Greve Geral foi vitoriosa e mobilização cresce, avalia Frente Combativa SVG: calendario Publicada em 03/05/17
SVG: atualizacao Atualizada em 03/05/17 19h03m
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Na próxima terça, 9, reunião deve organizar nova agenda de ações para barrar reformas

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Muito embora o governo de Michel Temer, alicerçado por amplos setores da mídia hegemônica, tente minimizar os efeitos da Greve Geral brasileira da última sexta-feira, 28 de abril, o movimento foi vitorioso e vem sendo, inclusive, avaliado como a maior greve geral da história do país. A leitura é da Frente Combativa em Defesa do Serviço Público, que esteve reunida na noite da segunda-feira, 2, no auditório da Sedufsm.

“A greve de agora foi maior que a de 1989, da qual também participei. Existe um ascenso hoje, no Brasil, do movimento operário e de suas lutas. A paralisação na UFSM foi vitoriosa, conseguimos unificar os três segmentos”, destacou o vice-presidente da Sedufsm, João Gilli Martins, que, utilizando-se de métodos matemáticos, calculou de 8 a 10 mil pessoas presentes no ato do fim da tarde de sexta em Santa Maria.

Inclusive, os integrantes da Frente lembraram que já se fala na realização de uma nova Greve Geral no país, visto que as contrarreformas Previdenciária e Trabalhista ainda não foram votadas e que a necessidade de resistência impera. Mais detalhes sobre as próximas movimentações políticas nacionais da classe trabalhadora serão definidos em breve, em reunião das centrais sindicais.

Para não deixar a mobilização arrefecer na cidade – e, pelo contrário, para massificá-la – a Frente convida todos os sindicatos, movimentos sociais e pessoas interessadas em construir a luta para uma nova reunião na próxima terça, 9, na Sedufsm, às 18h. No encontro, deve ser elaborada uma agenda de atividades para manter e ampliar a mobilização.

ENE realizará diagnóstico nas escolas estaduais

Após a reunião da Frente Combativa, o Comitê Santa-Mariense do Encontro Nacional de Educação (ENE) encontrou-se para pensar, também, próximas ações. Uma delas é a confecção de um boletim para ser entregue nas escolas da cidade, servindo como um meio de diálogo e aproximação com as comunidades escolares.

Em outro momento do encontro, a diretora da Sedufsm, professora Maristela Souza, contou como foi a reunião estadual do ENE, ocorrida recentemente em Porto Alegre. Na plenária, foi deliberada a realização de um diagnóstico das escolas estaduais do Rio Grande do Sul, que deverá levar em conta aspectos como acesso e permanência, financiamento, condições de trabalho e gestão democrática. A partir de uma amostragem estratificada, o Comitê do ENE RS pretende mapear a situação da educação pública no estado, como subsídio à elaboração de um projeto classista e democrático de educação.

Por se tratar de um trabalho minucioso e demorado, a previsão de conclusão e divulgação do diagnóstico é o segundo semestre de 2018.

A próxima reunião estadual do ENE ocorre no dia 22 de abril, também na capital gaúcha.


Texto e foto: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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