MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA

Cartilha sobre a PEC 32


ATENDIMENTO DA SEDUFSM

A Sedufsm informa que desde o dia 20 de outubro de 2021 recomeçou o atendimento presencial na sede. Os (as) sindicalizados (as) devem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo fone (55) 3222.5765 para fazer o agendamento da ida à sede.


Últimas Notícias

Espaço Cultural

Reflexões Docentes

Contatos SEDUFSM

(55) 3222 5765

Segunda à Sexta
08h às 12h e 14h às 18h

Endereço

SEDUFSM
Rua André Marques, 665
Centro, Santa Maria - RS
97010-041

Email

Fale Conosco - escreva para:
[email protected]

Twitter

SEDUFSM

Facebook

SEDUFSM

Youtube

SEDUFSM

Notícias

19/07/2019   19/07/2019 17h26m   | A+ A- |   1715 visualizações

Cultura na Sedufsm e a metáfora teatral para o desmonte da previdência

Evento que ocorreu em 16 de julho teve esquete com professora e roda de conversa com advogada

Professora Tatiana e a difícil arte de desmistificar as 'verdades' apregoadas sobre a previdência
Professora Tatiana e a difícil arte de desmistificar as 'verdades' apregoadas sobre a previdência

A 78ª edição do ‘Cultura na Sedufsm’, que foi realizada na terça, 16 de julho, abordou de uma forma diferente- mais artística e informal- a reforma da previdência, que na prática representa o desmonte das aposentadorias. Além de uma esquete teatral, o evento, que ocorreu no Auditório Suze Scalcon da Sedufsm, também teve uma roda de conversa, na qual todos puderam dialogar e expressar suas preocupações. O título dessa edição foi “A reforma da previdência e o pé-de-meia dos brasileiros".

Na encenação da professora Tatiana Joseph, do curso de dança da UFSM e que também lidera o Grupo de Pesquisa Linguagem, Arte do Movimento e Estudos da Dança (LAMED), a metáfora da reforma se deu a partir da personagem da abelha com suas asas defeituosas, que a impediam de voar. Conforme a professora, a produção foi montada a partir de uma ‘esquete de clown’, que “usou o jogo de palavras para desvelar a ilusão cínica elaborada pelo discurso sobre a Reforma da Previdência”.

O objetivo da encenação era dialogar com o senso comum a respeito de mentiras econômicas, como déficit previdenciário, etc., esclareceu Tatiana. E a atuação não era solitária da professora de dança. Em vários momentos, ela procurou trazer o público para a interação com a esquete, pontuando o que as pessoas presentes sabiam a respeito de tudo que vem sendo divulgado sobre a reforma da previdência, que não é uma proposta que surgiu agora, mas que vem de sucessivos governos, sendo intensificada nas gestões de Temer e Bolsonaro.

Espírito da reforma

No momento dedicado à roda de conversa, a exposição inicial coube à advogada Luciana Rambo. Integrante do escritório Wagner Advogados Associados, ela é especialista em Direito Previdenciário. Ela destacou o que considera o verdadeiro significado da reforma que foi aprovada em primeiro turno na Câmara Federal. Para Luciana, o texto ainda está sendo analisando minuciosamente, pois é bastante complexo, mas o seu “espírito” pode ser reduzido a ideias como “perda de direitos, regressão e involução”.

Na análise da assessora jurídica, a previdência social não foi criada com o intuito de gerar lucro. Ela foi instituída para cumprir um papel social, uma espécie de cobertor destinado a proteger a população, especialmente as de menor poder aquisitivo. Luciana Rambo explicou que a Constituição de 1988 previu legalmente a Seguridade Social, que reúne Saúde, Previdência e Assistência Social. Hoje, diz ela, a previdência gera benefícios para uma população de cerca de 100 milhões de pessoas. O que o governo, através da sua equipe econômica trata, se refere unicamente a aumentar a arrecadação e atingir metas fiscais. “A proteção social é desconsiderada”, frisou a advogada.

Mercantilização

Presente à atividade, o professor do departamento de Direito da UFSM, Ronaldo Busnello, argumentou que a tônica da reforma do governo Bolsonaro é a mercantilização. E a sínteses dessa filosofia privatista e mercantil foi a proposta de capitalização que constava do projeto original, enviado pelo governo. “felizmente não passou, mas o objetivo da capitalização era rifar a previdência e ao mesmo tempo aumentar o lucro dos bancos”, enfatizou o docente. “O resultado de tudo isso é que o Estado social da Constituição de 1988 será desmontado, previu Busnello.

Maristela Souza, professora do CEFD e diretora da Sedufsm, opinou que o projeto em apreciação na Câmara, e que depois irá para o Senado, ataca os trabalhadores de todas as formas. Para ela, é insuficiente pensar que é na negociação com os parlamentares  que se evitará algo trágico. Na sua ótica, somente a mobilização da sociedade, fazendo greve, indo para as ruas, poderá barrar as maldades contidas na proposta governamental.


Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert e Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

Fotos da Notícia

Professora Tatiana e a difícil arte de desmistificar as 'verdades' apregoadas sobre a previdência Luciana Rambo e os efeitos jurídicos nefastos do projeto aprovado na Câmara Esquete no estilo 'clown' Público na noite fria do Cultura na Sedufsm Professor Ronaldo Busnello Professor Dartanhan Figueiredo

Compartilhe com sua rede social


© 2021 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041