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21/12/2020   21/12/20 19h09 | A+ A- | 620 visualizações

Será que eles sabem que é Natal?

Natal de 1984 marcou o primeiro passo de uma série de eventos que uniu rock and roll e causas sociais


Renomados músicos britânicos, com Bob Geldof, criaram a 'Band Aid', gênese do 'Live Aid' e do 'Live 8'

"(...)Ore pelos outros

No Natal é difícil,

Mas, enquanto você está se divertindo

Há um mundo do lado de fora da sua janela

e é um mundo de dor e medo

Onde a única coisa que flui

são amargas e dolorosas lágrimas

E os sinos do Natal que tocam lá

São os repiques da ruína

E neste Natal não haverá neve na África

Este ano, o maior presente que eles receberão é a vida

Onde nada jamais cresce

Onde não há chuva nem rios

Afinal, eles sabem que é Natal?...”

Às vésperas do Natal de 1984, 36 anos atrás, músicos ingleses e irlandeses se reuniam, sob a liderança de Bob Geldof , e produziam uma canção que, conforme demonstra trecho da letra acima, buscava chamar atenção para um Natal que existia somente na vida dos bem aquinhoados dos continentes europeu e da América do Norte.

No cotidiano de famílias do continente africano, a realidade era sem Papai Noel, sem neve, sem presentes...possivelmente, até sem água. A canção “Do they know it’s Christmas” (Será que eles sabem que é Natal?) estourou no mundo inteiro interpretada por vozes potentes e famosas do pop rock da época (e muitas delas, ainda hoje), tais como Bono Vox (U2), Sting (The Police), Boy George (Culture Club), Simon Le Bon (Duran Duran), Paul Young, George Michael (Wham), Paul McCartney, Phil Collins (baterista e vocalista do Genesis), entre outros.

E para além de uma canção que, assim como “Happy Xtmas”, de John Lennon, costuma ser lembrada em épocas natalinas, a reunião da ‘Band Aid’ influenciou artistas de renome norte-americanos como Harry Bellafonte, Kenny Rogers, Michael Jackson, Lionel Richie, Diana Ross, Bruce Springsteen, Ray Charles, Cindy Lauper, Daryl Hall, num total de 45. Meses depois dos britânicos, já no ano de 1985, sob a batuta do maestro Quincy Jones, os músicos reunidos no “USA for Africa” produziram a canção que liderou as paradas no mundo inteiro durante meses, chamada “We are the world”.

Além disso, Bob Geldof seguiu em suas articulações, onde se misturavam arte, música e defesa do direito à dignidade humana. E, junto com outro músico, Midge Ure, no ano de 1985 organizavam o ‘Live Aid’, que foi um concerto de rock que ocorreu no dia 13 de julho daquele ano, de forma simultânea em Londres (Estádio de Wembley), em Filadélfia (Estados Unidos), em Tóquio (Japão), Moscou (na antiga URSS) e em Sidney (Austrália), que tinha por objetivo arrecadar recursos para países africanos como a Etiópia.

Esse foi um evento bastante lembrado porque além de unir celebridades como Madonna, U2, The Cars, Peter Gabriel, David Bowie, Bob Dylan, Led Zepellin, entre outros e outras, também foi palco de uma das apresentações históricas da banda inglesa Queen, cujas cenas acabaram por servir de base para a montagem do filme recente que buscou contar a vida de Fred Mercury (‘Bohemian Rhapsody’).


Vinte anos depois, em 2005, Geldof novamente seria o responsável por outro concerto de grande relevância, que de certa forma é uma continuidade do anterior: o “Live 8 (Eight)”. O ‘Live 8’ foi uma série de shows que ocorreram nos dias 2 e de julho de 2005 nos países integrantes do G8 e África do Sul. O evento aconteceu antes do 31º encontro do G8 em julho de 2005, coincidindo também com o 20º aniversário do Live Aid.

O show teve como ideia central pressionar os líderes mundiais para perdoar a dívida externa das nações mais pobres do mundo, além de aumentar e melhorar a ajuda e negociar regras de comércio mais justas que respeitassem os interesses das nações africanas. Mais de 1000 músicos tocaram no evento, que foi transmitido em 182 redes de televisão e 2000 estações de rádio.  Mais de 140 canais de televisão e cerca de 400 estações de rádio transmitiram os concertos que também ficaram disponíveis na internet e os organizadores acreditam que cerca de 2 bilhões de pessoas assistiram ao evento global.

O mentor, Bob Geldof, disse que o ‘Live 8’ deu aos organizadores um mandato sem precedentes para exigir o fim da pobreza extrema na África. Alguns dos grandes nomes da música pop subiram ao palco na Grã-Bretanha, na Itália, na França, na Alemanha, nos Estados Unidos, no Japão, no Canadá e na Rússia. Entre eles, U2, REM, Paul McCartney, Mariah Carey, Madonna, Elton John, StevieWonder, Coldplay, Robbie Williams, entre tantos outros e outras. O evento também conseguiu algo até então inimaginável: reunir os dois ex-integrantes da banda Pink Floyd, Roger Waters e David Gilmour, que haviam prometido nunca mais reunir a banda em apresentações.

Nos dias atuais, quando se observa que o respeito à vida está em baixa- apenas para citar dois exemplos- vivermos em uma pandemia em que o estímulo ao consumismo no Natal tem sido colocado acima da vida; ainda sobre a pandemia, o fato de várias vacinas estarem começando a ser empregadas em países europeus, nos Estados Unidos, Canadá, Ásia, e até na América do Sul, enquanto em países do continente africano, que vivem há anos crises econômicas, políticas, sanitárias, a imunização ainda seguir sendo uma miragem.

A população africana segue envolvida em problemas em que pese a mobilização de diversos setores, como os próprios artistas envolvido com o rock and roll. Entretanto, importante que, no contexto histórico atual, lembrar que a música e o rock, especificamente, têm sido aliados na busca de um outro mundo possível.

Música e política

Nas palavras de Bob Geldof, em uma entrevista ao website ‘Mojo’, em 2011:

“O lance sobre o ‘Live Aid’ era, claro, o dinheiro, os 30 milhões de libras arrecadados. Mas ele se tornou algo muito além disto. Eu não tinha previsto completamente o número de telespectadores, que se tornou um lobby político. (Margareth)Thatcher concordou colocar a pobreza na agenda do G7, aceitando o argumento de que a pobreza é uma influência desestabilizadora da economia global. Em 13 de julho de 1985, eu entendi que isso era um lobby político. E o sucesso dele provou que as coisas poderiam mudar. O indivíduo é não é impotente em face das monstruosidades”.

E o músico acrescenta em outro trecho do depoimento: “Tudo que já fiz foi através das lentes da música, a oportunidade que a música me deu de dizer, ‘foda-se, as coisas não têm que ser desta forma’. Há outros universos que são possíveis de serem construídos. E tudo isto vem de quando eu tinha 11 anos e escutava John e Paul, Mick, Bob e Pete”.

 

Abaixo, o clipe da ‘Band Aid’, em 1984.


Texto: Fritz R. Nunes

Imagens: Blogger viajante do tempo; Bushcenter.org e prints do You Tube

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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