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13/09/2021   13/09/2021 12h36m   | A+ A- |   425 visualizações

Quando retornarão as aulas presenciais na UFSM e quais os riscos?

UFSM segue com teóricas em ensino remoto até fevereiro de 2022, mas práticas já vêm sendo retomadas

Previsão é de que UFSM tenha aulas 100% presenciais a partir de abril de 2022
Previsão é de que UFSM tenha aulas 100% presenciais a partir de abril de 2022

Após professores (as) e técnico-administrativos (as) da UFSM terem tomado a segunda dose da vacina para imunização contra a Covid-19, já se percebe uma pressão pelo retorno totalmente presencial, seja dos órgãos do governo federal, ou até mesmo em notas na imprensa regional. No que se refere às aulas, a pró-reitoria de Graduação (Prograd) destaca que as disciplinas teóricas seguirão através do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) até fevereiro de 2022, conforme definido pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Entretanto, as práticas vêm sendo retomadas aos poucos, a partir de avaliação de cada Unidade, que elabora os planos de contingenciamento através das comissões setoriais de biossegurança. Na sequência, esses planos são submetidos à aprovação do Centro de Operações de Emergência em Saúde para Educação – (COE-E UFSM), que ainda encaminha para análise e aprovação do COE Regional, que é externo à UFSM, explica o professor Jerônimo Tybusch, titular da Prograd.

Em função disso, comenta Tybusch, a tendência é de que os planos das Unidades sejam liberados e que eles comecem a colocar seus calendários suplementares, que são adequados conforme os planos de contingência. O que são os planos de contingência? Eles se referem à planificação de cada Unidade, com a previsão de espaço físico, de quantas pessoas estarão no local, qual o distanciamento possível, a necessidade de uso de álcool em gel, etc.

Quando forem aprovados os planos, os cursos podem fazer a proposta de seus calendários suplementares para recuperar a parte represada das práticas. O prazo para recuperar essas atividades é bem largo, segundo disse o pró-reitor. Começou em junho de 2021, em função da necessidade do Centro de Ciências da Saúde, e vai até dezembro de 2022. Além do CCS, o Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) está com seu plano de retorno de atividades práticas em avaliação. Na visão da Prograd, até dezembro deverão estar aprovados os planos de todas as Unidades.

Como será o segundo semestre letivo de 2021?

Em resposta bastante didática à assessoria de imprensa da Sedufsm, o pró-reitor explicou que, no segundo semestre letivo de 2021, que começa em 13 de outubro, o que vai ocorrer, para evitar aglomeração, é que continuarão as atividades teóricas remotas através do REDE. E as atividades práticas, quando liberadas pela Unidade, presenciais. “Será misto, para que o retorno presencial seja gradual”, frisa Tybusch (abaixo).

Esse formato vigora até fevereiro de 2022 e depois haverá recesso e um retorno, provavelmente em abril, já com a previsão de totalmente presencial, caso não haja entraves em consequência das variantes do novo coronavírus. O titular da pró-reitoria de Graduação faz questão de enfatizar: “Tudo isso é uma previsão a partir de um olhar de como está a pandemia hoje, ouvindo as autoridades sanitárias. E, na UFSM, a nossa autoridade máxima é o COE-E”.

O que é preciso pensar sobre a volta ao presencial?

Para o epidemiologista e professor da UFSM, Marcos Lobato, quando se projeta o retorno das aulas integralmente presencial é preciso levar em conta alguns aspectos. Ele diz que é preciso levar conta que o retorno é de uma população que tem maior risco de adoecer e também de transmitir o vírus, pois têm idade acima de18 anos. A questão da idade é o diferencial em relação às crianças, que já se sabe, têm menor risco de adoecimento grave e muito menos chance de transmissão.

