Grupos concorrentes à direção do ANDES-SN respondem questões em entrevista à Sedufsm SVG: calendario Publicada em
SVG: atualizacao Atualizada em 28/04/23 17h57m
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Três chapas postulam dirigir o Sindicato Nacional na eleição que acontece dias 10 e 11 de maio

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O site da Sedufsm publica nesta sexta, 28 de abril, uma entrevista realizada através de correio eletrônico, com as três chapas que concorrem, dias 10 e 11 de maio, à direção do ANDES- Sindicato Nacional dos Docentes.

As chapas que disputam o pleito nacional são:

- A chapa 1- ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”, que representa a situação; as demais chapas são de oposição- chapa 2, que éANDES-SN Classista e de Luta e a chapa 3, que é aRenova ANDES”.

Foi encaminhado um total de seis questões, idênticas, às três chapas, que abordam temas como;

- A ‘relação com a base’;

- A ‘relação com o governo Lula e as formas de avançar pautas como salário, carreira e democratização interna’;

- A ‘desfiliação da CSP-Conlutas e relação com outras centrais sindicais’;

- A‘desvalorização da carreira’;

- A‘avaliação sobre o número de chapas concorrentes na eleição’;

- As ‘prioridades da gestão’, caso eleita.

Publicamos logo abaixo, as questões e as respostas. Para cada pergunta efetuada, divulgamos as respostas das três chapas, procurando alternar a ordem das respostas por parte das chapas. Iniciamos publicando as respostas pela ordem de inscrição das chapas (1, 2 e 3).

Você pode conferir aqui a nominata completa das chapas.

Abaixo, imagem da chapa 1- “ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”, que inicia respondendo a primeira questão.

PRIMEIRA PERGUNTA

- O ANDES-SN é um sindicato com uma base ampla, que inclui universidades estaduais, institutos federais e universidades federais. De que forma uma diretoria pode congregar e aperfeiçoar ainda mais essa relação com bases que têm aspectos em comum, mas que têm muitas especificidades também?

Resposta chapa 1- ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”.

O ANDES-SN é um sindicato nacional, de fato, organizado pela base. Realiza periodicamente reuniões dos diferentes “setores” - Setor das Estaduais e Municipais e Setor das Federais - que são compostas por representações das suas Seções Sindicais. Nestas reuniões as pautas específicas são discutidas e encaminhadas coletivamente.

Da mesma forma, o ANDES-SN se organiza em Grupos de Trabalho de diversas temáticas que contribuem para o aprofundamento do debate e a construção de pautas para a atuação do sindicato. Há Grupos de Trabalho sobre política educacional; seguridade social e assuntos de aposentadoria; verbas; carreira; ciência e tecnologia; política agrária urbana e ambiental; políticas de classe para as questões etnicorraciais, de gênero e diversidade sexual; política de formação sindical; história do movimento docente; fundações; comunicação e arte. Os grupos de trabalho que se reúnem nacionalmente devem ser alimentados por debates e acúmulos prévios na base do sindicato, ou seja, por grupos de trabalho organizados pelas seções sindicais. O acúmulo de reflexões construídas na base, organizada por local de trabalho, é oxigenado em nossa diversidade nos grupos de trabalho nacionais, permite à diretoria elaborar e organizar os textos de apoio (TA) e os textos resoluções (TR), que são levados para apreciação e deliberação da categoria nos Congressos e Conad. Então, o que garante que o ANDES-SN é um sindicato de base é sua estrutura organizativa, a qual reivindicamos e avaliamos que deve ser preservada.

Além disso, em sua estrutura organizativa, o ANDES-SN tem como instâncias deliberativas os Congressos e CONAD (Conselho do ANDES Sindicato Nacional) que reúnem representantes das direções e da base docente, escolhidos em assembleias das Seções Sindicais, para definir os planos de lutas geral e específicos do ANDES-SN encaminhados pelos diferentes setores e grupos de trabalho, assim como pela base do sindicato.

