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Reflexões docentes

Não ao negacionismo, sim à generosidade

09/06/2021

Luiz Carlos Nascimento da Rosa
Professor do departamento de Metodologia do Ensino do CE - UFSM

Faz mais de três décadas que me dedico a reflexões e estudos entre a Ciência e os fazeres e saberes que circunscrevem a vida cotidiana. Hegel afirmou que, em tempos de crise, os verdadeiros pensadores ou filósofos não devem se preocupar em erigir um novo sistema filosófico, isto sim, seus pensamos devem estar subsumidos na resolução das problemáticas da vida prática da sociedade humana. Não custa lembrar que Hegel escreveu e produziu essas reflexões no século XIX.

Em "Alegoria da Caverna", Platão escreveu sobre isso no longínquo tempo histórico de 300 a 400 anos A.C. Para Platão, o mundo da ignorância ou das sombras circunscreve a uma visão de um simulacro e/ou uma falsa realidade. Versão enganosa do mundo. Essa temática epistemológica nunca se fez tão atual. O obscurantismo e o negacionismo dos "senhores do castelo" virou pauta social de homens e mulheres que fazem de suas vidas a Ética do esclarecimento.

Estamos vivendo um tempo de grandes paradoxos e, intelectualmente, instantes de aguçadas reflexões. Nunca a sociedade viveu tamanha presença do termo fazeres e saberes da Ciência, mas ao mesmo tempo, sob a ótica dos senhores do poder, tamanho processo obscurantista. O coronavírus está explicitando uma Filosofia de vida bizarra e anacrônica dos senhores do poder e o poder tornando ato a sua filosofia. O paradigma do ver para crer tornou-se o modus vivendi dos agentes públicos federais. Negar a triste e horrenda realidade do coronavírus, cinicamente, tornou-se o discurso dos senhores do castelo. A defesa ferrenha de substâncias inócuas é regra comum, paralelamente a negação das vacinas, fazer e saber que a Ciência defende e, neste contexto os negacionistas obscurantistas viraram ferrenhas defesas que, para uma pessoa medianamente esclarecida defende, os arautos da ignorância são seus fiéis escudeiros.

Ao mesmo tempo em que vivemos o conceito sobre Ciência no contexto social, nunca foi vista tamanha ignorância entranhando em nossa vida social. O fundamentalismo religioso impera em nossas vidas transfiguradas em atitudes democráticas. Uma família e seus asseclas ditam o que deve ser público e verdadeiro. A "gripezinha" está matando milhares de concidadãos e eles pensam que é mi-mi-mi. Como vamos parar de chorar se membros queridos de nossa família estão morrendo. Eu, com todo meu tempo de militância, nunca imaginei que iríamos viver essa barbárie... Cronos, na Mitologia grega, governa o universo temporal, mas nunca imaginou que os males da Caixa de Pandora, castigo Zeus, iria se espraiar no seio de nossas vidas. Morte, medo, ciúmes, pragas da ignorância seriam hegemônicos na nossa vida social. O amor, a esperança e, a generosidade perderam total espaço em nosso universo mundano.

Para não falarem que o professor Luiz Carlos não falou de Educação, vou citar o romântico Paulo Freire, que escreveu: eu falo sob a ótica dos esfarrapados do mundo e contra as malvadezas neoliberais. Se cuidar e cuidar os outros é o fazer do momento. Não ao negacionismo e ao ódio, e sim à generosidade.



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