Ensino remoto trouxe impactos severos às pessoas com deficiência, diz docente SVG: calendario Publicada em 06/12/21
SVG: atualizacao Atualizada em 07/12/21 10h47m
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52 Ponto de Pauta entrevistou Eliana Menezes, do departamento de Educação Especial da UFSM

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Se o ensino remoto demandado pela pandemia – e, de forma geral, imposto às comunidades acadêmicas e escolares sem ou com pouquíssimo debate – trouxe impactos para os estudantes e servidores, tais desdobramentos foram ainda mais duros aos e às pessoas com deficiência.

Isso porque o Brasil vinha numa crescente elaboração de políticas públicas que levassem a uma maior autonomia e inclusão dos e das estudantes com deficiências nos espaços comuns da escola. A suspensão da presencialidade, então, representou um obstáculo à continuidade de tais políticas. Quem traz essa análise é Eliana Menezes, docente do Departamento de Educação Especial da UFSM e entrevistada da 52ª edição do Ponto de Pauta, que teve como tema “2021 na luta das pessoas com deficiência”.

Esse é o primeiro de uma série de quatro programas de entrevistas destinados  a realizarem uma breve avaliação de como este ano que em breve encerra foi marcado pelas lutas das minorias sociais – a exemplo das mulheres, dos e das lgbtqia+ e das pessoas com deficiência. Além disso, um balanço sobre as mobilizações e embates travados pela categoria docente também está no horizonte.

“Olhando para essa produção enfática de políticas que possibilitem que os alunos com deficiência estejam no espaço comum de ensino, e pensando nos efeitos do ensino remoto, que impossibilita a estada dos alunos na escola e o contato direto com professores e colegas, me parece que os efeitos [no sentido dos danos] foram bem significativos”, explica a entrevistada.

“Vínhamos cotidianamente pensando sobre como potencializar, qualificar e intensificar aquilo que ajuda e favorece o processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. E pensamos que esse processo foi cortado, impedido de ser continuado da forma como vínhamos fazendo na presencialidade, e tivemos que começar um novo processo, que foi o processo de aprender como nos relacionarmos em termos educacionais via ensino remoto, considerando as barreiras que o ensino remoto tem encontrado no sentido do acesso, dos recursos, das mediações em casa. É uma série de coisas que precisam ser singularizadas: em que condições cada aluno com deficiência que frequenta a escola viveu e tem vivido esse momento todo?”, questiona Eliana.

Assista o programa na íntegra abaixo ou em nosso canal do Youtube:

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