A diversidade da categoria, suas múltiplas demandas, tem lugar nos grupos de base das seções sindicais, nas assembleias das seções sindicais e se traduz em propostas a serem discutidas pelo conjunto dos(as)(es) sindicalizados(as)(es) na preparação aos eventos nacionais (congressos e CONAD), espaços em que se delibera a política a ser desenvolvida pelo Sindicato Nacional, tendo a Diretoria Nacional como executora de tais resoluções, sempre em conjunto com as seções sindicais.

De fato, o que temos que avançar e aperfeiçoar no Sindicato Nacional, é o trabalho de base, via seções sindicais, que devem intensificar as formas de contato com a categoria, seja através de assembleias, debates, ativação dos grupos de trabalho, atividades culturais, palestras, seminários e ações que impulsionem a participação. Também nos parece necessário a realização de uma campanha de sindicalização, que possa trazer para o sindicato a grande gama de docentes que hoje não são sindicalizados.

A diversificação de nossa base e o acolhimento a suas demandas específicas deve gerar no ANDES-SN, via suas seções sindicais, a identificação das pautas que hoje mobilizam os docentes. Por isso, dar visibilidade às pautas contra as opressões, aos debates sobre a carreira docente e aos direitos reiteradamente retirados dos(as)(es) docentes, como o atraso nas progressões e promoções, são essenciais para avançarmos no trabalho de base e no acolhimento da diversidade da categoria. Conhecer e (re)conhecer a categoria, em suas múltiplas especificidades, é uma das tarefas centrais do sindicato, para continuar no caminho da luta e da resistência, impregnado pela realidade.

Assim, o Sindicato Nacional consegue, de fato, congregar e representar os(as)(es) docentes de todas as IES, sejam da educação básica ou da educação superior, de instituições de ensino superior municipais, estaduais e federais.”

Resposta chapa 2- ANDES-SN Classista e de Luta.

“A nossa luta é, ao mesmo tempo, específica e geral. Por isso, deve articular, dialeticamente, as questões relativas aos Servidores Públicos das três esferas às do/as trabalhadores da área da educação básica, das organizações estudantis e de outras/os trabalhadoras/es brasileiras/os, destacadamente das Universidades, Institutos Públicos, CEFETs, e escolas vinculadas, para que se defenda essas instituições mantendo a necessária autonomia e crítica às políticas educacionais dos governo.

A política de estrangulamento dos serviços públicos, que ocorre desde os anos noventa e se agrava a partir de 2013/2014, foi aprofundada a partir da Emenda Constitucional (EC) nº 95/2016, no governo Temer, que limita o teto de gastos com as questões sociais prioritárias, exacerbando os danos à sociedade brasileira. Isto repercute também sobre Estados e Municípios. No governo Bolsonaro, os serviços públicos foram alvo, desde o seu início, do aprofundamento de uma política ultraneoliberal somada ao descaso e aos ataques diretos às/aos servidora (es) e aos serviços públicos. Muitos governos estaduais seguiram na mesma linha. Esse panorama não deixa dúvidas sobre as intenções desse governo em destruir o que estava consolidado como Estado brasileiro.

Justamente por organizar nacionalmente docentes federais, estaduais e municipais que atuam em todos os cantos desse país, o ANDES SN tem uma condição privilegiada de síntese e precisa manter-se na vanguarda dessa luta.”

Resposta Chapa 3- “Renova ANDES”

“Primeiro se voltando para cada demanda real destas diferentes partes de nossa categoria. Dialogar para conhecer as demandas, chegar perto da seção sindical, dar à Secretaria Regional uma função verdadeira de ponte com as seções e a base. Depois, fazendo um esforço para identificar as pautas comuns e para articular a ação unificada. Em resumo: descendo das nuvens onde as gestões anteriores vivem para aprender com o professor ali onde ele realmente atua.”

SEGUNDA PERGUNTA

Na segunda pergunta, quem inicia respondendo é a chapa 2: “ANDES-SN classista e de luta”, cuja foto destacamos abaixo.

