Reflexões docentes

Autocompreensão contemporânea

Francisco Estigarribia de Freitas
Professor aposentado do Centro de Educação da UFSM

Para um número significativo de historiadores a História de uma Civilização, de um Povo, de uma Comunidade se constitui de acontecimentos. Tambem é importante nos processos históricos, observar as práticas que as pessoas estabelecem nas aproximações e distanciamentos a compor os coletivos urbanos e não urbanos.

A História dos coletivos de pessoas passa invariavelmente, por tipos de tensionamento com efeitos os mais diversos e que precisam ser problematizados por todos os envolvidos, tanto como geradores e receptores destas vivências.

Não se pode esquecer que atualmente se vive na “Sociedade do Espetáculo” em que os Estados Núcleos do capitalismo, pautam suas políticas com o intuito de criar grandes movimentos em si mesmo, como estratégia a servir de suporte para provocar ondas que passam sinais de criação e de movimento da vida coletiva, mas, que deixam a todos, esperando por decisões de autoridades.

Autoridades estas, amantes do Estado de Direito que projetam nestes espaços de conflito e dor, uma chance de ascender politicamente por que vociferam em defesa das leis - leis que parte da parte de representantes de comunidades elaboraram em determinado espaço temporal – porem, as rasgam quando ferem interesses das mesmas autoridades que as gestaram.

Neste contexto as relações dos indivíduos com um acontecimento trágico e traumático pode se estabelecer pela indiferença como esquecimentos involuntários ou intencionais provocados pelas autoridades, até mesmo, complementam: “devem-se escolher no passado algumas lembranças para que estas organizem nossas vidas nas respectivas comunidades que se habita como uma forma de criar uma identidade e um sentimento de pertencimento”.

Nessa situação se está diante de um grande problema quanto ao pertencimento: “queremos aprender a nadar e ter um pé no chão ao mesmo tempo”. Talvez aí esteja o ponto de partida do primeiro passo de entendimento de que “a loucura é rara em indivíduos, mas em grupos, partidos, nações e épocas é a regra”.

Pertencimento não é nem bom e nem mau. O problema está em se apontar um pertencimento ideal de igualdade entre as pessoas para tornar a vivência, algo possível, uma vez que, a desigualdade da Vida torna a coexistência insuportável, isto é, ainda mais injusta do que já é, aos olhos dos estrategistas adeptos da ideia de rebanho.

Contemporaneamente. Logo, logo pastores mensageiros da Vida ideal estarão se apresentando como os pastores da redenção a lhes indicar o caminho correto a seguir. Mas pense: Ética e moral são atuações das pessoas, sejamos nós a mudança que queremos, pois pessoas não mudam com cobranças e retóricas, mudam com ATITUDES.


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