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29/01/2021   29/01/21 16h03 | A+ A- | 347 visualizações

Sindicalista prevê greve de caminhoneiros mais forte que em 2018

Zeca da Rosa, presidente do Sindicam, diz que adesão cresce em todo o estado do RS


Greve dos caminhoneiros, em 2018

A próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, está sendo considerada uma data fundamental para os trabalhadores autônomos de transporte de cargas. A data está sendo chamada para uma nova greve dos caminhoneiros, que, segundo Carlos Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí, no Rio Grande do Sul, tem motivos bastante fortes para ocorrer, e sem prazo para encerrar. José Tadeo da Rosa (Zeca), presidente do Sindicato dos Transportadores de Bens Autônomos de Rio Grande (Sindicam), diz que tem recebido informações de todas as regiões do território gaúcho e que a mobilização se intensificou nos últimos dias.

O dirigente do Sindicam prevê que a greve marcada para a próxima semana deve ser maior que a de 2018, ainda no governo de Michel Temer, e que parou o país. “Os caminhoneiros estão vendo que não dá para continuar trabalhando do jeito que está”, ressalta Zeca. Afora a insatisfação como vem sendo conduzida a negociação das reivindicações da categoria pelo governo federal, os líderes das entidades de classe também reclamam que, da pauta existente desde que Bolsonaro assumiu, pouco se avançou.

Um dos pontos considerados mais graves é o que se refere à suspensão de dois impostos (PIS e Cofins) sobre o óleo diesel. Segundo Carlos Dahmer, esses impostos impactam em 43 centavos por litro de óleo diesel. O sindicalista reconhece que, após muita pressão, a União zerou o imposto de importação sobre pneus, porém, quanto às demais reivindicações, destaca o sindicalista, só houve “enrolação” até agora. Em evento promovio pela Sedufsm, em 13 de maio de 2019, Dahmer já antevia que, mais cedo ou mais tarde, um novo movimento paredista ocorreria, tendo em vista a inação do Executivo Federal, especialmente no que se refere à política de preços dos combustíveis.

Pauta

Em documento que reproduzimos a seguir está colocada a íntegra da pauta desses trabalhadores. Os pontos constam de um documento elaborado pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), órgão criado em dezembro do ano passado, e que é assinado pelo diretor-presidente dessa entidade, Plinio Dias.

Alguns desses itens merecem melhor detalhamento, como é o caso do “CIOT para todos”. Carlos Dahmer explica que CIOT é a sigla de Código de Identificação da Operação de Transporte. O que se reivindica é que a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), implante o CIOT, o que possibilitaria a regulamentação de todas as operações de transporte do país, permitindo, a partir disso, a fiscalização do cumprimento do pagamento do frete mínimo.

O projeto de lei “BR do Mar” é outra das grandes preocupações das lideranças classistas. Conforme Dahmer, o projeto encaminhado pelo governo federal, em regime de urgência à Câmara dos Deputados, tem por objetivo alavancar o transporte de cabotagem no país, ou seja, transporte por via marítima. A aprovação desse projeto, conforme o sindicalista, pode impactar em que 50 mil trabalhadores autônomos percam seus empregos. Em live realizada em outubro do ano passado, Plínio Dias afirmou que os caminhoneiros não foram informados sobre o projeto, e que foi requerido ao ministro dos Transportes, Tarcisio Freitas, que pelo menos fosse  retirada da urgência da proposta, para maior debate do conteúdo, mas que isso não ocorreu.

Interferência para desmobilizar categoria

Em relação a notícias de que o governo Bolsonaro, especialmente através de seus apoiadores, estaria tentando reverter a greve, Carlos Dahmer confirma que isso realmente vem ocorrendo. Além de anúncios paliativos, mas que ainda não se confirmaram, como por exemplo, a redução da incidência do PIS/Cofins sobre o diesel, os bolsonaristas têm usado “robôs” em grupos de whatsapp para tentar o foco do movimento, visando a preservar a imagem do governo, assinala Dahmer.

Oficialmente, integrantes do governo tentam minimizar a possibilidade da greve. Conforme a CNN Brasil, o ministério da Infraestrutura lançou uma nota em que afirma: "não há uma única entidade de classe representativa para falar em nome do setor", e que "qualquer declaração feita em relação à categoria corresponde apenas à posição isolada de seus dirigentes".

Independente da versão oficial do governo, Carlos Dahmer diz que a insatisfação junto aos caminhoneiros chega a 95%. Segundo ele, desde 2018 esperam o cumprimento de promessas que nunca se efetivaram.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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