnico. Mas sua relação com a UFSM começou em 2000, quando foi aprovada no curso de Licenciatura em Letras. Na verdade, começou ainda antes, uma vez que a aprovação na universidade federal era um sonho de vida. “Minha mãe sempre dizia que a única coisa que ela deixaria para nós seriam os estudos”, relembra Cláudia, que também revisita o dia em que, há vinte anos, ouviu seu nome ser mencionado no listão transmitido pela rádio. O momento está registrado até hoje em uma fita cassete.

“Naquele dia fiz uma festa na minha casa com amigos e familiares. Coloquei uma faixa na frente de casa. Agradeço muitíssimo por esse momento, que foi um divisor de águas na minha vida. A UFSM impactou no meu jeito de ser e no meu modo de ver o mundo. A partir dos conhecimentos que a gente adquire, passamos a ter uma visão mais humana, voltada para a transformação e não mais para a conformação”, comenta a professora, que, além da graduação, também realizou, na UFSM, uma especialização, um mestrado e um doutorado. “Falar da UFSM é falar da minha vida, da minha história”, completa.

*Cláudia em atividade sobre o 'Future-se', projeto proposto pelo governo Bolsonaro com o intuito de privatizar as universidades brasileiras

No mesmo dia em que, há dez anos, tomou posse como professora efetiva, Cláudia se sindicalizou. Desde que ingressou como estudante de graduação na UFSM, ela já foi bolsista, colaboradora de grupo de pesquisa, professora substituta e, por fim professora efetiva. Também atuou um tempo no Colégio Agrícola do campus de Frederico Westphalen, o que considera uma experiência muito interessante para entender a realidade da multicampia.

“Conviver dentro da UFSM é um prêmio, um grande brinde na nossa vida”, conclui Cláudia, que hoje também está na coordenação do Curso Técnico em Secretariado do Colégio Politécnico.

 

Berço do movimento estudantil

Segundo seu site oficial, a UFSM tem, atualmente, 27.376 alunos, 2.655 técnico-administrativos em educação e 2.037 docentes, todos divididos entre 278 cursos. Um destes 2.037 docentes é Leonardo Botega, que, embora tenha começado a militância política ainda no movimento secundarista, conheceu, na universidade, uma “verdadeira escola de formação ética e cidadã”. No primeiro ano da graduação em História, participou dos Colegiados do curso; no segundo, do Diretório Acadêmico (Daquipalm); no terceiro, do DCE e dos Conselhos Superiores e, no quarto, do Conselho de Centro. “Foram anos de muito aprendizado e de luta em defesa da universidade contra a hegemonia neoliberal que começava a ganhar fôlego e que hoje está aí precarizando tudo”, rememora.

*Leonardo Botega (no meio, fileira da frente) com a turma da faculdade

Após formado, Botega foi professor estadual por 8 anos e militou junto ao CPERS, que considera “outra grande escola de cidadania”. Para ele, que, assim como Cláudia, é filho da UFSM, não é possível, após se ter contato com as lutas dentro da universidade, retroceder a um estado de apatia.

“A gente que passa de forma intensa pelo movimento estudantil até tenta, mas não consegue seguir uma vida afastada da luta social, é um imã. A UFSM foi fundamental para desenvolver esse magnetismo. Era impossível não lutar contra a precarização da educação, quando tu não conseguias nem fechar a porta da sala de aula por causa dos cupins, quando os colegas revezavam o acesso às leituras dos textos, pois nem todos conseguiam pagar pela fotocópia, quando muitos colegas ficavam quase a metade do curso dormindo no chão da União por falta de vagas nas Casa de Estudantes e, ao mesmo tempo, ver todo o patrimônio nacional sendo entregue para o capital financeiro”, critica o docente.

A história se repete e, independentemente das gerações, a universidade segue inquietando e acolhendo. Lucas Dorneles, 26 anos, também iniciou a militância política no movimento secundarista de sua cidade natal, Santa Rosa. Ao chegar à UFSM, entrou para o movimento estudantil e se organizou politicamente. Hoje ele integra o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e faz parte da coordenação da Associação de Pós-Graduandos da UFSM (APG). Assim como Botega, embora com alguns anos de distância, Dorneles também destaca a importância que a universidade teve e ainda tem para sua formação de vida.

“Dentro da universidade as contradições da sociedade de classes ficam bem fortes, seja na organização do ensino, da pesquisa e da extensão, seja na divisão do trabalho ou na elitização que, apesar dos avanços recentes, ainda permanece. Ter entrado na universidade influenciou muito para que eu me engajasse mais politicamente”, diz o estudante, para quem a importância da UFSM para a cidade e região é inegável.

