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13/05/2022   13/05/2022 15h46m   | A+ A- |   128 visualizações

Dica: que tal ouvir “discoteca básica”?

Professor Renato Souza escreve sobre o podcast que é uma verdadeira enciclopédia musical


Sextou! E nesta sexta, 13 de maio, a dica cultural vem do professor Renato Souza, do departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural da UFSM. A sugestão, para quem gosta de música, é acessar o “Discoteca Básica Podcast’ que, conforme o docente, um apaixonado por música, consiste em programetes em áudio, de aproximadamente 60 minutos, que contam as histórias dos principais álbuns da discografia brasileira e mundial, acrescidos do contexto social e político da época em que foram lançados. “Uma verdadeira enciclopédia em áudio”, frisa Renato Souza. Saiba mais sobre o “discoteca básica” no artigo que vem logo abaixo.

“Discoteca básica

Pra mim, gostar começa na alma, eu gosto por intuição, por emoção, por arrebatamento. Mas também aprimoro o gosto me aproximando, me familiarizando, conhecendo melhor. E tem coisas que definitivamente só passo a gostar depois de conhecer. Além do que, às vezes, gosto de conhecer só por conhecer mesmo.

Enfim, se você é assim como eu, adora música e gosta de conhecer aquilo de que gosta, ou se simplesmente gosta de conhecer sobre coisas novas, então você também vai gostar da dica de hoje: o “Discoteca Básica Podcast”. Trata-se de um podcast, ou seja, um conteúdo de áudio, gravado e disponibilizado nas plataformas de streaming, com episódios em torno de 60 min, escrito e apresentado pelo jornalista cultural e crítico de música Ricardo Alexandre. Eles contam a história dos principais álbuns da discografia brasileira e mundial, com a contextualização sociopolítica e cultural da época, o papel daquele disco na história da música, a história de algumas músicas, dos músicos, produtores, e impagáveis histórias de bastidores.

Só pra ter uma ideia, o episódio sobre o disco “Tropicália ou Panis et Circenses”, espécie de manifesto de lançamento do tropicalismo, começa contando sobre a passeata contra a guitarra elétrica, organizada pela TV Record para promover um programa sobre MPB clássica, que vinha perdendo força no final dos anos 60 com os novos ventos musicais e culturais que sopravam no Ocidente. A partir daí o narrador/autor vai contextualizando e tecendo esta teia de fatores formada pelos movimentos políticos e culturais da época, as estratégias das mídias (TV e rádio), das gravadoras e o papel dos artistas, neste caso principalmente Gil e Caetano, que foram ativos tanto na criação do Disco quanto do movimento tropicalista, que chegou a ser moda entre a juventude da época.

Alguns episódios nos fazem repensar sobre coisas que nem gostamos tanto (eu pelo menos), como “bichos, saiam dos lixos; baratas, me deixem ver suas patas; ratos, entrem nos sapatos; do cidadão civilizado”. Entender o papel de ruptura que o disco “Cabeça Dinossauro” dos Titãs, teve no rock nacional dos anos 80, que andava amarrado a um som esteticamente alinhado e culturalmente bem comportado das bandas de Brasília e São Paulo, me fez ao menos estender um olhar de admiração e respeito para aquele momento da banda, mesmo que o som um tanto histriônico das músicas e as letras feitas a martelo ainda me soquem os ouvidos.

Em outros casos, cogitações sobre o sentido da música “A vida é um moinho” já são um mote para assistir o episódio sobre Cartola, em seu primeiro disco como intérprete, de 1976. Ou entender porque o dico “Dois”, o segundo da Legião Urbana, se tornou o álbum mais importante da banda, mesmo carregado da pressão do segundo disco, um obstáculo para qualquer banda que já arranque arrebatando, como a Legião, que corre sempre o risco de não alcançar ou superar o primeiro.

E assim se sucedem episódios sobre a história dos mais diferentes álbuns, nacionais e estrangeiros, sem viés ou preconceito de estilo, e cujo critério de escolha é terem marcado a história da música, estarem bem posicionados em diversos rankings nacionais e internacionais de avaliação de discos, e de alguma forma terem representado um divisor de águas na cultura popular.

Lá estarão a história dos discos de Miles Davis de 1959, Rolling Stones (1966), George Harrison (1960), Led Zeppelin (1971), John Lennon (1970) e Nirvana (1991), mas também Tim Maia (1970), Roberto Carlos (1970), Rita Lee (1980), Gal Costa (1971), Chico Buarque (1971), Raul Seixas (1974), Dorival Caymmi (1959), Racionais MC’s (1997) e Cássia Eller (2001), dentre muitos outros. Uma enciclopédia em áudio, para escutar caminhando, treinando na academia, almoçando, dirigindo ou simplesmente ouvindo.

Enfim, cada episódio do Discoteca Básica está cheio de muita informação, fragmentos de músicas e histórias deliciosas dos bastidores deste canhão da cultura popular que é a música.  Eu recomendo. Para quem gosta de saber mais sobre o que gosta de ouvir, ou ouvir mais sobre o que gosta de saber.

Como ouvir? pelas plataformas de streaming: Spotify, Apple Music, Deezer, Amazon Music, Castbox e Pocketcasts, ou diretamente do Site https://podcastdiscotecabasica.com



Renato Souza
Professor do departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural da UFSM.



Imagem: Print para divulgação e arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Fotos da Notícia

Professor Renato Souza

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