- De que forma a sua chapa avalia a relação com o atual governo federal e de que forma se pode fazer avançar em pautas como a salarial, da carreira e da democratização interna nas Instituições Federais de Ensino?

Resposta chapa 2- “ANDES-SN classista e de luta”

“Na situação atual do Brasil, o pacto eleitoral liderado por Lula tem a presença de frações da burguesia que tentarão manter o programa neoliberal em curso desde os anos 90. Ao movimento sindical cabe fortalecer a unidade e se mobilizar nas ruas para combater a apropriação do fundo público pelos oligopólios, especialmente dos banqueiros,  e pressionar por um governo que atenda as pautas da classe trabalhadora, seja no plano imediato de combate à fome e ao desemprego, seja revertendo as contrarreformas e as medidas de ajuste fiscal comprometidas com o capital financeiro, as quais dependem evidentemente da capacidade de luta dos diferentes segmentos sociais envolvidos na luta de classes e, para a classe trabalhadora, de sua capacidade de enfrentamento dos reais problemas impostos pela economia política capitalista em sua fase atual.

Será preciso afirmar, insistente e cotidianamente, que o déficit público não é causado pela destinação de recursos para o benefício da população, por meio de políticas públicas, mas pelo comando financista da política econômica, que submete, há anos e cada vez mais fortemente, todo o restante das contas públicas aos interesses do rentismo, como geração de superávits e fixação de tetos de gastos. Tampouco interessa uma “nova meta fiscal”, se não for para limitar o dispêndio com a dívida pública.”

Resposta chapa 3- “Renova ANDES”

“Nós não acreditamos que independência e autonomia sejam apenas declarações para justificar a falta de ação e a recusa da negociação. Nós precisamos de independência e autonomia justo para conjugar mobilização e negociação. Independência e autonomia significam para nós sobretudo que a base tenha a soberania e o protagonismo. Mas para isso, é preciso um árduo trabalho de reunir a docência dispersa depois de anos de inação do sindicato. Assim, acreditamos que as e os docentes foram protagonistas na vitória contra Bolsonaro. O resultado disso é que reavimos a possibilidade de lutar e negociar com o governo. Com toda a independência, e com força na organização de base, precisamos explorar todas as possibilidades de obter direitos perdidos e avançar na conquista de novos, interrompendo anos de paralisia a pretexto de uma falsa autonomia.”

Resposta chapa 1- “ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”.

“Ao longo de sua história, o ANDES-SN afirmou-se como um sindicato profundamente democrático, construído pela base, fortemente combativo e autônomo em relação a partidos, governos e reitorias.

As ações da atual diretoria do ANDES-SN, embasadas em uma linha política que a Chapa 1 propõe dar continuidade, demonstram que o chamado do sindicato para o voto em Lula no segundo turno, amplamente aprovado pelas assembleias de base, não significa dar carta branca ao governo federal. Frente a um governo de conciliação de classes cheio de contradições como se percebe na configuração do Ministério da Educação, é necessário contar com um sindicato que atue para impulsionar a mobilização da categoria, que se mantenha junto às lutas sindicais e do movimento popular e estudantil em defesa da melhoria das condições de vida e dos direitos da classe trabalhadora, que jamais marche ao lado da extrema direita, mas que não deixe de fazer as justas críticas e reivindicações ao novo governo federal, com total autonomia política.

Neste sentido, reafirmamos a necessidade de manter a mais ampla unidade contra o neofascismo, infelizmente ainda presente na nossa sociedade, e, ao mesmo tempo, exigir do governo Lula a revogação das contrarreformas, inclusive da reforma do ensino médio, a recomposição e aumento do financiamento público das instituições de ensino superior, a recomposição das perdas salariais e garantia dos direitos de carreira, bem como, posição contrária aos planos de privatizações da Emenda Constitucional 95/2016, que instituiu o Teto de Gastos Sociais e cuja tramitação foi paralisada no ano passado, após  muita mobilização e luta unificada dos servidores públicos. No tocante à autonomia universitária, defendemos a luta por processos estatuintes no mínimo paritários e o fim da lista tríplice e de qualquer interferência do poder executivo nas escolhas dos(as) dirigentes das universidades.

