MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA

Sindicato

ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que, desde o dia 23 de março de 2020, em função da pandemia, a sede do sindicato está fechada e os atendimentos sendo realizados de forma remota. Os (as) sindicalizados (as) podem entrar em contato com a entidade das 8h às 12h e das 14h às 18h através do e-mail sedufsm@terra.com.br ou pelos telefones (55) 99962-2248 e (55) 99935-8017.


Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
sedufsm@terra.com.br

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Reflexões docentes

O esporte nas bordas da pandemia: desdobrando o futuro

02/06/2021

Antonio Guilherme Schmitz Filho e Bernardo Carbone dos Santos
Professores pesquisadores do Laboratório de Análise dos Cenários Esportivos na Mídia CEFD/UFSM - UFSM

Por:

Antonio Guilherme Schmitz Filho
Bernardo Carbone dos Santos
Bráulio da Silva Machado
Marcos Roberto Cairrão (*)

 

A Pandemia atingiu todos e tudo de forma totalmente inimaginável. O cotidiano esportivo sofreu uma desaceleração em todos os níveis. De repente o contato, a aproximação, a vibração e outras peculiaridades do meio esportivo, foram silenciadas! O mercado do entretenimento foi “chacoalhado” e posto à prova. Alguns apostaram em estratégias de recolhimento/isolamento coletivo; ilhas e bolhas esportivas surgiram na esteira de soluções preliminares. Mas a recomposição é um processo lento e específico, considerando a composição entre modalidades esportivas e culturais. Assim como em outros segmentos de trabalhadores, uma lacuna profunda se formou. Do dia para a noite, a normalidade ou a regularidade dos trabalhadores esportivos ruiu.

Como a condição estocástica do sistema midiático é inalterável, porque o sistema possui os seis lados do dado; é só jogar e qualquer lado que cair, conta na aposta: reprises, mesas-redondas, programas de opiniões, retransmissões, entrevistas on-line, bate-papos diversos. Todos servem, suportam e recompensam o entretenimento ao vivo.

Mesmo assim, o sistema midiático também sofreu com a parada abrupta. Grandes contratos já haviam sido acertados. E a exposição dos profissionais esportivos ao perigo da infecção viral, se tornou uma constante, tudo em nome do entretenimento e com uma boa dose de desculpa para “segurar” o torcedor (consumidor) em casa.

O sistema político esportivo, por sua vez, é um espaço caótico de disputa do poder. O que se percebe é a resistência dos mais fortes. O acolhimento daqueles que sofrem com a lacuna citada e que doaram seus dias em benefício do entretenimento coletivo, restam à margem, porque assim é!

Um dos assuntos muito explorados pelo sistema midiático é a questão da preocupação com a saúde, mostrando a importância da manutenção de atividades esportivas. A necessidade de cultivar uma rotina de exercícios, mesmo em isolamento, passou a mediar os argumentos de especialistas diversos. Claro que esta inquietação é pertinente, afinal, o hábito de se movimentar traz uma série de benefícios. Mas para além do entretenimento, outras discussões que envolvem a prática esportiva, em ambientes escolares e acadêmicos, fortemente atingidos pela pandemia, também restam à margem. São outras lacunas que suscitam amplo debate e resultam do universo pandêmico. Talvez o apoio e a utilização de tecnologias educacionais para o incentivo à prática esportiva, assuma definitivamente um protagonismo diferenciado.

A Covid-19 definitivamente alterou as relações sociais que conhecíamos, a ponto de botar as pessoas à prova, diante da quarentena que logo se transformou em isolamento social. A pandemia nos levou a repensar as relações sociais e o modo de vida de forma desafiadora. Além disso, a interferência no modo de vida da sociedade, causada pela quarentena e pelo isolamento social, acarretou mudanças na saúde física, mental e nos processos educacionais.

No âmbito esportivo podemos presenciar competições que se adaptaram ao contexto, a exemplo da NBA, que organizou um protocolo de isolamento e testagem, mantendo os atletas confinados em uma cidade, com a estrutura de um centro específico de treinamento e de protocolos de testagem.

No Brasil, um turbilhão de dificuldades, no âmbito do futebol, uma das modalidades mais praticadas no país, apenas uma porcentagem mínima conseguiu dar continuidade ao “espetáculo”. A grande maioria sucumbiu e precisou se adaptar ao contexto pandêmico, federações estaduais e nacionais  cancelaram competições e não conseguiram amparar os clubes e os trabalhadores do esporte.

Resta como legítima a perspectiva de que o esporte seguirá, quando um dia vivermos a pós-pandemia, na mesma esteira de todas as áreas que o afetam direta, indiretamente e, ainda, de forma recíproca. As sequelas e cicatrizes, de profundidade proporcional à extensão do presente problema no tempo, exigirão esforços, ainda hoje imensuráveis, coordenados em múltiplas frentes e que de forma irônica, mas não ao acaso, carregam o potencial de agudização da concentração de poder (econômico, político, etc.) e do distanciamento entre pequenas e grandes manifestações esportivas.

(*) Professores pesquisadores do Laboratório de Análise dos Cenários Esportivos na Mídia CEFD / UFSM.



Compartilhe com sua rede social!




© 2021 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041