Marcha repudia 1964 e cobra punição a torturadores SVG: calendario Publicada em 02/04/14
SVG: atualizacao Atualizada em 02/04/14 15h01m
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Protesto ocorreu nesta terça-feira, 1º, em Santa Maria

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Manifestação nesta terça, 1º de abril, pediu revisão da Lei da Anistia

No Calçadão Salvador Isaía, quatro jovens dramatizavam sessões de tortura. Eram integrantes do coletivo ‘Corpo Expresso’, uma associação de artistas que atualmente pesquisa sobre o corpo na ditadura civil-militar. A performance apresentada no centro da cidade era intitulada ‘Afogamento’ e foi encenada pelos artistas Bibiana Marques, Joana Fernandes, Camila Matzenauer e Crystian Castro. “Entendemos que o corpo, sendo político, carrega as marcas e as memórias que esses presos sofreram. É essencial, para que não volte a acontecer, que a gente revisite essas memórias e tenha coragem de olhar para as atrocidades que se cometeram nos porões da ditadura”, diz Fernanda Barbosa, também integrante do coletivo.

A intervenção artística deu início às atividades políticas desta terça-feira, 1º, em Santa Maria. A data, marcada em todo o país por atos e manifestações, lembrou os 50 anos do golpe militar no Brasil, ação que deu início aos 20 anos do regime ditatorial. Aqui, o Comitê Santamariense pelo Direito à Memória e à Verdade organizou um protesto a fim de cobrar punição aos torturadores daquele período – principalmente através da revisão da Lei da Anistia -, e também dialogar com questões atuais, mas que carregam resquícios de outrora, como o caráter militarizado da polícia no país.

Bolívar dos Santos, estudante de Direito da Ufsm e integrante do Comitê, diz que é possível de ver, com facilidade, a relação existente entre a violência exercida no regime e as formas de repressão atuais. “A ditadura institucionalizou essa violência e trouxe formas materiais a ela. Então, por exemplo, a Polícia Militar que nós temos hoje, a formação dos militares é uma formação para a guerra... e essa guerra não se vê nas ruas. E a impunidade é por conta da Lei da Anistia. É uma lei que a Corte Interamericana de Direitos Humanos já disse que o Brasil deve revisar e acabar com ela, porque os crimes feitos por parte do Estado e dos militares durante a ditadura são crimes de lesa-humanidade, portanto, imprescritíveis. Então, são esses os resquícios que estão até hoje na nossa sociedade”, pondera o estudante.

A Marcha pela Memória, Verdade e Justiça saiu por volta das 18h, da Praça Saldanha Marinho, percorrendo ruas e avenidas centrais da cidade, como a Rio Branco e a Alberto Pasqualini. No Calçadão, diversos nomes de militantes torturados, mortos ou desaparecidos na época do regime foram ditos, ao que os demais integrantes do protesto respondiam ‘Presente’. Vítimas recentes da truculência e repressão policiais também foram citadas, foi o caso de Elton Brum, agricultor e trabalhador sem-terra; Amarildo, ajudante de pedreiro e morador da favela da Rocinha (Rio de Janeiro), e Cláudia Silva Ferreira, auxiliar de serviços gerais e moradora do Morro da Congonha, também no Rio.

O Bloco de Lutas Santa Maria somou-se à manifestação levando uma faixa com os dizeres ‘Fora ditadura da Copa’, no intuito de relacionar a violência e as injustiças da época do regime militar com o ano de 2014, no qual, em decorrência da Copa do Mundo, já se colecionam ações autoritárias e repressivas por parte do Estado (governo de diversas esferas).

Texto e fotos: Bruna Homrich

Edição: Fritz R. Nunes

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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