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16/11/2021   16/11/2021 18h17m   | A+ A- |   323 visualizações

Live dos 32 anos apresentou uma Sedufsm fruto de seu tempo

Paola Matos, com Erick Côrrea, expressou a arte sobre o Brasil de hoje e sempre

Erick Corrêa e Paola Matos, na live que ocorreu no Auditório Suze Scalcon
Erick Corrêa e Paola Matos, na live que ocorreu no Auditório Suze Scalcon

O vice-presidente da Sedufsm, professor Ascísio Pereira, abriu a live de comemoração dos 32 anos do sindicato na última sexta (12), às 19h, destacando a importância de lutas atuais, como a que se tem efetuado contra a PEC 32 (Reforma Administrativa). Já a professora Marian Noal Moro (atual diretora da seção sindical) e o professor Orlando Fonseca, ambos participantes da fundação da entidade, em 1989, rememoram as origens da luta. E a cereja no bolo ficou por conta da apresentação da cantora Paola Matos, acompanhada do violonista Erick Côrrea, que apresentaram a síntese de uma arte de qualidade, comprometida com a superação da injusta realidade do país, destacadas em canções antigas como recentes.

A primeira música do repertório de Paola, extraída do disco “Brasileirice” de 2013, através do qual ganhou o prêmio Açorianos como revelação (2014), caiu como uma luva para os dias que vivenciamos, com aumentos cotidianos na cesta básica, nos combustíveis e o retorno do dragão da inflação.

Em ‘Brasileirisse’, composição de Alexandre Missel, o retrato do Brasil e dos brasileiros (as) na potência da voz da cantora:

A minha vizinha faz espuma sem sabão
O homem da praça come manteiga sem o pão
Tem gente dormindo no macio, sem colchão
...”.

A defesa do serviço público é fundamental, disse na abertura Ascísio Pereira. E, nas reminiscências de Marian Moro e Orlando Fonseca, a motivação de fundar um sindicato de professores (a) em 7 de novembro de 1989 caminhou justamente com essa forma de ver o mundo.

A reunião de um grupo de docentes que entendia que, em um país recém engatinhando democraticamente, era preciso ter uma base sólida, jurídica e politicamente falando, para a defesa do serviço público, de uma educação pública gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Na ata da assembleia de fundação assinaram 60, mas eram muitos mais, acreditando no sonho de um país melhor, de uma universidade e uma educação melhores, frisou Marian.

Sonho

Assim como a Sedufsm se transformou na simbologia daquelas e daqueles que resolveram seguir na luta, enquanto a Apusm abria mão da sua prerrogativa sindical, a playlist de Paola Matos e Erick Côrrea também se referenciava em sonhos. É o caso, por exemplo, de “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, eternizada na voz de Elis Regina. Quem nunca se emocionou ao ouvir:

Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil...”


A cultura e o momento do reencontro

Fazendo um pronunciamento também pela diretoria da Sedufsm, a professora Teresinha Weiller destacou o período difícil vivenciado em função da pandemia, desde março de 2020. “
Tivemos que nos repensar, pensar novas formas no trabalho, repensar a vida doméstica e, claro, também as nossas lutas”.

Apesar disso, destacou Teresinha, com o apoio da ciência e do conhecimento, das pesquisas desenvolvidas dentro das instituições públicas de ensino, estamos “vencendo o negacionismo e a necropolítica do atual governo”. E acrescentou: “agora, através da cultura, da arte, temos oportunizado os nossos primeiros reencontros”, destacou.

De fato, após a pandemia, assim como cantava a ‘Pimentinha’, interpretando a composição de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, “Nada será como antes”. Como bem destacou o professor Ascísio Pereira, os ataques extremistas contra a universidade, contra os serviços públicos, prosseguem. Mas, frisou bem: “Não arredaremos pé.” Assim como nas origens da Sedufsm “somos muitas e muitos e resistiremos!”, enfatizou.

É um pouco disso que alerta a última canção do repertório de Paola Matos e Erick Corrêa, apresentada na noite de sexta, dia 12, chamada “Se movimente”, composição de Gustavo Kraemer.

Não leve a mal o que eu vou lhe falar,

Mas você foi criado pra se conformar,

Mais uma engrenagem para a roda girar,

Não fazendo nada pra nada mudar.

“Se movimente...

E sinta os grilhões que te prendem,

Se movimente...

não seja mais um que se rende”.

Playlist

O repertório apresentado segue abaixo. Na sequência, a íntegra da live que está no Youtube da Sedufsm.

Brasileirisse – Alexandre Missel

O Bêbado e a Equilibrista – João Bosco e Aldir Blanc

É – Gonzaguinha

Offlove – Erick Corrêa

Nada Será Como Antes – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos

Cotidiano – Chico Buarque

Você não entende nada – Caetano Veloso

Sapato Furado – Caio Martinez e Fernando Leitzke

A Coragem do louco – Paola Matos

Reconvexo – Caetano Veloso

Comportamento Geral – Gonzaguinha

Um Sorriso nos Lábios – Gonzaguinha

Se Movimente – Gustavo Kraemer.



(Mais fotos abaixo, em anexo, ou no facebook)

Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Vídeo: Bruno Silva e Rafael Balbueno
Assessoria de imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Erick Corrêa e Paola Matos, na live que ocorreu no Auditório Suze Scalcon Ascísio Pereira, vice-presidente da Sedufsm Rafael Balbueno (e) mediou a conversa de rememorações do professor Orlando Fonseca e Marian Moro Teresinha Weiller, diretora da Sedufsm Paola Matos

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