A apresentação do projeto de lei pelo fim da lista tríplice à Câmara Federal (reivindicação que ainda não foi atendida, com as consequências que vimos nos últimos quatro anos); a participação de nosso sindicato na luta unificada dos servidores públicos federais por um aumento maior que o inicialmente oferecido pelo governo,  com defesa da paridade de ganhos entre professoras da ativa e aposentados e a contribuição do sindicato na luta contra a reforma do ensino médio são alguns dos exemplos do sindicato  que queremos.

Para avançar na pauta salarial,  recompor as perdas salariais e derrotar as medidas que desestruturam nossa carreira, com vistas a construção da carreira única e a democratização interna das IFE, é necessário que nossa categoria amplie sua participação nas assembleias e em ações de mobilização que ajudem a dar visibilidade pública às nossas reivindicações. Unidos e mobilizados somos fortes para pressionar o novo governo a atender nossas pautas. 

Nossa experiência tem demonstrado que toda e qualquer conquista só será possível com a unidade e mobilização da nossa categoria e das organizações da classe trabalhadora. Esse é o esforço que o ANDES-SN tem feito e que seguiremos fazendo para derrotar a agenda neofascista e a agenda neoliberal, bem como para reconquistar e avançar na luta por direitos. Temos um caminho ainda árduo pela frente, mas caminhamos com mais esperança.”


TERCEIRA PERGUNTA

Buscando a alternância nas respostas, na terceira pergunta, postada logo abaixo, quem começa respondendo é a chapa 3: “Renova ANDES”, cuja foto destacamos a seguir.

- Uma das grandes preocupações da categoria, para além da questão salarial, é a desagregação da carreira docente, que vem acontecendo nas últimas décadas. As seguidas mudanças na carreira afetaram intensamente quem já se aposentou. De que forma a sua chapa avalia a situação da carreira docente nas IFEs hoje, tanto para ativos/as como também para aposentados/as, e quais saídas podem ser vislumbradas?

Resposta chapa 3- “Renova ANDES”

“Não há saída mágica. A necessária recomposição das carreiras, não só no plano federal, mas também na esfera dos Estados, exigirá um esforço de envolvimento e mobilização permanente. É preciso sair apenas do discurso e elaborar coletivamente um plano de recomposição, com etapas definidas, já que o estrago na carreira foi grande, com propostas claras em cada etapa da luta e da discussão com os governos. Não basta exibir ao gestor nosso plano ideal de carreira. É preciso agir ali precisamente onde houve perdas, apresentando propostas de como retomar o que foi perdido. Outra coisa é reagrupar os aposentados e aposentadas (e por que não os e as pensionistas) que têm sido solenemente esquecidos em nosso sindicato.”

Resposta chapa 2- “ANDES-SN classista e de luta”.

“É fundamental retomar a defesa do Projeto de Carreira Única do ANDES-SN, respeitando as especificidades de nossa base e a dedicação exclusiva como regime de trabalho incorporado aos direitos.

No âmbito das federais precisamos recompor a carreira e lutar para que os Conselhos Universitários revoguem resoluções que retiram direitos, para que promoções e progressões sejam válidas a partir da data em que se completa o interstício. Temos, ainda, no âmbito da EBTT, que lutar pela revogação da Portaria 983, que eleva a carga horária mínima de sala de aula, bem como por fim ao controle de frequência.

Vamos lutar pela garantia das condições adequadas para o exercício docente segundo o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e do padrão unitário de qualidade; pela ampliação dos quadros docentes e por efetivas condições de trabalho, grande parte desprovida de direitos como isonomia remuneratória e aposentadoria integral, além de anos de salários congelados, desestruturação da carreira e aumento da carga de trabalho. Lutar pela reposição dos salários das(os) aposentadas(os) e pelo seu retorno ao projeto de carreira, em função da desestruturação ocorrida e os impactos nas condições salariais das(os) aposentadas(os), decorrentes da não transposição.

