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15/01/2021   15/01/21 15h22 | A+ A- | 267 visualizações

Dica cultural: professora sugere documentário sobre negritude

Marta Tocchetto sublinha a importância de “Amarelo, é tudo pra ontem”, do rapper Emicida


Emicida: documentário convida para um repensar sobre a cultura branca

Sextou na quarentena! Esta sexta-feira, 15, é um dia de apreensões diante da crise enfrentada pelo estado do Amazonas, e de todo o país, em função da Covid-19. De qualquer forma, mesmo com tanto estresse, vale achar espaço na agenda desta sexta, ou do final de semana, para conferir a dica cultural da professora aposentada do departamento de Química da UFSM, Marta Tocchetto.

Na sugestão da professora, o documentário “Amarelo, é tudo pra ontem”, do rapper Emicida (Leandro Roque deOliveira), e que problematiza a importância da contribuição dos negros para a cultura e a história do país. Emicida é considerado um dos maiores expoentes do hip hop no Brasil, após o ano 2 mil. O documentário pode ser acessado através da plataforma de streaming Netflix.

“O documentário do rapper Emicida mostra a participação da cultura preta na construção do Brasil e da própria identidade do país. A origem do documentário foi o álbum lançado em 2019 e vencedor do Grammy latino de melhor disco de rock ou música alternativa em língua portuguesa. O cenário escolhido é o Theatro Municipal de São Paulo, espaço que desde sempre excluiu a presença de negros. “O documentário joga luz numa parte da história do Brasil que foi invisibilizada e que os próprios brasileiros não tiveram acesso”, diz Emicida.

A ativista e pensadora Lélia Gonzáles que foi uma das pioneiras a lutar e trabalhar pelas causas de gênero e de raça é uma desconhecida para a maioria dos estudantes brasileiros, afirma Zaira de Jesus, professora da Escola Veredas. O documentário é dividido em três partes fazendo uma analogia com as fases de desenvolvimento das plantas da horta de sua mãe, a qual Emicida também se dedicou a cuidar. Usando a metáfora dos cuidados da semente ao crescimento saudável da planta, ele compara o seu papel para o resgate e para a valorização dos negros na cultura e na vida do país, “tudo para ontem”.

O crescimento das sementes na terra foi um dos universos escolhidos para dialogar sobre questões estruturais cruciais da nossa sociedade. AmarElo ressalta a importância do coletivo e dos elos de amor entre as pessoas para o fortalecimento da luta antiracial, questão central do debate no documentário. O filme emociona e nos leva à reflexões profundas embaladas por música que incluem trechos de letras de outros autores, como Belchior:

“Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro”

A fotografia, a pesquisa histórica e o roteiro são impecáveis. A força da narrativa de Emicida para tirar da invisibilidade não apenas a cultura negra e a sua influência na construção do nosso país, mas nomes e rostos de diversas pessoas comuns. É visível a gratidão à mãe, figura central em sua vida, homenageada em todos os momentos de sua carreira. Ela, incansavelmente, contribuiu com sua luta preta para a construção da identidade do filho como pessoa e profissional. O documentário é um convite a repensar o peso da cultura branca que durante muito tempo negou e, ainda nega, exclui e não reconhece a forte e significativa influência e o papel dos negros na construção do povo brasileiro e do Brasil.”

Marta Tocchetto

Professora aposentada do departamento de Química da UFSM



 

Edição: Fritz R. Nunes
Fotos: Lohana Schalken e facebook
Assessoria de imprensa da Sedufsm



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