Dissertação na UFSM aborda história da Sedufsm SVG: calendario Publicada em 22/08/16
SVG: atualizacao Atualizada em 22/08/16 18h08m
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Trabalho em Patrimônio Cultural propõe espaço virtual para história do Movimento Docente

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Lucas Moreira (de barba) e os demais componentes da banca examinadora da dissertação

“Um espaço virtual para o movimento docente da Universidade Federal de Santa Maria”. Esse é o título da dissertação de mestrado defendida pelo historiador Lucas Loch Moreira, no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Profissional em Patrimônio Cultural, no final de abril deste ano. Participaram da banca os professores Julio Quevedo, do departamento de História da UFSM, Diorge Konrad, do mesmo departamento, e Jeferson Rocha, docente do mestrado em Educação da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), todos eles com experiência no sindicalismo docente.

O trabalho de Lucas Moreira, que atualmente é professor de História da rede pública em São Gabriel (RS), faz um resgate histórico do movimento docente na UFSM, navegando pela luta do movimento docente no país e destacando o período que antecedeu a existência da Sedufsm (antes de 7 de novembro de 1989). Após a defesa desse trabalho, a ideia do historiador é lançá-lo em formato digital para que não apenas esteja disponível para consulta, mas também possa ser interativo.

Conforme Moreira,  “a ideia é permitir a livre utilização e discussão dos conteúdos e, que, qualquer pessoa que navegue possa também interagir com o autor, sugerindo ou criticando. É, portanto, um produto que se pretende vivo.” Ainda segundo ele, o site está praticamente pronto e deverá ser lançado em breve através da plataforma ‘.wix’. Experimentalmente o acesso pode ser feito através do endereço   http://memoriasedufsm.wixsite.com/teste

O historiador acrescenta que o seu trabalho está sendo efetivado sem contribuições de bolsas, seja do setor público ou privado.

Inspiração

Questionado sobre os motivos que o levaram a fazer um trabalho em que a Sedufsm era o foco, Lucas Loch Moreira, destaca observações pessoais, como o fato de considerar que sempre percebeu o sindicato docente como “parceiro das lutas populares, das minorias, dos estudantes e dos movimentos sociais”.

O interesse em trabalhar  a seção sindical como objeto de pesquisa começou no final da graduação em História. “A história da UFSM me fascinava e a Sedufsm, por situar-se como um coração das lutas do Movimento Docente, se apresentou como uma possibilidade ímpar para que eu pudesse estudar não apenas a trajetória desta significativa Seção, mas as transformações do sindicalismo brasileiro”, frisou Moreira.

Moreira explica também que, até por suas origens, com um pai que foi sindicalista ligado ao Cpers, sempre se interessou por temas sindicais e pela questão universitária, mas a leitura da obra "Sindicalismo na Universidade: um estudo do Movimento Docente", de Pedro Rabelo Coelho, teria sido decisiva para a determinação do estudo, que já era cogitado “graças aos estímulos de sindicalistas e membros da diretoria (da Sedufsm) à época, sensíveis à demanda historiográfica do Movimento Docente, como é o caso do professor Júlio Quevedo”.

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: Arquivo pessoal

Assessoria de imprensa da Sedufsm

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