Um outro aspecto destacado por Lobato se refere às variantes do vírus, especialmente a Delta, já detectada na região de Santa Maria em transmissão comunitária. “A gente precisa tomar cuidados nas próximas semanas. Em pouco tempo essa variante causa um problema grande. E isso é o que tem acontecido no resto do mundo”, frisa o médico e docente da UFSM.

Marcos Lobato ressalta que mesmo em países que têm uma proporção de vacinados muito maior que no Brasil, e muito maior que em Santa Maria, a variante Delta tem causado estragos. Portanto, diz ele, mesmo admitindo que não tem mais como impedir uma variante como a Delta, é preciso impedir a aglomeração de pessoas e a circulação de pessoas o máximo que for possível.

Por essa ótica, o epidemiologista avalia que, dentre as prioridades não está a educação dos adultos. “Tem que trabalhar com as pessoas que são mais vulneráveis e que têm mais prejuízo nesse momento enquanto coletivo para o retorno às aulas, como aconteceu com a educação infantil. A educação superior é bem mais complicada, pois os adultos, mesmo os sem comorbidades, são os que mais adoecem e os que mais transmitem”, sublinha Lobato.

A circulação de pessoas e a vacinação completa

Um outro aspecto analisado por Marcos Lobato (foto abaixo) é a questão do aumento da circulação de pessoas sem a vacinação completa e o que isso pode impactar na expansão do vírus através de novas variantes.

Conforme o professor, essa circulação intensa de pessoas sem a vacinação completa pode provocar, em termos de Brasil, e se referindo à enorme população da UFSM, o surgimento de novas variantes - ou a seleção de novas variantes. E por qual motivo? “Simplesmente porque vão se juntar duas coisas: uma população parcialmente vacinada com uma população não vacinada. E não existe, na região, maior circulação de pessoas que na UFSM”, destaca Lobato.

Ainda no que se refere ao retorno massivo na UFSM, o médico alerta que há um grande contingente dessa população universitária, se referindo especialmente aos professores (e professoras), que tem uma suscetibilidade maior. “Temos professores com doenças crônicas, professores (as) acima de 50 anos, que já começa a aumentar o risco pela doença. Mesmo vacinadas, a gente sabe que algumas pessoas – e não sabemos quem será- podem ter risco maior em internar, em adoecer de forma grave e até morrer, mesmo com duas doses da vacina. De qualquer vacina. Todas as vacinas têm um limite de capacidade”. Portanto, conclui Lobato, “ou a gente chega num percentual bastante alto de cobertura vacinal ou, nesse momento, fazer um retorno abrupto seria arriscar demais”.

Atividades administrativas

Além das atividades acadêmicas, que não terão retorno presencial de forma total antes do início do próximo ano, existe ainda a questão das atividades administrativas. A possibilidade de retorno 100% presencial na UFSM nos próximos dias causou impacto entre servidores e servidoras técnico-administrativas. O sindicato da categoria (Assufsm) convocou uma assembleia virtual para a tarde desta segunda (13), às 14h, quando tratará do tema.

Conforme nota publicada no site da UFSM em 3 de setembro e atualizada no dia 9 último: “Considerando que os servidores da instituição já receberam as duas doses da vacina e terão completado o esquema vacinal até a metade do mês em curso, a UFSM trabalha com a possibilidade de retorno das atividades administrativas presenciais para o próximo dia 15 de setembro”. 

Sobre a plenária dos técnicos, notícia publicada no site da Assufsm explica que o objetivo da reunião desta segunda “é saber o posicionamento dos TAEs sobre o retorno das atividades presenciais na Universidade, bem como o sentimento de segurança de cada um, priorizando a vida”.

 

Texto: Fritz R. Nunes
Imagens: UFSM e arquivo youtube
Assessoria de imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Previsão é de que UFSM tenha aulas 100% presenciais a partir de abril de 2022 Professor Jerônimo Tybusch, pró-reitor de Graduação da UFSM Marcos Lobato, epidemiologista e professor da UFSM

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