“Mesmo dentro dos marcos da sociedade em que a gente vive, onde a educação, a ciência e a tecnologia são muito pautadas pelo mercado, é muito importante termos uma universidade pública como a UFSM e é importante defende-la ela e disputar seus rumos para que ela seja cada vez mais democrática, inclusiva e de fato popular”, perspectiva Dorneles.

Três décadas

Mas não é só a faísca para o movimento estudantil que a universidade acende. Clóvis Senger, 63, natural de São Pedro do Sul e presidente da ATENS, por exemplo, realizou seu mestrado e parte do doutorado na UFSM, contudo, devido ao grande envolvimento com as disciplinas dos cursos, não atuou tão fortemente no movimento estudantil. Contudo, há cerca de 15 anos, quando percebeu a importância da organização coletiva, ingressou no movimento sindical.

*Clóvis em plenária unificada dos três segmentos da UFSM

“Isso se deu pelo amadurecimento tanto pessoal quanto profissional, a partir do momento em que constatamos que, enquanto trabalhadores, tanto no setor público, quanto no setor privado, temos a necessidade de nos organizar em torno de entidades representativas com o objetivo não só de garantir o cumprimento dos direitos constitucionais, mas também demonstrar à sociedade que o trabalho é o que efetivamente gera a riqueza no mundo e, portanto, precisa ser recompensado de uma forma a garantir ao trabalhador o acesso à educação, saúde, segurança, lazer, cultura, entre outros”, pondera Senger, que considera a vivência na universidade um elemento central para o passo adiante que deu.

“Boa parte dessa percepção foi proporcionada pela experiência única de conviver diariamente com um mundo extremamente diverso de pessoas, culturas e opiniões que constituem uma Universidade Pública, como a nossa UFSM, da qual tenho imenso orgulho em fazer parte há mais de 30 anos”.

Celso Fialho também teve a UFSM como palco de sua inserção no movimento sindical. Ele lembra que, até a Constituição de 1988, os servidores públicos não podiam formar sindicatos. Tendo ingressado na UFSM ao final da década de 1970, ele e mais colegas organizavam-se em uma associação, através da qual travavam batalhas pela democracia, liberdade de representação e, consequentemente, pela criação de um sindicato.

“Na época, não tínhamos participação em nenhuma instância de decisão na Universidade. Tínhamos uma associação de servidores, administrativos e professores, ABS. Como era o único espaço dos Servidores Técnico-Administrativos, resolvemos disputar sua direção, e criamos um grupo que conquistou a representatividade nos conselhos superiores e nos centros didáticos. Esta luta e estas conquistas criaram uma identidade aos servidores não docentes, e hoje somos os Técnico-Administrativos em Educação, TAEs. Acredito ter sido essa nossa principal conquista, a que possibilitou sermos um sindicato, termos um plano de carreira”, avalia Fialho.

*Fialho em entrevista à TVSUR (Venezuela), durante evento em frente ao MEC 

Ele, que é pai do Guilherme (37), do Tiago (35) e do Fagner (28), diz que, por vezes, imagina como teria sido sua vida se, ao invés de ter feito carreira como servidor na UFSM, tivesse ingressado em outro local de trabalho. Logo percebe, contudo, que construiu a melhor história possível.

“Cumpri satisfatoriamente minhas tarefas como servidor, ajudei a construir uma história sindical que foi referência e consegui criar três filhos que me orgulham. Trabalhar na UFSM me propiciou compartilhar minha vida com pessoas que muito contribuíram para que eu chegasse ao que sou. A UFSM ainda permanece como uma referência única para mim, me orgulha muito pertencer à comunidade universitária”, reflete o servidor aposentado e dirigente sindical.

E se Fialho participa desta matéria em referência aos 60 anos da UFSM, também recorda que, há 50 anos, seu pai, Paulo Fialho, construía um painel no alto da antiga reitoria para abrigar um letreiro de lâmpadas incandescentes em homenagem aos então 10 anos da universidade.

As mãos que defendem a UFSM

Mateus Lazzaretti, quando entrou no movimento estudantil em 2016, o fez em muito porque entendeu que a universidade não poderia defender-se sozinha dos diversos ataques a que era (e segue sendo) submetida. Era necessário protege-la de forma coletiva. Nos últimos 4 anos, a situação política do país conheceu um agravo com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República. Ainda que o cenário seja desanimador, é justamente na universidade que Lazaretti encontra espaço para perspectivar um futuro de mais alento.

“[...] pois ao longo destes anos a UFSM me ensinou que universidade e sociedade são indissociáveis, e que, se queremos transformar a sociedade, também precisamos transformar a universidade, e isso só se faz com mais democracia, mais inclusão, mais debates, organização coletiva e socializando debates, experiências, conhecimento. Vida longa ao movimento estudantil e à UFSM pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada!”, defende o estudante.

