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09/02/2021   09/02/21 15h09 | A+ A- | 504 visualizações

UFSM aprova possível retorno presencial em cursos com atividades práticas

Retorno será avaliado curso a curso e dependerá de parecer da comissão de biossegurança da instituição


Conselheiros/as também aprovaram datas de início e término do primeiro semestre regular ofertado via REDE

A reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) aprovou, na manhã desta terça-feira, 9 de fevereiro, a possibilidade de que cursos com disciplinas práticas ou teórico-práticas represadas construam um calendário suplementar para retorno gradual, modular e escalonado à presencialidade ainda no primeiro semestre. Tal retorno vai depender dos relatórios da comissão de biossegurança, do planejamento dos cursos e de nova aprovação no CEPE. O calendário suplementar presencial refere-se ao primeiro semestre de 2020 e parte do segundo e, em alguns cursos, pode coincidir com o primeiro semestre letivo de 2021 ofertado em REDE (Regime de Exercícios Domiciliares Especiais).

Essa situação de concomitância foi uma das principais divergências encontradas entre os/as conselheiros/as. Para Neila Baldi, diretora da Sedufsm e integrante do CEPE, o calendário suplementar não deveria entrar em debate neste momento, visto que o entendimento inicial da Comissão de Legislação e Normais (CLN) e da Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão (COMEPE) era de que o suplementar fosse ofertado separadamente do semestre regular.

Cabe lembrar que o suplementar, quando foi discutido ainda em 2020, tinha por objetivo garantir que os alunos que não acompanharam as aulas em REDE no ano passado pudessem recuperar os conteúdos em 15 semanas de aulas a serem garantidas quando do retorno da instituição à presencialidade.

Entendimento semelhante ao de Neila foi expresso pelo conselheiro Leandro Costa de Oliveira, docente do curso de Engenharia Mecânica. Em sua avaliação, seria temerário instituir o calendário suplementar junto com o semestre regular remoto pois poderiam ocorrer conflitos de horários para os estudantes e sobrecarga de trabalho aos professores. “Nos cursos de engenharia nós temos alunos que participam de turmas de diversos semestres, em função do grande número de reprovações que temos lá. Acho muito difícil operacionalizar uma situação dessa forma. Acho que o calendário suplementar não deve ser tratado agora, só quando tivermos um plano de retorno com condições sanitárias definidas. Em agosto do ano passado discutimos que o suplementar aconteceria de forma sequencial, tendo 15 semanas sem nenhum paralelismo com outras matrículas”, opinou o docente.

Neila atentou, ainda, para os cortes orçamentários que a UFSM vem sofrendo no decorrer dos últimos anos – em 2021, a instituição deve receber 18,5% a menos do que recebeu em 2020 -, questionando se, frente à situação de escassez, seria possível conseguir a adequação das salas de aula e dos demais espaços da universidade para garantir um retorno seguro ao presencial. Outra dúvida da docente do curso de Dança é com relação aos professores que integram os grupos de risco para a Covid-19. Como ficaria um retorno à presencialidade neste cenário? Na Dança, conta, dos 6 professores, 4 são pertencentes a grupos de risco.

“Quer dizer que só dois docentes terão de dar conta desse retorno? Nós, professores, queremos voltar à presencialidade, mas é o governo que não está deixando, porque não temos vacina nem orçamento para que façamos as adequações necessárias”, critica. O que poderia ser feito, na avaliação da professora, é a abertura de exceções para cursos que tenham necessidade urgente de ofertar disciplinas práticas ou teórico-práticas a seus alunos formandos. Tais situações de excepcionalidade não configurariam um calendário suplementar.

Contudo, o conselheiro Carlos Heitor Cunha, docente do curso de Odontologia, argumentou, ao defender a suplementaridade, que seu curso está com uma carga de disciplinas práticas represadas muito grande. “Para vários cursos da universidade é fundamental que essa possibilidade de flexibilização aconteça”, defendeu.

Atenção às especificidades

Jerônimo Tybusch, pró-reitor de Graduação, corrigiu o termo “calendário suplementar”, explicando que este nome foi cunhado para expressar um tipo de oferta destinada aos alunos recuperarem os conteúdos que ficaram para trás. Contudo, não se trataria de um calendário efetivamente, pois não seria possível a superposição de dois calendários (suplementar e regular remoto) de forma concomitante.

No mais, o pró-reitor defendeu que, havendo parecer favorável da Comissão de Biossegurança, alguns cursos possam retornar com disciplinas práticas ainda neste semestre.

“Esses cursos entraram num ponto de saturação, pois não conseguem transformar suas atividades ou ofertar mais uma atividade teórica descolada da atividade prática. Esses cursos necessitam, quando tiver indicação de biossegurança, de iniciar com as atividades. O curso de Odonto, por exemplo, vai ofertar modularmente primeiro as atividades práticas para os últimos semestres, em face dos formandos. Depois, gradativamente, vai liberando essas turmas e trabalhando com o meio e o início do curso. Isso acontece em cursos com muitas disciplinas práticas, num regime de excepcionalidade”, disse Tybusch.

Calendário regular 01/2021 e críticas

Além da possibilidade de calendário suplementar, a reunião do CEPE desta terça também aprovou a continuidade do ensino remoto via REDE para o primeiro semestre de 2021.  Neila ponderou que o REDE foi aprovado, em agosto do ano passado, sem que a universidade tivesse realizado ampla discussão.

“E agora de novo estamos aprovando a continuidade do REDE sem uma discussão ampla. Tiveram algumas lives e encontro com coordenadores, mas não houve uma parada para análise e diagnóstico de como foi o REDE no ano passado. Fico pensando: se nós, professores, não conseguimos fazer uma avaliação, como formamos outros profissionais? Tínhamos de ter parado a universidade e discutido em cada centro, curso, departamento”, opina.

Quem se posicionou de forma similar à Neila foi a a professora Ada Silveira, do departamento de Comunicação, que assinalou a falta de suporte oferecida aos docentes em meio ao REDE. Leia.

Datas

Segundo o aprovado nesta terça, o período de solicitação de matrícula para o primeiro semestre regular ocorrerá entre 16 e 31 de março; o início do primeiro semestre em 12 de abril e o término deste em 24 de julho.

 

Texto e prints: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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