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15/10/2021   18/10/2021 15h06m   | A+ A- |   278 visualizações

Amar a docência é lutar pela valorização de professoras e professores

Docentes da UFSM contam um pouco sobre quais caminhos os(as) levaram às salas de aula


As tarefas de “cuidar diretamente das novas gerações”, salientada por Ada Machado da Silveira; de “interpretar e traduzir as informações e experiências”, destacada por Karen Kraemer; de “contribuir para a formação de profissionais com capacidade de fazerem a leitura crítica da sociedade e com isso agirem no processo de sua transformação”, sintetizada por Maria de Lourdes Denardin Budó; de “enfrentar o desafio e a oportunidade de me renovar a cada semestre com a juventude estudantil”, expressa por Renato Santos de Souza; de “contribuir de forma decisiva para uma boa formação daqueles e daquelas que buscam qualificação profissional”, indicada por Antonio Carlos Lemos; ou mesmo de criar, em sala de aula, uma experiência de cogestão que “vai se encontrando e tomando outras formas no encontro com o grupo”, trazida à tona por Liane Righi, dão conta de sintetizar, ainda que em parte, as motivações que levam mulheres e homens a, todos os dias, tomarem os rumos das salas de aula, dos laboratórios de pesquisa e/ou das atividades extensionistas na condição de docentes.

No ano em que homenageamos o centenário de Paulo Freire, falarmos sobre o Dia da Professora e do Professor – registrado nesta sexta-feira, 15 de outubro – é lembrarmos do que diz Karen, docente do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM em Frederico Westphalen:

“O professor não é um disparador de conteúdos. O professor interpreta e "traduz" para os seus estudantes as informações e as experiências. Estar próximo de um profissional que experimentou o mercado de trabalho e traz "cases" para apresentar aos alunos, desperta interesse e transmite a experiência. Além de estabelecer uma convivência saudável entre gerações. Cosmovisões diversas são possíveis num encontro entre gerações. O professor atua neste campo. Professar não é despejar conteúdos. Professar é trazer indicativos de possibilidades que estão logo ali, na construção do futuro e na realização dos sonhos profissionais de seus alunos”.

E, apesar de esse já ser o segundo ano em que a data é perpassada pela suspensão da presencialidade e por uma série de novas dinâmicas demandadas pelo trabalho e ensino remotos, os princípios que orientam a atividade docente parecem seguir bastante similares.

Docência por amor?

Sim, docência por amor, por devotamento ao ato de ensinar e por compromisso com a educação de qualidade. Contudo, parece cada vez mais necessário desvincular a profissão “professor(a)” de uma atividade voluntarista, sob pena de se alimentarem políticas de precarização de direitos, esvaziamento do papel do Estado e consequente individualização excessiva das responsabilidades pedagógicas e estruturais na conta do docente.

Ada Silveira, professora do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM – campus Santa Maria, explica que, no cerne dessa aproximação entre atividade docente e voluntariado, está, inclusive, uma visão machista. Décadas atrás, comenta, muitas mulheres começaram a trabalhar como professoras da rede básica de educação para complementarem a renda da família, visto que apenas o salário do marido não dava conta das necessidades. A face majoritária da docência na rede básica de ensino, inclusive, até hoje é feminina, o que também pode reforçar a visão da docência como voluntarismo, pois bastante associada ao cuidado maternal que todas as mulheres, segundo o patriarcado, natural e espontaneamente conservam.

Não é raro assistirmos a reportagens televisivas, por exemplo, que mostram o esforço exercido por educadores e educadoras, especialmente nas regiões mais pobres do país, para que crianças, jovens e adultos tenham acesso ao conhecimento. Ainda que tal imaginário heroico associado a essa categoria possa exprimir respeito e admiração, não é possível desvincular a atividade docente de condições materiais que a viabilizem, de políticas públicas que oportunizem o acesso e a permanência dos(as) estudantes e da garantia de direitos aos professores e professoras.

*Professora Maria de Lourdes Denardim Budó

Para a docente do departamento de Enfermagem da UFSM, Maria de Lourdes Denardim Budó, “o amor pela docência é uma condição fundamental para o desempenho desse trabalho como de todos os demais. No entanto, o professor/professora é sempre lembrado pela dedicação e amor que deve ter, retirando a questão profissional, como se não tivesse que ter condições de trabalho, salário digno para satisfazer suas necessidades básicas. E com isso exercer adequadamente suas funções. O voluntarismo heroico é uma forma de desqualificar a docência como profissão”.

