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19/07/2013   19/07/2013 22h02m   | A+ A- |   550 visualizações

Plenária do Conad debate conjuntura e perspectivas

Mobilizações ganharam destaque nas análises docentes

Docentes debateram e votaram temas relacionados à conjuntura do país
Docentes debateram e votaram temas relacionados à conjuntura do país

As mobilizações dos meses de junho e julho no Brasil formaram o eixo central em torno do qual girou grande parte das análises feitas na Plenária do Tema I (“Movimento Docente e Conjuntura: avaliação da atuação do ANDES-SN frente às ações estabelecidas no 32º Congresso”) do 58º Conselho do ANDES-SN (Conad). Tendo início por volta das 16h (devido à alteração de horário proposta e aprovada durante a Plenária de Instalação), o debate apresentou as sínteses obtidas por algumas seções sindicais, além de proporcionar mais de uma hora de espaço para manifestações de docentes que quisessem se inscrever.

Para o professor Jerônimo Tybusch, diretor da Sedufsm e delegado da entidade no encontro, o espaço serviu para discutir o papel do Sindicato Nacional na articulação com os demais movimentos organizados. “O debate transcende a educação, tocando em questões governamentais, conjuntura econômica e movimentos sociais. Nisso o sindicato se reinventa”, diz Tybusch.

Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, apresentou o texto da Diretoria Nacional do Sindicato, divulgado no Caderno de Textos. O documento apontou forte crítica às políticas implementadas pelo governo federal e às entidades sindicais que proporcionam a blindagem do projeto político do Partido dos Trabalhadores (PT). “O governo do PT tem contribuído para a desmoralização dos movimentos de esquerda. É preciso avançar na consolidação de instrumentos organizativos, e a CSP-Conlutas tem se apresentado como alternativa para a classe trabalhadora”, avalia a dirigente, defendendo a necessidade de o Conad construir um projeto de lutas para o 2º semestre. Para a diretoria, as mobilizações populares abriram uma nova situação política no Brasil, indicando um alto grau de precarização da vida e de aumento da exploração e espoliação de direitos.

Outra análise recebida na plenária veio de Luciana Boiteux, da Adufrj. As manifestações, de início pontuais – pautando a redução das tarifas de ônibus – e logo assumindo um caráter mais amplo, alcançaram no Rio de Janeiro alguns dos mais expressivos momentos. No documento, publicado no Anexo ao Caderno de Textos, constam críticas aos gastos excessivos com os megaeventos, às remoções de famílias nos espaços que foram demarcados para as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e à coalização de classes gerenciada pelo PT nos últimos dez anos. Luciana ainda destacou a análise que o texto traz sobre a atuação dos grandes meios de comunicação na cobertura das lutas dos últimos dois meses. “Tentaram pautar o movimento e neutralizar pautas, enfatizando bandeiras de cunho nacionalista”, explicou, também destacando a incapacidade de diálogo demonstrada pelos governantes.

Também do Rio de Janeiro veio a contribuição da professora Eblin Farage (Aduff), que relembrou os desafios lançados pelo último congresso do ANDES-SN (ocorrido em março deste ano): campanha de sindicalização, rearticulação de grupos de trabalhos locais, fortalecimento da CSP-Conlutas e construção da jornada de lutas. Eblin destacou alguns pontos cruciais de mobilização nos últimos meses: a Medida Provisória (MP) 614, regulamentando alguns pontos do projeto de carreira imposto pelo governo à categoria e, na análise da dirigente, representando um forte ataque à Dedicação Exclusiva (DE); intensificação da luta contra a Ebserh no mês de maio e, em junho, mobilizações populares.

Para a professora, a parcela conservadora que se fez presente em grande parte das manifestações revela o apassivamento de classe que resultou do governo neoliberal. Após avaliar também a ação da polícia – que Eblin caracterizou como truculenta e diariamente presente nas favelas cariocas -, ela lança novos desafios aos presentes no Conad: avançar na organização e reorganização do movimento e construir o encontro nacional de estudantes e profissionais da educação.

