14º Conad extraordinário encerrou com leitura da Carta de Brasília SVG: calendario Publicada em
SVG: atualizacao Atualizada em 18/11/22 12h06m
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Documento cita importância da vitória de Lula e de seguir lutando em defesa da democracia

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Leitura da Carta de Brasília pela diretora do ANDES-SN, Regina Ávila

A plenária de Encerramento do 14º Conad Extraordinário do ANDES-SN, no início da noite de domingo, 13, foi marcada pela aprovação das moções apresentadas pelos e pelas participantes do evento e pela diretoria do Sindicato Nacional. Também ocorreu a leitura da ‘Carta de Brasília’, documento que sintetiza as decisões do encontro. A mesa foi composta pela presidenta do Sindicato Nacional, Rivânia Moura, pela secretária-geral Regina Ávila, pelo 1º tesoureiro, Amauri Fragoso, pela 1ª vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro, Elizabeth Barbosa, e pela presidenta da Adunb SSind., Eliene Rocha.

Regina Ávila fez a leitura da Carta de Brasília, que traz um resumo dos debates dos dois dias de 14º Conad Extraordinário. “Saímos daqui com a análise de que tivemos uma importantíssima vitória com a eleição de Lula contra o governo fascista de Bolsonaro, que, mesmo utilizando a máquina do Estado e um imenso esquema de corrupção pelo orçamento secreto, foi derrotado nas urnas. Nossa tarefa imediata e no médio prazo é derrotar o fascismo também nas ruas. Essa vitória é da luta que se manteve nas ruas pelo Fora Bolsonaro e contra a PEC 32, nos acampamentos indígenas, nas manifestações antirracistas, em defesa do meio ambiente e tantas outras que somadas ao desespero da fome, do desemprego, levaram a uma enorme vontade de mudar, de esperançar”, afirmou.

A Carta de Brasília também apontou que “é preciso seguir na luta em unidade com a classe trabalhadora pela defesa da democracia, dos nossos direitos por respeito ao resultado das eleições e, fundamentalmente, preparar para enfrentar a extrema-direita que está organizada e desafia a colocar nosso vigor político a serviço de um projeto societário, humano efetivamente emancipado”.

“A reorganização da classe está na ordem do dia. As ameaças à democracia e a barbárie instaladas são desafios dos mais importantes que temos pela frente e esse processo se apresenta num patamar avançado na luta de classes. O 41º Congresso do ANDES-SN, a partir da indicação deste Conad definirá os rumos para o avanço da unidade tão necessária em direção à destruição da ordem do capital e vamos vencer, em unidade porque temos o acúmulo enraizado na construção histórica que este Sindicato consolidou com protagonismo há 41 anos”, destacou.

“Seguiremos com o Plano de Lutas que a categoria vai aprovar para o próximo período com nossos princípios: um sindicato que se constrói e se fortalece pela base, com autonomia e independência de classe!”, conclui o documento.

Repúdios

Antes da leitura da Carta, as e os participantes se dedicaram às moções apresentadas ao Conad extraordinário. Foi expressado, por exemplo, repúdio ao processo de privatização da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “Projeto de Valorização do Patrimônio da UFRJ”; aos atos antidemocráticos e golpistas organizados pelo reitor da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), professor Janir Alves. 

Foi registrado repúdio à demissão do militante Luiz Carlos Prates, o Mancha, por parte da General Motors (GM), que corresponde à atitude antissindical, e apoio ao dirigente. Repúdio também às graves ameaças, violações de direitos, injúrias e difamações cometidas contra o Comitê Sanitário de Defesa Popular que luta contra a privatização da água em Ouro Preto (MG). 

Foram aprovadas ainda moção sobre o resultado das eleições presidenciais e posse do novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de solidariedade à professora Isabel Grassiolli, da Unioeste, que sofreu violência política de corte fascista na conjuntura eleitoral e de repúdio aos ataques preconceituosos, lesbofóbicos e homofóbicos, feitos por bolsonaristas à vereadora Amanda Gondim (PDT), da cidade de Uberlândia (MG); e em apoio à manutenção da vaga ocupada pela professora Jurema Oliveira na área de literatura na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pela visibilização das pautas antirracistas. As e os participantes também votaram algumas das moções apresentadas no plenária.

 

Fonte: ANDES-SN
Imagens e edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm

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