Antonio Carlos Lemos, docente aposentado do Centro de Ciências Sociais e Humanas da UFSM, diz ser “totalmente a favor de que a atividade docente seja profissional. O amor de fato existe pela dedicação que o profissional tem, mas não se pode, de forma alguma, entender o amor ou o devotamento à profissão como um voluntariado. Sou a favor da constituição de uma atividade profissional de respeito”.

Opinião semelhante tem a professora Liane Righi, do departamento de Saúde Coletiva da UFSM, que ressalta o investimento de tempo, energia e recursos financeiros observado na formação de um professor ou professora. E, tendo em vista a importância da profissão e o comprometimento por ela demandado, é necessário que se pense em políticas de incentivo à docência.

“Precisamos que pessoas tenham vontade (e motivos) para serem professores, para escolherem esta profissão. O professor/professora precisa (como todo mundo) de condições para sua reprodução como sujeito e como profissão. Precisamos remunerar melhor os professores porque precisamos de professores. Como sociedade, perdemos a capacidade de querer o que não se relaciona com o consumo. O professor, assim como o enfermeiro ou o médico da atenção primária em saúde, evita o consumo, forma para o bem viver, problematiza as opções da sociedade. O tema da valorização, do salário dos professores não pode ser tratado fora da proposta de sociedade que queremos construir e viver. Ter carreiras sólidas com vínculo não precário é o que pode sustentar a educação como uma política pública”, reflete Liane.

Trabalhar “com” amor

Talvez uma diferenciação interessante de ser feita neste debate acerca de uma visão heroica e voluntarista associada ao professor e à professora seja a trazida por Renato Santos de Souza, docente do departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural da UFSM. Para ele, é preciso diferenciar o ato de trabalhar “com” amor da exigência de trabalhar “por” amor.

“Na minha opinião o professor deve, e em geral trabalha, “com” amor, porque talvez mais do que qualquer outra atividade a educação precisa ser amorosa, empática, comprometida com o educando. E o professor só trabalha assim se ele tem amor pelo que faz, pelo seu ofício e pelos seus alunos. Outra coisa muito diferente é dizer que o professor deva trabalhar “por” amor, como se o amor fosse a contrapartida justa e suficiente pelo seu trabalho. Isso é uma distorção de má fé, pois os professores não têm que fazer um voto de abnegação, sujeitando-se a um trabalho precarizado, mal reconhecido e mal remunerado pelo amor ao que fazem”, explica o docente.

Souza define o professor e a professora como operários(as) do saber. “Independente da discussão que muitas vezes se trava sobre se o trabalho do professor é mais ou menos importante que o de outras profissões, se o seu salário deveria ser maior ou menor que o de outras profissões, o professor é antes de tudo um trabalhador, um operário do saber, da educação, da formação profissional e da cidadania, e como tal deve ser reconhecido e valorizado. E ele deve lutar como qualquer trabalhador pela dignidade do seu ofício, e pela justa remuneração do seu trabalho”.

O fato de os professores e professoras terem, sob suas responsabilidades, o processo formativo de todas as demais profissões reforça a necessidade de que sejam valorizados(as) e visibilizados(as) como sujeitos centrais na sociedade. É o que ressalta Karen: “Como pensar sobre uma profissão sem remuneração? Se estes setores veem a atividade do professor como um possível voluntariado, eles desconhecem os investimentos que a categoria do magistério faz para ampliar conhecimentos e manter-se atualizada. O Brasil precisa de trabalhadores responsáveis e com formação de qualidade. O ensino é o setor que assegura as outras profissões. Sem ensino de qualidade não há desenvolvimento”.

E se você pudesse voltar no tempo? A docência seguiria sendo sua escolha?

Essa pergunta foi feita a todos os entrevistados e entrevistadas desta matéria.

Ada Machado conta que se formou em Jornalismo no ano de 1982 e que exerceu a atividade de jornalista profissional por seis anos e meio, durante os quais acumulava dois empregos e mais alguns trabalhos freelancers. “Era uma época muito difícil para ser jornalista. Vivíamos um regime de ditadura e a profissão não gozava da simpatia que goza hoje. Embora ainda não seja uma profissão fácil, a sociedade hoje reconhece o significado do jornalista. Isso era muito diferente há quase 40 anos. Ser jornalista, naquela época, era quase um ato de rebeldia”, relembra.

