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19/07/2013   19/07/2013 17h54m   | A+ A- |   991 visualizações

InformANDES destaca história de luta de Santa Maria

Tema abordado em boletim aos docentes do 58° Conad

Capa do boletim Informandes que destacou Santa Maria
Capa do boletim Informandes que destacou Santa Maria

Os docentes que chegaram ao 58° Conad receberam na quinta, 18, o primeiro exemplar do InformANDES, publicação especial do evento. Rememorando movimentos importantes protagonizados pelos trabalhadores e estudantes santa-marienses, o boletim proporciona um resgate que desemboca nos dias atuais, registrando as mobilizações pela redução da tarifa de ônibus e pela efetivação da justiça no julgamento da tragédia na boate Kiss. Ao longo dos dias do evento, a equipe de Comunicação do ANDES-SN, produz outros boletins impressos especiais. Abaixo, confira o texto na íntegra:

Santa Maria: uma história de luta e resistência

No sopé do morro nasce uma cidade que guarda uma história, como tantas outras, de alegrias, de tristezas. Mas, sobretudo, Santa Maria é um lugar no qual a luta e resistência sempre estiverem presentes. Se hoje a cidade é identificada até mesmo pela propaganda turística, como de religiosidade, em que a Romaria da Medianeira, realizada anualmente, se destaca. Se temos aqui um contingente expressivo de militares, também é fato que temos uma universidade federal - a UFSM - que com suas centenas de milhares de estudantes, professores e servidores técnico-administrativos, deixa a sua marca, junto com outras instituições de ensino, no avanço tecnológico e intelectual da região e do país, também é vital destacar que Santa Maria tem em seu mapa genético o DNA das lutas, sejam elas dos trabalhadores ou, nas décadas mais recentes, dos estudantes.

A cidade, que durante o início do século XX até meados da década de 60, foi um importante entroncamento ferroviário, interligando o Rio Grande do Sul ao resto do Brasil, não chegou a ter uma Revolução Bolchevique. Contudo, sob a batuta dos “ferrinhos”, entre julho e outubro de 1917, ocorreram na cidade várias greves dos ferroviários. Em um destes momentos, em 20 de outubro, durante um comício realizado pelos grevistas na Avenida Rio Branco, entre Silva Jardim e Vale Machado, um pelotão do Exército reprimiu os manifestantes à bala. Três grevistas foram mortos e outros 30 ficaram feridos. A greve foi encerrada em 1º de novembro com as reivindicações atendidas.

Os gritos, as palavras de ordem, os movimentos paredistas. Todos estes atos e fatos reverberam na história da Boca do Monte. A força do movimento ferroviário era extremamente grande e, em vários momentos, greves aconteceram e deixaram marcas de impacto, como a de 1936, e que já foi inclusive fonte de estudo em trabalhos acadêmicos na UFSM.
Com o passar das décadas, a transformação do modelo de transportes do país que passou a priorizar as estradas, abandonando as ferrovias, entregues ao projeto neoliberal, enfraqueceu os operários do setor de trens até sua quase extinção. No entanto, a gênese da luta e da resistência, que ficou incrustada na história de Santa Maria, parece ter continuado, sendo repassada de geração em geração, como se fosse uma espécie de fenômeno osmótico.

Lutar, um processo pedagógico

Mesmo que hoje a luta e a resistência tenham outros contornos em Santa Maria, o processo não se perdeu. Ele apenas se transferiu, em parte, para a universidade. Foi esta jovem senhora de mais de 50 anos que concentrou, ao longo de décadas, especialmente durante a ditadura civil-militar brasileira, os focos de resistência e de luta contra o autoritarismo.
Todos aqueles que, durante algum tempo, adentraram o arco de entrada do campus, na Avenida Roraima, não têm como negar que lutar é um ato extremamente educativo. Foram nas classes da UFSM e nas casas de estudantes (CEUs) que se discutiram e se organizaram atos memoráveis contra o aumento da passagem de ônibus na década de 80. Foi graças ao impulso da militância estudantil e das forças progressistas que a universidade de Santa Maria conseguiu ser a primeira instituição do país a eleger um reitor pelo voto direto, em 1985, logo em seguida ao fim do regime militar.

A ideia de que lutar é preciso permanece nos dias atuais. Em um 2013 marcado pela tragédia da boate Kiss, criou-se o estigma de uma cidade “estressada”, enlutada, corroída pela dor. Mas se é verdade que o incêndio, de causas criminosas, trouxe forte impacto nacional e mundial, também neste caso, sobreveio a luta como uma forma de, se não superar, ao menos minimizar a dor. Diante de um poder político apático e, em alguns casos, imoral, ressurge a Santa Maria de luta. Em um processo de interação inédito, entidades estudantis, sindicatos, movimento social e familiares de vítimas e de sobreviventes da tragédia, se uniram e foram para a rua.

Tomados de indignação a partir de denúncias de uma armação em uma comissão de vereadores que investigava as causas do incêndio um grupo foi até a sede do Legislativo e, mês passado ocupou o local por quase seis dias. O resultado foi a demissão do procurador jurídico da Câmara, que ocupava também a Presidência do partido do prefeito da cidade. A ocupação coincidiu com os momentos de efervescência em todo o Brasil, em que a maioria das pessoas expressou o cansaço, a decepção com a velha forma de fazer política. A marcha com 30 mil pessoas em Santa Maria, mais a ocupação na Câmara de Vereadores sob a lógica da busca por justiça, ambas em junho, mostraram que, por aqui, as diversas formas de luta e de resistência ainda pulsam.

Texto: Fritz R. Nunes com edição de Bruna Homrich
Imagem: ANDES-SN
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

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Capa do boletim Informandes que destacou Santa Maria

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