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18/10/2021   18/10/2021 19h56m   | A+ A- |   190 visualizações

Docente propõe ações para garantir segurança digital em tempos de trabalho remoto

Victor Araújo De Menezes foi o entrevistado do 46º Ponto de Pauta


Com a pandemia, muitas das atividades que antes exercíamos total ou predominantemente de forma presencial tiveram de migrar para o formato remoto. A partir daí, surgiu uma série de novas demandas relacionadas à segurança digital, já que o trabalho e o ensino remotos ocasionaram uma superexposição de docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos.

A 46ª edição do programa “Ponto de Pauta” trouxe como entrevistado o professor de Direito Digital na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina e doutorando em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina, Victor Araújo De Menezes. No programa, ele abordou alguns dos principais problemas observados nessa digitalização acelerada da vida e propôs algumas medidas para que se tente garantir uma maior protetividade aqueles e aquelas que vêm usando as redes em larga escala.

Logo de início, Menezes já diferencia perigo de risco. Enquanto o perigo é algo que tem potencial para causar danos a uma pessoa ou instituição, o risco seria a probabilidade real de esses danos acontecerem. No caso do ensino e do trabalho remotos, teriam de ser identificadas, diz o entrevistado, quais práticas e/ou ferramentas teriam potencial danoso e, uma vez identificadas, pensar medidas para contenção de tais danos. Um dano bastante observado nesse mais de um ano de trabalho remoto foi a invasão de salas virtuais por grupos de extrema-direita.

Nesses casos, as medidas iriam desde tentar resolver o problema no momento em que ele ocorre – buscando elaborar formas de monitoramento das salas virtuais que permitam a rápida identificação de invasores e sua consequente expulsão – até informar a Administração Central da universidade ou mesmo a polícia, se o dano tiver incidência na esfera criminal.

A publicização da vida privada dos(as) professores(as) também foi um ponto abordado por Menezes. Quando está gravando uma aula ou a ministrando ao vivo, o professor acaba mostrando sua casa e privacidade. “É importante não gravar aquilo sem autorização, não tirar print para fazer piada, por exemplo”, alerta.

Ataques virtuais

A UFSM, assim como outras universidades e institutos país afora, registrou ataques racistas, homofóbicos e ultraconservadores em determinadas atividades virtuais promovidas desde o início da pandemia. Exemplo foi a invasão da sala virtual em que ocorria a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante do curso de Direito da UFSM, Pablo Domingues, que investigou, em seu trabalho, justamente os discursos de ódio LGBTTIfóbicos e a criminalização da homotransfobia pelo Supremo Tribunal Federal. A própria assembleia de posse da gestão ‘Renova Sedufsm’ também foi alvo de invasão.

Para Menezes, além de capacitar docentes para lidar com as ferramentas de comunicação e com os dados seus e dos estudantes, é preciso traçar algumas estratégias práticas para inibir esse tipo de ação. Uma delas seria, sempre que possível, não publicizar amplamente o link de acesso à sala virtual, enviando-o por email (ou outra forma de encaminhamento privado) às pessoas diretamente interessadas. É o que a Sedufsm tem feito com relação aos links de assembleias, por exemplo.

Outra ação seria destinada àqueles eventos que necessariamente têm de ser amplamente divulgados. Nesses casos, é importante eleger um(a) administrador(a) para a sala virtual, de preferência alguém que não esteja responsável pela condução dos trabalhos e possa estar atento às movimentações na sala – conseguindo expulsar, rapidamente, um invasor.

“Esses ataques muitas vezes são praticados por pessoas que, na situação de vida real, cara a cara, não teriam coragem de desferir ofensas. Na internet elas acreditam que não tem lei. Acham que desferir uma ofensa não significa nada. E a gente sabe que isso machuca, fere, causa danos psicológicos e até financeiros”, reflete Menezes.

Assista ao “Ponto de Pauta” na íntegra abaixo ou em nosso canal do Youtube.

Texto: Bruna Homrich

Imagem: Rafael Balbueno

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

 

 

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