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23/01/2018   23/01/2018 19h12m   | A+ A- |   1845 visualizações

Julgamento de Lula causa intenso debate no 37º Congresso do ANDES-SN

Moção contra a seletividade do Judiciário é aprovada em evento docente em Salvador

Paulo Rizzo defendeu a moção da diretoria do ANDES-SN
Paulo Rizzo defendeu a moção da diretoria do ANDES-SN

O julgamento do ex-presidente Lula nesta quarta, 24, no TRF4, em Porto Alegre, gerou intenso debate na segunda, 22, no 37º Congresso do ANDES-SN, que acontece no campus da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), no bairro do Cabula, em Salvador, no qual estão presentes 581 pessoas, entre delegados (as), observadores (as), convidados (as) e diretores (as) do Sindicato Nacional. Ainda durante a plenária de instalação, na parte da tarde, integrantes do coletivo “Renova ANDES-SN” insistiram para que pudesse ser apresentada uma moção intitulada “Eleição sem Lula é fraude”.

Celi Taffarel, do 'Renova ANDES'
 

A apresentação e apreciação da moção acabou ficando para o debate da plenária do Tema I, que tratava da análise de conjuntura e centralidade na luta. Além da moção do ‘Renova’ também foi apresentada uma da diretoria do ANDES-SN, baseada em nota pública divulgada ainda na sexta-feira, falando da seletividade da justiça no caso do ex-presidente petista, e uma terceira, do Coletivo ANDES em Luta (CAEL), que se opunha frontalmente a qualquer moção que tratasse do julgamento de Lula. A moção aprovada foi a encaminhada pela diretoria do ANDES-SN.

Alyne Souza, do CAEL

 

A moção aprovada destaca que, como o sindicato já denunciou no 61º CONAD, na atual conjuntura explicita-se e aprofunda-se o alinhamento político entre os poderes executivo, legislativo, judiciário e a grande mídia, com destaque para a ação do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando-se para segmentos do Ministério Público e da Polícia Federal, que demonstram total subordinação aos interesses políticos dos representantes do capital.

Em defesa da democracia, sem tratar de eleições

“A condenação de Lula, seletiva e com fins eleitorais, se confirmada em segunda instância, é mais um ataque às poucas liberdades democráticas conquistadas e pode servir para o aprofundamento da criminalização das lutas sociais. Posicionar-se contra a seletividade da justiça que, neste caso, pode inviabilizar a candidatura de Lula, reafirma a histórica postura deste Sindicato em defesa da democracia. Isto não significa nem pode resultar em apoio a qualquer candidato/a no pleito eleitoral de 2018. Ao contrário, o ANDES-SN deve se manter autônomo e independente de partidos, governos, religiões e reitorias e reafirmar a necessidade de construção de uma alternativa classista dos/das trabalhadores/as, a qual não pode ser assumida nem pelo neoliberalismo, nem pela sua variante da conciliação de classe”, afirma o texto. Confira aqui a íntegra da moção.

Texto: Fritz R. Nunes com a colaboração do ANDES-SN

Foto: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

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Paulo Rizzo defendeu a moção da diretoria do ANDES-SN Professora Celi Taffarel, do Renova ANDES-SN Alyne Souza, do Coletivo ANDES em Luta (CAEL)

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