*Mateus (de preto) segura bandeira da União Nacional dos Estudantes (UNE)

Ele lembra que a importância da UFSM para a cidade e a região se dá em diferentes aspectos: seja na esfera econômica, com uma grande circulação de estudantes, docentes, técnicos e os serviços que estes demandam; seja na interiorização da produção científica ou na democratização das universidades federais.

“Muita gente que antes não conseguiria acessar uma universidade - e eu me incluo nisso - pode ingressar num curso superior, se debruçar em atender as demandas de suas comunidades. A UFSM é um lugar muito propício pra isso, em qualquer canto dela que você estiver, seja conversando com amigos, nas CEUs, na fila do RU, conversando com algum dos vários estudantes estrangeiros, e, óbvio, nas salas de aula e laboratórios. Agora durante a pandemia, a sociedade tem visto, talvez de forma mais explícita, a importância que a UFSM tem para a cidade, produzindo desde respiradores, álcool em gel, atendendo as pessoas no HUSM, até elaborando estudos socioeconômicos para amparar municípios e empresas”, destaca Lazzaretti, lembrando também da realidade multicampi, que impulsionou desenvolvimento e oportunidades para outras regiões além de Santa Maria.

“É por tudo isso que todas e todos nós, que já passamos pela UFSM, ou tivemos qualquer relação com ela ao longo da vida, somos chamados à responsabilidade de defendê-la intransigentemente dos ataques que as universidades públicas vêm sofrendo!”, conclui.

A primeira universidade do interior

Botega lembra que, com a UFSM, Santa Maria passou de uma cidade ferroviária para a cidade da primeira universidade do interior do país. Segundo estudos citados pelo docente, cada R$ 1 investido na UFSM gera R$ 10 de retorno para o município. Além da centralidade econômica, a instituição também é promotora de políticas públicas e abrange o único hospital 100% SUS da região central e fronteira.  

“Sem contar com o que é mais essencial: a UFSM é uma verdadeira “fábrica de realizar sonhos” para muitas famílias de Santa Maria e de fora da cidade. A UFSM para muitos é uma experiência de vida, um momento de passada, de formação, para quem cresceu em Santa Maria, se formou na instituição e depois passou a trabalhar nela é muito mais que isso. É parte da própria vida, uma ligação de memórias afetivas com lutas presentes e perspectivas futuras. É a materialização individual de esperanças coletivas. A UFSM representa esperança, a mesma esperança que brota de uma estudante que diz que vai ser o primeiro membro da família a ter um diploma universitário”, diz Botega.

Uma potência que não se deixa golpear

“Eu, Luciano, não colocaria o meu filho em uma universidade federal, porque você pode educar o seu filho e, quando ele volta, ele volta um comunista, não quer trabalhar e quer atrapalhar quem faz. Não gosta de trabalhar e não gosta de quem trabalha — disse, arrancando aplausos da plateia”. A fala foi do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, em cerimônia de inauguração de uma filial em Santa Maria. Na ocasião, Hang, apoiador intransigente de Bolsonaro, também se referiu a estudantes de universidades federais como zumbis e idiotas.

Não faltaram mãos para defender a UFSM. O episódio suscitou diversas manifestações de repúdio e uma crônica do jornalista Marcelo Canellas, publicada pelo Diário. Assim como também não faltaram braços para defender a universidade das declarações do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub quando esse afirmou que tais instituições eram antros de balbúrdia e plantações de maconha. Contra isso, sindicatos e movimento estudantil organizaram atos e exposições de trabalhos acadêmicos na Praça Saldanha Marinho a fim de sensibilizar a população da cidade sobre a importância das pesquisas desenvolvidas na UFSM.

Outros dados trazidos pelo reitor Burmann e que demonstram a potência da UFSM são os seguintes: décima universidade do mundo que mais acumula produção científica de mulheres, que são responsáveis por 50,4% de toda a produção local; uma das 200 universidades mais inclusivas do mundo e uma das 200 mais inovadoras; uma das dez que mais empreeendem e uma das 20 melhores do Brasil no índice geral de cursos (IGC); 10ª instituição brasileira no ranking do cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável; 14 pesquisadores entre os mais influentes do mundo. Em suas seis décadas, a UFSM já formou mais de 180 mil profissionais das mais diversas áreas. Aqui se encontra o maior hospital público do interior do Rio Grande do Sul – o HUSM, que atende quase 2 milhões de pessoas -  e o terceiro maior Hospital Veterinário do Brasil.

O próximo período tende a ser difícil. Para 2021, por exemplo, o orçamento da universidade segue com um corte superior a 18% - representando uma queda de R$ 25 milhões nas verbas de custeio, quando comparado com 2020. O que fica, contudo, é a certeza de que não só a UFSM, mas a tarefa coletiva de defendê-la, já são patrimônios inquestionáveis de Santa Maria.

 

Texto: Bruna Homrich

Fotos: UFSM, Sedufsm e Arquivos Pessoais

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2021 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041