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Uma breve história do amanhã

19/10/2020

José Renato da Silveira
Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais

Na obra controversa “Homo Deus – Uma breve história do amanhã”, o professor Yuval Noah Harari afirma que de acordo com as ciências biológicas:

1. Organismos são algoritmos e humanos não são indivíduos – são “divíduos”. Isto é, humanos são uma montagem de muitos algoritmos diferentes que não têm uma voz interior única ou um eu único.

2. Os algoritmos que constituem um humano não são livres. São configurados por genes e pressões ambientais e tomam decisões determinística ou aleatoriamente – mas não livremente.

3. Segue-se daí que um algoritmo externo é teoricamente capaz de me conhecer muito melhor do que eu jamais poderia fazê-lo, um algoritmo que monitorasse cada um dos sistemas que compõem meu corpo e meu cérebro poderia saber exatamente quem eu sou, como me sinto, o que quero. Uma vez desenvolvido, esse algoritmo poderia substituir o eleitor, o cliente ou observador de arte. Então, esse algoritmo vai ter mais conhecimento, sempre terá a razão e a beleza estará nos cálculos por ele realizados.

Quanto a esse último item, há um exemplo curioso.

A Amazon – como outras empresas – emprega algoritmos que estudam o cliente constantemente e usam tais conhecimentos para recomendar produtos.

Um levantamento da consultoria Gartner indica que 51% das organizações que atuam com vendas já adotam ou pretendem implantar nos próximos cinco anos algum sistema que utilize algoritmos para analisar dados e guiar vendas.

Os resultados, segundo a consultoria, estão em uma pesquisa de âmbito global com 250 líderes de vendas representativos de 11 setores econômicos diferentes. O levantamento também tratou de analisar 47 tecnologias, estabelecidas e emergentes, com base em utilização efetiva, retorno e perspectivas de importância futura. “Embora seja uma tecnologia nova e complexa, a venda guiada por algoritmos tem muito potencial. Comparada com outras tecnologias que fizeram parte dessa pesquisa, a venda guiada por algoritmo se destaca como a mais sofisticada tecnologia para aumentar a produtividade das vendas”, conclui a consultoria.

Harari exemplifica: “Quando vou à loja virtual da Amazon, imediatamente aparece um algoritmo e me diz: “Sei de que livros você gostou no passado. Pessoas com gostos semelhantes estão inclinadas a gostar deste ou daquele livro”. Maravilha! Há milhões de livros no mundo e eu não conseguiria tomar conhecimento de todos eles, muito menos indicar com precisão quais eu iria apreciar. Que bom que um algoritmo me conhece e pode fazer recomendações de leitura com base no meu gosto”.

Continua Harari: “E isso é só o começo. Hoje, nos Estados Unidos, há mais gente lendo livros digitais do que impressos. Dispositivos como o Kindle, da Amazon, são capazes de coletar dados de seus usuários enquanto eles estão lendo os livros. Por exemplo, o seu Kindle pode monitorar quais partes do livro você lê depressa e quais lê devagar; em que página fez uma pausa e em que frase abandonou o livro para não mais voltar a ele. (Melhor dizer ao autor que reescreva esse trecho). Se o Kindle tiver um upgrade para reconhecimento facial e sensores biométricos, pode saber como cada frase que você lê influencia seu batimento cardíaco e sua pressão sanguínea. O que o faz rir, o que o deixa triste e o que lhe provoca raiva. Logo os livros estarão lendo você enquanto você os lê. E, considerando a possibilidade de você esquecer rapidamente a maior parte do que lê, a Amazon jamais esquecerá nada a seu respeito. Esses dados permitirão a ela avaliar a adequabilidade de um livro muito melhor, assim como saber exatamente quem você é e como fazê-lo ficar ligado ou desligado”.

Com esse exemplo ilustrativo, caros leitores, qual o impacto na nossa vida cotidiana a presença desses algoritmos - não conscientes, mas altamente inteligentes - (e que nos conhecem melhor do que nós nos conhecemos)? O que vocês acham?

Fonte: HARARI, Yuval Noah. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Trad. Paulo Geiger. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=51647&sid=3




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