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16/09/2021   16/09/2021 14h25m   | A+ A- |   216 visualizações

Resgatar Freire é trazer ânimo e esperança para nossos dias, diz docente

Márcia Paixão é a entrevistada do primeiro Ponto de Pauta em homenagem ao centenário de Paulo Freire

Professora destaca que práxis freiriana contribui para refletirmos (e agirmos) sobre as desigualdades de gênero
Professora destaca que práxis freiriana contribui para refletirmos (e agirmos) sobre as desigualdades de gênero

“Freire é uma injeção de ânimo para a gente. Acredito nas mãos que se unem na luta pela democracia, pela justiça e pela igualdade para todas as pessoas. Precisamos juntar forças e construir uma rede para não esmorecermos”, disse Márcia Paixão, docente do departamento de Fundamentos da Educação da UFSM, em entrevista à 42ª edição do Ponto de Pauta, programa de entrevistas da Sedufsm. O programa foi o primeiro de uma série de quatro edições em homenagem ao centenário do educador Paulo Freire, registrado neste próximo domingo, 19 de setembro.

Em cada um dos programas, a ideia é abordar um dos eixos centrais da pedagogia freiriana. Com Márcia, o foco da conversa foi o debate acerca das opressões, do lugar do oprimido e das saídas apresentadas para que esse sujeito consiga romper com sua situação de subalternidade.

“A dominação acontece a partir das questões sociais, econômicas, políticas e também subjetivas. [Trata-se] daquela pessoa que foi aviltada de seus direitos, dignidade e cidadania. Que foi colocada num lugar subalterno, num ‘não lugar’. Essa pessoa fica sem o acesso aos seus direitos e sem poder ser alguém que se coloca na sociedade como um sujeito que pensa. A proposta de uma educação libertadora trazida por Freire nos vem para superar uma educação bancária, que coloca hierarquias entre as pessoas”, comenta Márcia, lembrando, também, que tal educação de tipo bancária reforça nas pessoas o desejo de, muitas vezes, quererem assumir o lugar do opressor.

Paulo Freire e feminismo

Embora Freire não tenha escrito tão demoradamente sobre o feminismo, suas ideias acerca da opressão e da libertação humana podem nos auxiliar quando pensamos sobre as assimetrias de gênero. É o que explica Márcia Paixão.

“O discurso do feminismo é de igualdade e justiça entre as pessoas. E é nesse sentido que dizemos que Paulo Freire é um grande aliado para discutirmos as opressões. Temos que unir as causas, não colocando hierarquia entre as opressões – pois elas se entrecruzam”, diz a docente, ressaltando que a questão de gênero foi mais trabalhada por Freire em Pedagogia da Esperança.

Tendo ouvido das próprias mulheres que ele necessitaria incluí-las em seus escritos, Freire teria assumido que a linguagem é ideológica e que utilizar o termo ‘homem’ para incluir todas as pessoas seria errado e insuficiente.  

“Precisamos continuar falando das opressões existentes, nos indignando e construindo esperanças. Falar de Paulo Freire é trazer palavras de esperança – uma esperança que seja verbo [esperançar], que nos movimente para a ação”, conclui Márcia.

Paulo Freire é patrono da Educação Brasileira e doutor honoris causa em 27 universidades do Brasil e do Mundo. Sua obra é considerada patrimônio documental da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O Ponto de Pauta pode ser assistido, na íntegra, em nosso canal de Youtube ou no link abaixo:

 

Texto e print: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

 

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Professora destaca que práxis freiriana contribui para refletirmos (e agirmos) sobre as desigualdades de gênero

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