Em Porto Alegre, servidores(as) protestam por democracia, valorização e direitos
Publicada em
01/04/22
Atualizada em
01/04/22 18h22m
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Sedufsm participou do ato, que encerrou simbolicamente o 40º Congresso do ANDES-SN

Com início em frente ao Instituto de Educação, em Porto Alegre, o Ato pelas Liberdades Democráticas e em Defesa do Serviço Público percorreu algumas das ruas centrais da capital gaúcha nesta sexta-feira, 1º de abril, até ser encerrado na Praça da Matriz, após dezenas de falas de dirigentes do ANDES-SN, das seções sindicais, de coletivos estudantis e de outras entidades de servidoras e servidores públicos. A manifestação teve participação expressiva das e dos docentes que, desde o último domingo, 27 de março, estiveram reunidos no Auditório Araújo Vianna, onde aconteceu, até a quinta, 31, o 40º Congresso do ANDES-SN.
No bojo de reivindicações expressas pelas e pelos manifestantes, além do repúdio intransigente ao golpe empresarial-militar de 1964 (relembrado nesta sexta), esteve a denúncia do autoritarismo e da brutalidade com que o governo Bolsonaro trata a classe trabalhadora e a juventude negra e pobre. As e os servidores públicos também protestaram pelo reajuste de 19,99% a todas as categorias do serviço público federal; pela revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, que estabeleceu o Teto de Gastos responsável por estrangular os investimentos em saúde, educação, previdência e segurança; e pela derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, que inaugura a Reforma Administrativa.
Denunciar o governo Bolsonaro e reivindicar recomposição salarial às e aos trabalhadores do serviço público são duas pautas que necessariamente têm de andarem juntas, visto que o projeto de negação da vida, da ciência e dos direitos, sob o qual se estrutura o governo federal, impede que sejam implementadas políticas de valorização dos serviços públicos e das servidoras e servidores que os colocam em funcionamento. Serviços públicos acessados pelo povo pobre e trabalhador do país.
Liane Weber, diretora da Sedufsm e delegada no 40º Congresso do ANDES-SN, avalia que o ato desta sexta-feira foi uma boa maneira de dar fim ao evento nacional que reuniu centenas de docentes. Se durante os últimos dias elas e eles passaram discutindo, em grupos de trabalho e plenárias, quais devem ser as principais pautas a serem levantadas pelo Sindicato Nacional docente e quais os caminhos necessários de serem adotados para alcança-las, esta manhã foi o momento de levar tais discussões para as praças e ruas da cidade, a fim de construir, com a população, uma resistência frente aos ataques.
“Estamos nos manifestando pelos 19,99% de recomposição salarial – referente à inflação registrada apenas no período de Bolsonaro, porque nossas perdas são maiores que isso”, diz Liane, referindo-se ao fato de que docentes federais já amargam cinco anos sem reajuste.
A dirigente da Sedufsm salientou também que, para além da defasagem salarial que penaliza professoras e professores, o orçamento da Educação como um todo sofreu cortes consideráveis, o que descortina uma série de problemas no retorno das instituições de ensino à presencialidade.
“Não sentimos esses cortes de forma imediata durante a pandemia, porque exercemos nossos trabalhos de forma remota. Nossa volta presencial vai ser muito dura, não só por estarmos há dois anos em trabalho híbrido ou remoto, mas porque agora vamos perceber a defasagem absurda em relação ao orçamento. O ato de hoje sinaliza nossa força e nossa união contra essa realidade”, conclui Liane.
Cesar Beras, 1º Secretário da Regional RS do ANDES-SN, ponderou que a demanda de recomposição salarial para as servidoras e servidores expressa a necessidade de que tenhamos outro projeto político para o país – um projeto que não priorize as demandas do capital, mas da classe trabalhadora.
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Texto e fotos: Bruna Homrich
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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