Dica: sugestão é assistir ‘The first lady’ SVG: calendario Publicada em 16/09/22 11h21m
SVG: atualizacao Atualizada em 16/09/22 11h34m
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Professora Laura Fonseca destaca série com história de presidentes americanos a partir de olhar feminino

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Sextou! Nesta sexta, 16 de setembro, a dica cultural é da professora Laura Regina da Fonseca, do departamento de Serviço Social da UFSM. A sugestão é a série de ‘The first lady’ (A primeira-dama), que estreou no canal de streaming Paramount+ em abril deste ano. O seriado conta a história de três presidentes norte-americanos sob a ótica de suas esposas. Segundo Laura, um dos pontos fortes da produção é a crítica ao modelo patriarcal da história estadunidense, em que a ocupação da Casa Branca expressa bem esse retrato. Confira a íntegra abaixo.

“A primeira-dama

A série The first lady (ou “a primeira-dama”), disponível na plataforma de streaming Paramount+, nos mostra a história de três presidentes americanos através do olhar de suas esposas, Michelle Obama (Viola Davis), Betty Ford (Michelle Pfeiffer) e Eleanor Roosevelt (Gillian Anderson). A originalidade do seriado está na crítica ao retrato patriarcal da história estadunidense sobre a Casa Branca, lugar do protagonismo dos homens, não das mulheres, sem cair na armadilha da romantização da figura das esposas de presidentes, ou da função unicamente assistencialista de primeira-dama.

As histórias contadas, num tipo de antologia no correr do século XX e início do século XXI, mostram mulheres de carne e osso, que sofreram, adoeceram e lutaram com as condições objetivas de cada conjuntura, protagonistas na política de governança nos mandatos de seus esposos e, portanto, contribuindo nos eventos que marcam a história dos EUA.  As histórias se passam na Ala Leste da Casa Branca, lugar onde uma primeira-dama precisa tomar decisões importantes e poucos sabem a respeito, mas que impactam a política interna e externa do país.

The first lady apresenta a perspectiva das mulheres, quando situa as conquistas dos mandatos e grandes eventos de época, aborda o quão complexa pode ser a função de primeira-dama e como essas mulheres precisam se articular politicamente após a vitória de seus companheiros nas eleições.   Ademais, a série permite refletir sobre temas atuais:  maternidade, sexualidade, saúde mental, racismo, direitos humanos, violências de gênero e poder político.  

E, vale ressaltar, considerando a dívida histórica das produções fílmicas estadunidenses com as mulheres, que além das atrizes que protagonizam a série, direção e produção-executiva são de mulheres, Cathy Schulman e Susanne Bier.

A dica é assistir os episódios sem esperar uma lógica temporal rígida, ao contrário, a proposta da série é a sequência dos limites e das possibilidades da função de primeira-dama, da potência e da fragilidade de cada experiência vivida. Ou seja, um conto de mulher.”

Laura Regina da Fonseca

Professora do departamento de Serviço Social da UFSM.

 

Imagens: Divulgação e arquivo pessoal
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

 

 

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