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20/04/2022   20/04/2022 16h07m   | A+ A- |   220 visualizações

Quais as expectativas sobre a quinta nova gestão do MEC?

"Não temos muito o que esperar do novo ministro da Educação”, afirma diretor da Sedufsm

Victor Veiga, novo titular do MEC, em reunião na última segunda, dia 18
Victor Veiga, novo titular do MEC, em reunião na última segunda, dia 18

Na última segunda-feira, 18 de abril, o presidente Jair Bolsonaro oficializou o nome do quinto ministro a ocupar o Ministério da Educação (MEC). Victor Godoy Veiga ocupava a pasta interinamente desde 30 de março, quando o anterior, Milton Ribeiro, renunciou após desgastes devido a diversas denúncias contra a sua gestão frente à pasta. Quais as expectativas em relação ao novo titular?

"Não temos muito o que esperar do novo ministro. A política do governo Bolsonaro é evidente: o desmonte das políticas públicas e o aparelhamento do Estado. Na educação não é diferente. Enquanto programas de acesso e permanência nas universidades têm sido desmantelados, os pastores que o apoiam e o ‘centrão’ fazem a farra”, afirma o primeiro-tesoureiro da Sedufsm, professor Leonardo Botega. E acrescenta: “A única coisa que temos que esperar de um governo marcado pelo autoritarismo, pelo negacionismo e pela corrupção, é o seu fim."

A dança das cadeiras no Ministério da Educação (MEC) não é nenhuma novidade. A pasta vem sendo alvo de disputas dentro do governo Bolsonaro e cada ala - olavista e militar - insiste em emplacar seu indicado, um que atenda sua agenda anticiência, conservadora e privatista. Desde então, a pasta tem sido alvo constante de críticas e manifestações de várias entidades ligadas à educação, entre elas o ANDES-SN, contra a agenda de ataques à educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

Milton Ribeiro, o último a ocupar o cargo de ministro, teve seu mandato - julho de 2020 a março de 2022 - marcado por declarações LGBTTIfóbicas, capacitistas, além de falas excludentes. O ex-ministro também ficou conhecido pelo seu negacionismo, ao proibir, por meio de um despacho, as instituições federais de ensino de cobrar comprovante de vacinação no retorno das aulas.

Já o novo ministro Victor Godoy Veiga assume a pasta com a possibilidade de ser chamado a responder as perguntas das senadoras e dos senadores que compõe a Comissão de Educação do Senado sobre um suposto favorecimento a pastores na distribuição de verbas públicas, em uma espécie de gabinete paralelo no MEC, comandado pelo seu antecessor. Veiga era secretário-executivo da Educação na época.

Currículo

Victor Godoy Veiga é formado em engenharia de redes de comunicação de dados pela Universidade de Brasília (UNB) e pós-graduado em Altos Estudos em Defesa Nacional na Escola Superior de Guerra, segundo currículo disponibilizado no site do Ministério da Educação. Na Escola Superior do Ministério Público especializou-se em Globalização, Justiça e Segurança Humana. É servidor público da carreira de auditor federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU) desde 2004 até virar secretário-executivo do MEC em julho de 2020, quando Ribeiro passou a chefiar a pasta. Antes disso, sua experiência profissional não esteve relacionada ao campo da Educação.

 

Texto: Fritz R. Nunes com informações do ANDES-SN
Foto: Luis Fortes/MEC
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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