*Professora Ada Machado da Silveira

Em 1988, então, Ada chegou à UFSM para realizar o Mestrado em Extensão Rural, onde começou a trabalhar com a comunicação rural – ou comunicação para o desenvolvimento. E foi assim, após alguns anos no mercado do jornalismo, que ela passou a se dedicar à docência. Ainda que ser jornalista naquela época fosse difícil, o início de sua carreira acadêmica também colecionou vários desafios.

“Eu fiz uma opção pela docência, que foi bem difícil. Quando comecei como docente, em 1992, nossos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda não gozavam do prestígio que têm hoje. Não possuíamos equipamentos, instalações, salas. Com o tempo, os filhos e filhas dos colegas passaram a ser nossos alunos, e então todos tiveram de enxergar as penúrias e deficiências que vivíamos. Nosso alunos também eram [e são] muito talentosos. Isso tudo nos ajudou a construir os cursos de referência que temos hoje e  consequentemente, nossa pós-graduação. Tenho me sentido muito feliz. Tive gente muito talentosa comigo. É uma grande satisfação ver ex-alunos e alunas atuando no mundo”, partilha Ada, que é filha de professora.

“Nasci em uma escola”

*Professora Liane Righi

Liane Righi teve mãe e pai envolvidos com o processo educativo. Enquanto a mãe era professora de séries iniciais, o pai era supervisor escolar em uma delegacia de educação no período que antecedeu o golpe militar de 1964.

“Por conta disso, eu nasci em uma escola, em uma casa-escola, na condição de filha de professores residentes em escola rural. Vivi na Linha 6 Norte – Esquina Irgang, município de Ijuí, na casa que integrava o prédio da escola até completar 14 anos. Férias? Brincar na sala de aula vazia. Despertador? Sineta que marcava o início da aula. Livraria? Biblioteca (pequena) da escola. Meu pai cursou pedagogia e eu ia acompanhando as aulas, os problemas, as reuniões do círculo de pais e mestres, as visitas dos pais e mães, as temidas visitas da supervisão escolar (supervisora, quando quer achar erro, acha)”, rememora, trazendo, ainda, a lembrança do barulho, do vozerio e da algazarra que marcava os horários de intervalo denominados “recreio”.

Ela, que hoje é docente, enfermeira e sanitarista, teve seu primeiro encontro com a saúde nas campanhas de vacinação promovidas na escola.  “Eu fiz sinais de vacina nos braços das bonecas e, para isso, usei agulhas que os vacinadores haviam deixado para trás. Depois vieram as vacinas de rotina na escola e aí uma enfermeira passava um dia na escola. Paradoxalmente, penso que neste tempo eu havia decidido apenas que não seria professora. Contudo, escolher enfermagem, e optar por um curso com habilitação em licenciatura em enfermagem deve ter relação com a minha vida na escola rural”, comenta.

Convocada por nosso exercício imaginativo de voltar no tempo e reforçar ou refazer suas opções, ela diz que optaria pela docência, mas que, aliado à Enfermagem, cursaria também Filosofia.  Hoje, já podendo estar aposentada, ela segue em sala de aula.

“Eu fui me tornando professora, depois de vários anos de experiência como enfermeira de saúde pública. E minha experiência é com ensino superior e com educação permanente em saúde. Eu sigo optando pela docência, pois já deveria ter encaminhado a minha aposentadoria. Mas a sala de aula me constitui como pessoa, eu curto me preparar para uma aula, pensar como vou apresentar as questões”, conclui.

Também representando a área da Saúde, Maria de Lourdes não deixa dúvidas de que, voltando ao passado, a docência seguiria sua opção primordial.

“Olhando para minha vida acadêmica, sinto a importância de trabalhar na formação de novos profissionais e, dentro das limitações, contribuir para a formação de profissionais com capacidade de saber fazer a leitura crítica da sociedade e com isso agir no processo de sua transformação. Olhar a realidade com a perspectiva crítica possibilita a busca de alternativas para mudanças que melhorem a vida das pessoas e da sociedade onde estamos inseridos”, diz Maria.

“Aos 8 anos, eu distribuía os livros”

*Profª. Karen Kraemer e o estudante de Jornalismo da UFSM-FW, Gabriel Araújo, festejam a conquista do 1º. Lugar na categoria Reportagem em Mídia Sonora. Expocom/InterCom 2019.

Assim como Ada e Liane, Karen Kraemer também tem a docência como referência familiar. Filha de professora, costumava acompanhar a mãe em suas atividades de trabalho.

