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06/01/2021   06/01/2021 19h35m   | A+ A- |   539 visualizações

Bolsonaro nomeia segunda mais votada à reitoria da UFPel

Entidades sindicais e estudantis começam mobilização para que autonomia seja preservada

Segundo levantamento do ANDES-SN, mais de 20 Ifes estão sob intervenção do governo no país
Segundo levantamento do ANDES-SN, mais de 20 Ifes estão sob intervenção do governo no país

A onda de intervenções de Jair Bolsonaro nas universidades chegou à UFPel. Na edição desta quarta-feira, 6, do Diário Oficial da União, foi publicada a decisão do governo de nomear a professora Isabela Fernandes Andrade como nova reitora da universidade gaúcha. Ocorre que ela havia ficado em segundo lugar (6 votos) na lista tríplice referendada pelo Conselho Universitário da UFPel no dia 19 de outubro do ano passado. Em primeiro lugar, foi apontado o nome do professor Paulo Roberto Ferreira Júnior (56 votos) e, em terceiro, o do professor Eraldo Pinheiro (2 votos).

Isabela é professora da instituição desde 2013 e ocupa, atualmente, o cargo de diretora do Centro de Engenharias (CEng). A docente é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e possui mestrado e doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Paulo é docente do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UFPel desde 2009. Possui Doutorado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Mestrado na mesma área pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Mobilização

Embora os três integrantes indicados pela lista tríplice pertencessem à mesma chapa (UFPel Diversa), o governo deveria ter respeitado a decisão da comunidade acadêmica e nomeado o candidato mais votado, como vinha sendo de praxe até a chegada de Bolsonaro à presidência.

É o que pensa a presidente da ADUFPel, Celeste Pereira, para quem a ação do governo fere a autonomia universitária. “Vemos com indignação o desrespeito à escolha da comunidade acadêmica. Em que pese nosso respeito à professora nomeada, a escolha foi outra. Entendemos que o reitor eleito tem que ser nomeado”, disse, referindo-se à Paulo Ferreira.

A Assessoria de Imprensa da ADUFPel entrou em contato com Paulo Ferreira, que preferiu se posicionar através de nota conjunta. No entanto, afirmou que seria convocada, para a tarde da quarta-feira, 6, uma reunião com as entidades representativas dos três segmentos da UFPel (ADUFPel-SSind, ASUFPel-Sindicato e DCE).

A atual gestão (Uma UFPel Diferente) e a chapa eleita (UFPel Diversa) divulgaram uma nota em que repudiam a não nomeação do professor Paulo, eleito de forma democrática. Conforme salientam, irão tomar medidas jurídicas e políticas para a reversão da situação, a qual consideram como vergonhosa.  

“Respeitar a vontade da comunidade é um pressuposto da democracia. Infelizmente, num Governo Federal cujo líder faz apologia a torturadores, nega o racismo, é condenado por ofensas contra mulheres e prega a não vacinação da população, não é surpresa que sejamos golpeados em nossa democracia e autonomia”, aponta trecho da nota.

Intervenções pelo país

Segundo levantamento publicado no site do ANDES-SN, cerca de 20 Instituições Federais de Ensino (Ifes) brasileiras estão sob intervenção no país. São elas: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF); Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB); Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Federal do Ceará (UFC); Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB); Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA); Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa); Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Universidade Federal do Piauí (UFPI); Universidade Federal Sergipe (UFS); Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC); Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET-RJ); Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Fonte e imagens: ADUFPel

Edição: Bruna Homrich/Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

 

Fotos da Notícia

Segundo levantamento do ANDES-SN, mais de 20 Ifes estão sob intervenção do governo no país Isabela Andrade (à esq.) e Paulo Ferreira Júnior

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