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13/12/2021   13/12/2021 18h12m   | A+ A- |   265 visualizações

Professora comenta o papel da luta das mulheres no ano de 2021

Maria Celeste Landerdahl foi a entrevistada da 53ª edição do ‘Ponto de Pauta’


A pandemia trouxe consequências econômicas, políticas, sociais e psíquicas para toda a classe trabalhadora, mas alguns setores foram ainda mais penalizados. É o caso das mulheres, dos e das lgbtqia+, das pessoas com deficiência e dos negros e negras. Tendo por finalidade fazer um breve balanço das lutas – entre avanços e retrocessos – dessas minorias sociais ao longo do ano de 2021, a Assessoria de Imprensa da Sedufsm produzirá uma série com quatro edições do ‘Ponto de Pauta’, o programa de entrevistas da seção sindical.

Tendo iniciado com a entrevista de Eliana Menezes, a última série de 2021 do ‘PP’ – que, durante o mês de novembro, produziu três edições em referência ao Mês da Consciência Negra – traz, como segunda entrevistada, a professora aposentada do curso de Enfermagem da UFSM, integrante do Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres de Santa Maria e coordenadora da campanha Santa Maria 50-50, Maria Celeste Landerdahl. Ela falou sobre o “2021 na luta das mulheres”, abordando questões como o aumento da violência contra as mulheres durante o isolamento social, os impactos do governo Bolsonaro para a luta das mulheres e o combate às desigualdades de gênero em Santa Maria.

Aumento da violência doméstica na pandemia

A pandemia gerou um aumento dos índices de violência contra as mulheres no Brasil e no mundo. O fato de Santa Maria, no entanto, não ter registrado alta em tais números, não pode ser lido apenas como um elemento positivo. Isso porque os dados institucionais não necessariamente condizem com a realidade, podendo ter ocorrido um cenário de subnotificação das ocorrências.

Outro motivo pelo qual a violência de gênero pode não ter alcançado níveis alarmantes na cidade durante o período de isolamento social foi o trabalho exercido pelas instituições e por diversos coletivos e movimentos, a exemplo do Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e da campanha ‘Santa Maria 50-50’ que, inspirada em um projeto da ONU, objetiva a promoção da igualdade de direitos e de oportunidades para homens e mulheres.

A campanha, junto ao Fórum, tem como uma de suas principais proposições a criação de um Centro de Referência para as Mulheres em Situação de Violência em Santa Maria.

“Será um local onde as mulheres vão encontrar todo tipo de informação e encaminhamento possíveis. Já tivemos um diálogo promissor com a gestão municipal. Eles nos pediram um diagnóstico dos serviços em Santa Maria. A campanha fez esse diagnóstico e a gestão municipal encaminhou para a secretaria de direitos humanos do estado, que estava disponibilizando verba para novos centros”, comenta Celeste, acrescentando que o Centro deverá ser composto por duas assistentes sociais, duas psicólogas e duas advogadas.  

Além do Centro de Referência, outra proposta da campanha ‘Santa Maria 50-50’ é a formulação de uma nova lei para o Conselho Municipal da Mulher. Uma lei que o tire da condição atual de engessamento e o torne efetivamente representativo.

“O Conselho é uma instância de controle social, de participação da comunidade, então precisamos ter conselhos representativos. Não temos mulheres recicladoras. Não temos mulheres trans ou mulheres negras. O Fórum não está lá. O Hospital Universitário, que abarca várias mulheres em situação de violência, não está lá”, critica a docente.

Para reverter a atual situação do Conselho, a campanha e o Fórum construíram, junto ao legislativo municipal, uma lei que coloca dois segmentos dentro do Conselho: o segmento do governo, que teria 10 vagas; e o segmento da sociedade civil organizada, que teria 17 vagas. De dois em dois anos, o Conselho realizaria uma chamada pública para que as entidades e mulheres comprometidas na luta pelos direitos e pelas políticas públicas consigam ocupar cadeiras, garantindo a renovação e combatividade do espaço.

“Precisamos de um conselho aguerrido, politizado, que leve as demandas reais das mulheres de Santa Maria para a gestão municipal, e que esteja em contato com as comunidades e periferias. Outro pedido nosso na lei é um fundo municipal para o direito das mulheres. O conselho municipal não tem nenhum recurso público que lhe permita fazer um simples folder. Então estamos pedindo um recurso municipal com o qual se consiga fazer alguma coisa. A lei já foi aprovada na Câmara de Vereadores por unanimidade, e já foi encaminhada ao prefeito. Estamos agendando uma reunião para logo, para conversarmos sobre isso e vermos como vai caminhar daqui para a frente”, antecipa Celeste.

A 53ª edição do ‘Ponto de Pauta’ pode ser assistida em nosso canal de Youtube ou logo abaixo:

 

Texto: Bruna Homrich

Imagem: Rafael Balbueno

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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