Vilemar Gomes e Claudia Durans trouxeram as contribuições da Apruma, que, a exemplo da Aduff, também lançou dois desafios ao Conad: construção da greve geral no dia 30 de agosto (com intensa paralisação das universidades) e retomada das pautas de greve da categoria (carreira e reestruturação das universidades brasileiras).

O diretor da Adufpi, Alexis Leite, apresentou a contribuição de sua Seção Sindical, que assinalou a importância de novos mecanismos de aproximação da entidade com suas bases, além de caminhos que proporcionem a chegada da formação política também às salas de aula e à juventude em geral.

Debate e perspectivas

Para o diretor do ANDES-SN, Osvaldo Coggiola, a entidade nunca enfrentou tamanho desafio como o que se coloca na atualidade. “Ninguém tinha o controle nem a paternidade sobre esse movimento. O que está acontecendo é muito mais grave do que nossos discursos deixam transparecer. É preciso transformar esse movimento – que até agora é popular – num movimento de classe”, defende, analisando que o PT, além de absorver as qualidades dos governos de direita, ainda apresenta mais uma característica: o cinismo.

“Como juntar o novo e o velho numa perspectiva de ruptura?”. Esse questionamento foi feito pela 2ª secretária do ANDES-SN, Marina Barbosa Pinto. Para ela, o Conad deve ajustar seu plano de lutas, a fim de contribuir com a perspectiva estratégica da classe trabalhadora, avançando no método de luta e fazendo um levante no ‘exército’ docente. “O que está acontecendo no Brasil e no mundo é parte do processo de reorganização da classe trabalhadora, e também do aumento da exploração do capital sob o trabalho. As lutas anteriores foram contribuições objetivas para o processo de 2013”, avalia.

O Conad acontece, em Santa Maria, até este domingo, 21, reunindo quase 200 professores. “ANDES-SN: Sindicato de luta, ampliando a organização da categoria e a unidade classista dos trabalhadores” é o tema do Conselho desse ano.

Articulação na base

Um dos pontos de consenso da plenária é de que as Seções Sindicais precisam reforçar o trabalho junto às suas bases e a articulação com outras entidades em suas regiões, na construção das atividades para este segundo semestre. No dia 6 de agosto, está marcada uma atividade nos estados e no Distrito Federal (DF) contra o chamado Projeto de Lei das Privatizações (PL 4330), que permite a terceirização das atividades-fim das empresas e instituições públicas. No dia 30, há acordo entre as oito centrais sindicais e outros movimentos sociais sobre a convocação de um dia de greves, paralisações e mobilização geral em todo o país.

Nesta sexta-feira, 19, a programação incluiu grupos mistos durante os turnos da manhã e da tarde, e, às 18h, a realização da "Caminhada por Justiça", e, na sequência, o show "praça de cantos, praça de lutas", evento que constrou do calendário do 58° Conad, e que foi organizado pela Sedufsm. A reunião dos grupos mistos da noite ficou para sábado.

Cronograma para próximos dias

Sábado, 20/07

Manhã

9h às 12h: Grupo Misto – Tema IV – “Questões organizativas e financeiras”

Tarde

Das 14h às 17h: Plenária Tema II – “Avaliação e atualização do plano de lutas: educação, direitos e organização dos trabalhadores”.

Noite

Das 18h às 21h: Plenária Tema III – “Avaliação e atualização do plano de lutas: Setores”

Domingo, 21/07

Manhã
Das 9h às 12h: Plenária Tema IV – “Questões organizativas e financeiras”

Tarde
Das 15h às 17h: Plenária de Encerramento.

Texto: Bruna Homrich (estagiária) com informações do ANDES-SN
Foto: Carina Carvalho (estagiária)
Edição: Fritz R. Nunes (Jornalista)
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

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