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06/10/2021   06/10/2021 15h28m   | A+ A- |   197 visualizações

Série em homenagem a Paulo Freire chega ao fim com reflexões sobre educação popular

Quatro programas ‘Pontos de Pauta’ foram produzidos com entrevistas acerca do legado de Freire

Dulcinéia Ferreira, docente do departamento de Educação da UFMA, comentou sobre o processo freiriano de alfabetização
Dulcinéia Ferreira, docente do departamento de Educação da UFMA, comentou sobre o processo freiriano de alfabetização

Está no ar o último dos programas ‘Ponto de Pauta’ referentes ao centenário do educador Paulo Freire - registrado em 19 de setembro. Produzidas pela Assessoria de Imprensa da Sedufsm, cada uma das quatro edições veiculadas ao longo do mês de setembro trouxe um(a) convidado(a) para abordar com mais profundidade alguns aspectos da vida, da obra, da pedagogia e da práxis freiriana, reafirmando a importância de seu legado para aqueles e aquelas que, hoje, dedicam-se a refletir sobre a educação e sua relação com os processos de transformação social e formação de consciência.

Para encerrar a série especial, então, o programa de entrevistas da Sedufsm recebeu Dulcinéia Ferreira, docente do departamento de Educação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).  Ao comentar sobre o termo ‘popular’, ela explica que, ao contrário do caráter pejorativo que o sistema capitalista busca a ele conferir - associando, por exemplo, carros e casas populares a mercadorias consideradas de segunda categoria -, o ‘popular’ em Freire simboliza uma educação construída com – e não para – os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude, as comunidades tradicionais e outros grupos sociais.

“Freire atribui ao ‘popular’ um lugar de classe social – trabalhadores(as), filhos(as) de trabalhadores(as), agricultores(as), desempregados(as), pessoas em situação de rua. É uma educação pensada como prática de liberdade. As pessoas se libertam na relação entre si e com o mundo. E, para a educação ser libertadora, precisamos olhar para o lugar em que estamos, que é um lugar de opressão. Vivemos dentro de um sistema econômico e esse sistema atribui uma força de controle sobre os(as) trabalhadores(as), tentando produzi-los(as) como inferiores, insignificantes, menores, desnecessários”, analisa Dulcinéia.

Frente a um modelo de sociedade que desumaniza e coisifica, a educação popular tenta possibilitar que as pessoas vivenciem o mundo a partir de sentimentos, valores e ações como liberdade, autonomia, solidariedade e consciência de classe.

“A educação popular carrega uma perspectiva libertadora, emancipatória e dialógica, que possibilite a compreensão da realidade para que, a partir dessa compreensão, criemos outro modo de viver e estar no mundo, portanto, um mundo mais justo, humano, fraterno, com menos exploração”, conclui a docente.  

Alfabetização

Um dos pontos-chave na obra e práxis freiriana é a questão da alfabetização de jovens e adultos. Dulcinéia explica que esse tema passou a ser objeto de reflexão para Paulo Freire quando, na década de 1950, o educador trabalhava como coordenador dentro do SESI e passou a ver que os(as) filhos(as) dos(as) trabalhadores(as) que frequentavam a instituição eram tratados(as) de maneira inferior pelos técnicos.

“Naquele período os analfabetos não votavam e Freire diz que não é porque as pessoas eram analfabetas que elas não teriam condições de pensar e decidir sobre os rumos do país, do estado ou do município. Ser analfabeto não é ser ignorante. A pessoa ignora a letra e os processos de escrita, mas não ignora a vida e o modo como funciona a sociedade. Então Freire começa a fazer um trabalho e nasce um movimento [junto com estudantes e outras pessoas] de educação popular, de andar pelo interior do Brasil desenvolvendo processos de alfabetização, mas uma alfabetização que não era a memorização das letras - até hoje vemos processos que trabalham na base da ‘decoreba’. Freire começou a ver os processos de alfabetização como possibilidades de leitura do mundo e da realidade”, afirma a docente da UFMA.

Esses foram apenas alguns dos pontos tratados na 45ª edição do Ponto de Pauta, que, ao todo, tem 35 minutos. Você pode assistir a entrevista na íntegra logo abaixo ou em nosso canal do Youtube.

 

Especial Paulo Freire

A série, encerrada com Dulcinéia, de quatro 'Pontos de Pauta' em referência ao centenário de Paulo Freire foi composta anteriormente pelas seguintes entrevistas: “O pensamento freireano e as opressões”, com a docente do Departamento de Fundamentos da Educação da UFSM, Marcia Leindcker Da Paixão; “Os fundamentos básicos do pensamento freireano”, com o professor do Departamento de Administração escolar da UFSM, Celso Ilgo Henz; e “A pedagogia freireana pelo mundo”, com a pesquisadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, Teresa Cunha.

 

Texto: Bruna Homrich

Arte: Rafael Balbueno

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Fotos da Notícia

Dulcinéia Ferreira, docente do departamento de Educação da UFMA, comentou sobre o processo freiriano de alfabetização

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