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A política macroeconômica em 2015

08/10/2014


Por: Daniel Arruda Coronel e Reisoli Bender Filho


Nos últimos anos vários problemas macroeconômicos acentuaram-se e mostraram a debilidade de diversas ações do governo federal, tais como: a tendência de alta da taxa de juros, o câmbio sobrevalorizado, o descontrole e a desproporcionalidade das medidas fiscais que tão somente têm gerado mais instabilidade econômica. Essas políticas têm gerado consequências naturalmente esperadas como os crescentes déficits em transações correntes, a retração contínua da indústria, tanto em termos de participação relativa como em competitividade, e o ínfimo crescimento da atividade econômica. Ademais, na atual conjuntura, a recorrente pressão inflacionária, que tem sido utilizada como alvo de tais políticas, tem ratificado um cenário cada vez mais incerto para o país.

Todavia, para que este quadro seja alterado, é necessário que o futuro presidente eleito adote medidas em direção da eficiência do setor produtivo e da busca da estabilidade econômica já no primeiro ano de governo. Dentre as medidas, destacam-se a retração das taxas de juros, a desvalorização cambial, a reforma tributária – visando dar um novo patamar ao caótico sistema tributário brasileiro –, a reforma fiscal – para dar um melhor direcionamento aos gastos públicos –, as reformas previdenciária e trabalhista – com o objetivo de desonerar os encargos trabalhistas – e a reforma do judiciário, buscando dar maior segurança aos contratos jurídicos.

Além disso, faz-se pertinente o aumento dos investimentos públicos, os quais gerariam melhores condições de logística e, sobremaneira, de infraestrutura, que são de longa data, entraves à competitividade do setor produtivo nacional. Tais mudanças dariam início a um novo ciclo, fornecendo condições ao setor primário elevar a competitividade, a indústria recuperar-se e, consequentemente, a expansão da atividade econômica.

Porém, essas reformas não são fáceis de ser feitas devido aos interesses que serão contrariados, bem como aos fortes efeitos colaterais de curto prazo. Fatores que terão mais aceitação e darão mais consistência e solidez ao novo governo, se realizadas no primeiro ano de mandato; caso contrário, o país tenderá a entrar em um ciclo recessivo mais intenso. Enfim, caso essas reformas sejam feitas, o novo presidente estará dando importante contribuição para um país mais justo, fraterno e soberano, que ofereça mais oportunidades de emprego e de ascensão social.

(Publicado no Diário de Santa Maria de 08.10.2014)



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