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03/05/2022   04/05/2022 17h31m   | A+ A- |   255 visualizações

Integrantes do Movimento Negro Unificado assistem “Medida Provisória” em cinema de S. Maria

Evento, que contou com apoio de diversas entidades, ocorreu na quinta-feira, 28 de abril

Mais de 100 negros e negras foram ao cinema de Santa Maria
Mais de 100 negros e negras foram ao cinema de Santa Maria

Na última quinta-feira, 28 de abril, mais de 100 negras e negros foram até o Cinépolis, cinema localizado no Shopping Praça Nova, em Santa Maria. O motivo era o lançamento do filme “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos e inspirado na peça teatral “Namíbia, Não!”, de Aldri Anunciação. Tendo chegado à cidade duas semanas após o lançamento nacional, o filme projeta um Brasil que se escora na legislação para promover um verdadeiro embranquecimento do país.

Ao final do filme, a frase dita por uma das personagens ligadas ao Executivo escancara algo como: “é a primeira vez, em mais de 500 anos, que a população do Brasil é totalmente branca”. Tal frase é dita após o governo fictício achar que já tinha exportado todas as negras e negros para países de origem africana – imposição trazida pela Medida Provisória que dá nome à película.

Isadora Bispo, militante do Movimento Negro Unificado (MNU) de Santa Maria e integrante da Associação Ará Dudu, que esteve na atividade, traz a provocação:

“Recentemente, na página do MNU-SM, perguntamos: - Será que já não estamos vivendo nessa tal medida provisória? Porque de certa maneira há um afastamento da população negra para as periferias, para o subemprego, para a marginalização. Então, quando vemos, por parte, inclusive de governantes, a incitação a pegar nas armas, ao ódio, isso vai recair principalmente sobre a população negra. É a população negra que está sob maior vulnerabilidade social. É a população negra que mais sofre com a alta da gasolina, das passagens e com a fome. É importante para que o povo negro e os não negros aliados atuem para que nós não entremos no processo de cerceamento total de direitos. É disso que estamos falando”, sublinha Isadora.

A militante também destaca que o filme, que sofreu pressão do governo federal, representa um sinal dos ataques à cultura, que é também um direito do povo negro. Para Isadora, “o fortalecimento entre a comunidade negra é o primeiro passo. Depois se enxergar nas telas do cinema, onde temos uma grande maioria, mais de 90% do elenco de pessoas negras, ter um diretor negro, isso traz empoderamento e autoestima para a população negra”, destaca ela.  

A integrante do MNU alerta ainda para uma discussão importante. “O povo negro se mobilizando e ocupando esses espaços traz uma discussão do acesso ao cinema e aos espaços de cultura e lazer”. E questiona: “Será que os espaços de cultura e lazer que tem em Santa Maria são ofertados para a população negra? Será que a população negra consegue acessar esses espaços? Então, essa mobilização serviu também para que fizéssemos essa reflexão em Santa Maria”, adverte ela.

Isadora Bispo ressalta que o MNU é um movimento político não partidário que se propõe a criar alternativas ao racismo estrutural. “E, dessa vez, ao levar a população negra para o cinema - mais 100 negras e negros- foi um ato de provocar a discussão do acesso à cultura e ao lazer por parte dessa população”.

Além da Sedufsm, que apoiou a atividade do MNU, Isadora Bispo fez  também agradecimentos a outras entidades: Associação Ara Dudu; Coletivo Resistência Artística Periférica (CORAP); Associação Capoeira de Rua Berimbau; Coletivo de Mulheres Marias Bonitas Fazendo História; Grupo Rima das Mina; Vila Resistência; Grupo de Mães Pretas; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM; Dartanhan Baldez Figueiredo; Escola de Samba Vila Brasil.

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Texto: Bruna Homrich com apoio de Fritz R. Nunes
Fotos: Dartanhan Figueiredo e arquivo pessoal/MNU
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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Mais de 100 negros e negras foram ao cinema de Santa Maria

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