“Não cursei magistério, mas estive em salas de aula desde os cinco anos, já alfabetizada. Aos 8 anos de idade, quando eu ia à escola da minha mãe e algum professor faltava, eu assumia a turma, distribuía os livros, indicava as páginas e conduzia a execução dos exercícios. Com certeza eu escolheria novamente a docência. O ambiente da sala de aula é muito rico e diverso. E essas características me motivam muito. Estar junto aos jovens que buscam se graduar em uma profissão faz com que os professores não "envelheçam", se atualizem, e, também,  aprendam com os estudantes”.

Hoje Antonio Lemos está aposentado, mas, se a ele fosse dado o benefício de refazer sua escolha profissional, em nada mudaria: seguiria escolhendo a docência e a ela se dedicando – bem como à UFSM.

*Professor Antonio Carlos Lemos

“A dedicação que tive nesses 30 e tantos anos de docência permite que eu diga que voltaria a ser professor, com certeza. Acho que a missão do docente é aproveitar todos os espaços possíveis para contribuir de forma decisiva para a boa formação daqueles [e daquelas] que buscam sua qualificação profissional. A universidade tem um papel muito grande no contexto social”, afirma.

“A docência me escolheu”

Desde muito jovem, quando cursava o Ensino Médio na ETFPel – hoje integrada ao IFSul de Pelotas -, Renato de Souza lecionava aulas voluntárias para vizinhos e amigos que tinham interesse em realizar o processo seletivo para ingressar naquela escola. Depois, durante a graduação, dava aulas particulares de Cálculo e Projeções Cotadas para colegas de curso, e ainda aulas particulares de violão. Dali passou direto para o Mestrado, seguindo a carreira acadêmica até então sem interrupções.

“Este processo foi muito natural pra mim, eu não diria que escolhi ser professor, acho mais que a docência me escolheu, porque não foi uma coisa que um dia eu decidi ser e me planejei pra isso, eu fui me dirigindo pra ela quase sem perceber, porque o ato de ensinar sempre estivera presente na minha vida até ali e eu fazia espontaneamente, de modo que eu acho que só tive consciência mesmo de que esta seria a minha profissão quando estava no Mestrado e me convidaram para dar aula na Universidade”, reflete.

Ainda que hoje existam outros ofícios que encantam Renato e aos quais ele poderia ter se dedicado, ser professor é por ele considerado um grande privilégio.

“[...] enfrentar o desafio e a oportunidade de me renovar a cada semestre com a juventude estudantil, ver meus alunos fazerem suas vidas, ganharem o mundo, serem gratos pelo tempo que passamos juntos, pelo que pude fazer por eles, ter um espaço de fala, de discussão e de construção de conhecimentos sempre aberto e em renovação, ter relativa autonomia naquilo que faço e atuar num ambiente, ao menos em tese, democrático como a Universidade. Acho que em nenhuma outra profissão teria tudo isso que dou tanto valor na minha profissão, junto. Por isso, se tivesse que escolher de novo, escolheria estar exatamente aqui onde eu estou”.

“Não há como escapar à obrigação de formar novas gerações”

Atualmente o professor e a professora travam uma disputa muito maior que em tempos anteriores pela atenção de crianças, jovens e adultos – tendo em vista o impacto que a televisão aberta, a radiofonia e principalmente as redes sociais digitais vêm produzindo nos processos de formação e socialização. Ainda que esses fatores venham trazendo novos desafios, Ada Machado continua apostando no caráter primordial da docência.

“Não há como escapar à obrigação de formação das novas gerações. E a universidade ainda é o melhor lugar para um jovem estar. Não conheço um lugar mais adequado, rico e cheio de experiência que um campus universitário. Feliz daqueles que podem dispor desse ambiente”.

Especial Paulo Freire

No dia 19 de setembro comemoramos o centenário de Paulo Freire. A Sedufsm, então, promoveu uma live a respeito dos legados pedagógicos e políticos do educador e produziu quatro programas “Pontos de Pauta” também sobre o tema. Dentre as diversas elaborações de Freire que poderiam ser utilizadas como referências ao Dia do Professor e da Professora, destacamos duas: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” e “O educador se eterniza em cada ser que educa”.

 

Texto: Bruna Homrich

Arte: Bruno Silva

Fotos: Arquivos Pessoais

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Professora Maria de Lourdes Denardin Budó Professora Liane Righi Professora Ada Machado Silveira Profª. Karen Kraemer e o estudante de Jornalismo da UFSM-FW, Gabriel Araújo festejam a conquista do 1º. Lugar na categoria Reportagem em Mídia Sonora, Expocom/InterCom 2019. Professor Antonio Carlos Lemos

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