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03/11/2021   03/11/2021 18h01m   | A+ A- |   289 visualizações

Enfrentamento com neoliberalismo marcou primeiros anos de atuação da Sedufsm

‘Ponto de Pauta’ entrevista docente que esteve presente na assembleia de fundação da seção sindical, em 7 de novembro de 89


Em 1988, a promulgação da nova Constituição brasileira permitia aos servidores e servidoras públicas organizarem-se em sindicatos. Com isso, nacionalmente, as até então associações de docentes passaram a se transformar em seções sindicais. Na UFSM, um grupo de docentes também intencionou que a Apusm avançasse de seu caráter associativo para um caráter sindical. Contudo, a então diretoria da Apusm, localizada à direita no que tange ao campo político, decidiu abrir mão da carta sindical e se desvincular do ANDES-SN (que, a partir da Carta Magna, converteu-se de Associação Nacional em Sindicato Nacional) quando descobriu que este passaria a se filiar à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Alguns docentes, então, passaram a organizar uma série de reuniões preparatórias para constituírem uma seção sindical representativa da categoria na UFSM – uma seção que centralizasse e direcionasse as lutas por direitos, por valorização e por uma educação superior pública de qualidade, em aliança estreita com o Sindicato Nacional. No dia 7 de novembro de 1989, essas reuniões culminaram em uma assembleia, realizada no auditório do prédio da Antiga Reitoria, em que cerca de cem docentes assinaram a ata fundacional da Sedufsm.

Na 48ª edição do ‘Ponto de Pauta’, o tema é o iminente aniversário de 32 anos da Sedufsm, e o convidado é o escritor e docente aposentado da UFSM, Orlando Fonseca, um dos presentes na assembleia de fundação da seção sindical.

Logo no início de sua existência e ainda em meio a dificuldades estruturais, lembra o docente, a Sedufsm já teve de bancar diversas disputas contra governos neoliberais que se revezavam na gestão do país. Com José Sarney, por exemplo, a inflação ultrapassava os 80%, levando a que os preços dos produtos, ao final do mês, fossem praticamente o dobro dos registrados no início do mês.

Já o governo de Fernando Henrique Cardoso, salienta Fonseca, foi desastroso para a universidade pública. Sem expansão de vagas e de cursos, e com uma visão subalterna de ciência e de país – preconizando a importação, e não a produção, de tecnologia -, a concepção de educação levada a cabo por FHC produziu episódios importantes de enfrentamento, nos quais a Sedufsm assumiu a direção das mobilizações em Santa Maria.

No momento em que a seção sindical completa 32 anos de existência, Fonseca ressalta que os desafios, frente aos retrocessos representados pelo atual governo, são tão grandes quanto o histórico e a disposição de lutas da entidade.

“Temos um governo totalmente avesso à ciência e ao desenvolvimento da população através do estudo, [...] é preciso fazer frente a esse projeto de desmonte do país. É uma tarefa que não vai ser fácil, mas que vai exigir da instituição a grandeza que sempre teve ao longo de sua história”, perspectiva Fonseca.

O ‘Ponto de Pauta’ – edição especial Aniversário da Sedufsm - pode ser visto, na íntegra, abaixo ou em nosso canal de Youtube:  

Texto: Bruna Homrich

Imagem: Rafael Balbueno

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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