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16/07/2013   16/07/2013 19h04m   | A+ A- |   696 visualizações

Marinalva diz que “caiu a máscara” do governo Dilma

Presidente do ANDES-SN está em Santa Maria para o 58º Conad

Marinalva Oliveira: PNE em debate no Congresso privatiza educação
Marinalva Oliveira: PNE em debate no Congresso privatiza educação

Questionada sobre os efeitos das manifestações populares em todo o Brasil, que levaram à queda de popularidade de Dilma Rousseff, provocando um enfraquecimento político da atual chefe do Executivo, a professora Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, afirmou que “caiu a máscara” de que o governo investia em políticas sociais. “A população está criticando o que antes já denunciávamos, de que existe dinheiro para investir em grandes obras, nas grandes empresas, mas falta dinheiro para a saúde e educação”, ressalta a dirigente sindical, que atua como docente na Universidade Federal do Amapá.

Marinalva Oliveira está em Santa Maria e desde segunda-feira, 15, participa das reuniões de diretoria do ANDES-SN que são preparatórias ao 58° Conad, que inicia na quinta, 18, e segue até domingo, 21 de julho. Um dos debates que estarão postos no encontro do Conselho do Sindicato Nacional, em Santa Maria, é uma avaliação da conjuntura. No entendimento da sindicalista, o cenário se mostra um pouco mais favorável em termos de negociação, tendo em vista que as mobilizações populares recentes levaram a um enfraquecimento do governo.

Acompanhe a seguir os trechos principais da entrevista concedida pela professora Marinalva Oliveira à assessoria de imprensa da Sedufsm.

Pergunta - Qual a expectativa para os debates do 58º Conad? Quais são os pontos principais a serem encaminhados em Santa Maria?

Resposta – Primeiro, é preciso contextualizar que o Conad é o conselho das entidades de base do Andes-SN e ocorre uma vez por ano, após o nosso congresso, que ocorreu em março deste ano, no Rio de Janeiro. No congresso, que é a instância máxima deliberativa, nós tiramos como centralidade da luta para o ano de 2013 a defesa do caráter publico da educação, ampliando a força da nossa categoria dentro do sindicato e sempre pensando na unidade classista. Avaliávamos que este ano era fundamental para fazer uma defesa do caráter público da educação, haja vista que o governo vem aí por anos e anos - e mais diretamente esse ano, com a provável aprovação do PNE - privatizando os direitos sociais e diretamente a educação. Nós temos um PNE, que será aprovado no Senado até início do próximo semestre, e esse PNE é uma proposta para os dez próximos anos sobre metas e estratégias para a política educacional. Esse PNE privatiza a educação desde a creche até o ensino superior. Então, foi acertado aprovar essa centralidade da luta. No Conad também vamos atualizar o plano de lutas que foi aprovado no congresso e atualizar a conjuntura. O que temos hoje na conjuntura, já para o próximo semestre, é a aprovação do PNE, em que toda a educação será privatizada, através de parcerias público-privadas. E nesse sentido, nós precisamos atualizar essa luta para dar mais força às nossas seções sindicais, à unidade com os outros trabalhadores, em defesa da educação pública e de investimento público para a educação pública.

Ligado a isso, está a questão das condições de trabalho dos professores, porque quando você começa a privatizar a educação, começa a precarizar as condições de trabalho. Essa é uma pauta que já vem de alguns anos, que foi pauta da nossa greve no ano passado. Temos hoje uma mesa em que nós estamos com o governo - com a Sesu/MEC - mas essa mesa não tem avançado. O governo reconhece, diferente do ano passado, que os professores estão vivendo precárias condições de trabalho. Mas não toma nenhuma iniciativa para mudar esse quadro. E nós achamos que é fundamental ter mais vagas para concurso público, ter infraestrutura para trabalho desses professores. É isso que nós vamos fazer no Conad, atualizar essa pauta que foi aprovada no congresso.

P Dentro desse quadro recente, que foram grandes mobilizações de massa em todo país, também houve dia 11 de julho, com greves e mobilizações. Até mesmo pesquisas de opiniões mostrando que o governo Dilma está enfraquecido politicamente. Dentro desse quadro conjuntural, há uma modificação e é possível negociar algumas pautas que anteriormente estavam difíceis de serem negociadas?

R – Primeiro é preciso contextualizar que houve uma explosão dos movimentos sociais, das manifestações no Brasil durante o mês de junho. E quando fazemos a análise de que houve uma explosão, é porque isso estava sendo gestado em algum lugar. Isso é fruto dos movimentos sociais, sindicatos, partidos de esquerda. Só para ter um exemplo, a greve do ano passado foi uma das maiores greves em todos os setores, tanto dos servidores públicos federais, quanto especificamente dentro da educação federal dos últimos anos dentro do Andes. Então, foi uma greve histórica. Essa greve histórica foi consequência justamente da precarização do trabalho, falta de condições adequadas de trabalho, falta de investimento na educação, falta de investimento na saúde, privatização dos direitos sociais. Com isso, precarizando a vida da sociedade brasileira. E a greve mostrou isso, denunciou tudo isso que estava acontecendo, esse governo com o qual até um determinado tempo algumas centrais sindicais e alguns sindicatos faziam coro, faziam uma conciliação de classe. A partir daí, a base diz que não é mais possível continuar dessa forma. Essa explosão das manifestações esse ano, na verdade, é resultado de todo esse processo.

Lógico que essa vinda do povo para a rua, se sentindo protagonista – protagonista no sentido ‘Eu posso mudar, se eu quero, não vou esperar por governo e nem por centrais sindicais que são governistas. Mas eu preciso mudar porque sou protagonista desse processo’. O povo se sentiu importante. No início era uma juventude que estava na rua, com pautas diversas e, a partir do dia 27 de junho, os trabalhadores começaram a se juntar a essas manifestações. Nós tivemos uma primeira indicação no dia 27 de junho de orientação das paralisações, mas o ápice que tivemos nessas paralisações foi dia 11 de julho. Assim, o Andes fez um chamado as suas seções sindicais para se juntarem nessas manifestações, a partir das deliberações da base – da forma organizativa que temos, que são as assembleias – e o dia 11 de julho foi um dia muito bom em termos de paralisações, de reivindicações, de um movimento mais organizado, mais pautado naquilo que as bases, os trabalhadores, os sindicatos, os partidos de esquerda, o movimento estudantil e os movimentos sociais têm pautado. Nesse sentido foi muito positivo.

Texto e foto: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

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