Outra pauta central é luta por concursos públicos para adequar os quadros docentes das Instituições Federais às necessidades de atuação regular do trabalho indissociável de ensino, pesquisa e extensão.”

Resposta chapa 1- “ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar

“A discussão de carreira docente precisa partir de um pressuposto fundamental: precisamos buscar a concretização progressiva da tese “trabalho igual, salário igual”, ou seja, deve ter como horizonte que, em médio e longo prazos, seja possível construir uma carreira única do magistério superior. Alterações impostas à carreira, nesses últimos anos, precarizaram ainda mais nosso trabalho nas instituições de ensino superior, acarretando consequências graves à vida acadêmica.

Apesar dos esforços que o movimento docente tem demonstrado, sofremos derrotas. Os últimos 30 anos foram de refluxo dos movimentos sociais no Brasil e no mundo, o que abriu espaço para subtração de direitos dos trabalhadores, neste sentido, nesse período, nós docente, perdemos:

  • A autonomia para a administração da carreira, pois todos os procedimentos têm sido arbitrados pelo Ministério do Planejamento;
  • A remuneração por tempo de exercício da docência, pois houve a extinção dos anuênios;
  • A isonomia salarial, o salário hoje voltou a ser composto por retribuição por titulação e o vencimento básico, e este foi reduzido à menor parcela do salário;
  • O compromisso com a valorização da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como atividade acadêmica, pois estamos sendo submetidos a um processo que segmenta as atribuições e a correspondente remuneração;
  • A condição de avaliação institucional e, como parte dela, a avaliação do trabalho docente, pois a Lei 11.784, de 22/09/2008, estabeleceu critérios gerais para a avaliação de todos os servidores públicos;
  • O padrão salarial na aposentadoria, pois as várias contrarreformas da previdência romperam com o direito à paridade e integralidade, especialmente para aqueles docentes que ingressaram no serviço público após 2003;
  • O nível salarial em comparação com outras categorias do serviço público federal, tidas como “típicas de Estado”, pois vimos enfrentando uma política deliberada de subvalorização dos servidores encarregados de realizar as políticas sociais;
  • O piso atribuído ao professor do nível remuneratório inicial (nível 1), em regime de trabalho de 20 (vinte) horas semanais como gerador da malha salarial;
  • Níveis remuneratórios da Carreira determinados mediante variação crescente dos valores, a razão de (5%) cinco por cento, por nível remuneratório;
  • Os 100% (cem por cento) para o regime de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais a partir do piso gerador, hoje o T40 recebe como um T28;
  • Os 210% (duzentos e dez por cento) para o regime de trabalho de Dedicação Exclusiva a partir do piso gerador, hoje o DE recebe como um T40;
  • Valor referente ao nível remuneratório de acréscimo devido a titulação fixo, hoje depende do regime de trabalho;
  • Programa de capacitação permanente de seu corpo docente em cada IFE.

Além de todos esses problemas, ultimamente os concursos revelaram uma nova realidade. A maioria dos professores que ingressa na carreira de magistério do ensino superior já porta o título de doutor, o que anula o que já foi um motivador importante para a progressão funcional: a formação continuada. Neste sentido, a carreira docente deve ter uma estrutura simples e transparente, baseada na formação continuada e pautada pelos princípios da ascensão por titulação, obtida em sessões públicas, e da progressão por tempo de serviço, marcada por quinquênios ou mecanismos similares, adotados automaticamente, como forma de reconhecer e valorizar a dedicação contínua ao trabalho docente. O objetivo de defendermos o nosso projeto de carreira para as Instituições Federais de Ensino (IFE) é também lutar pela CARREIRA ÚNICA federal, e garantir não só os nossos direitos, mas também a existência da universidade pública de qualidade. Desta forma, é essencial para nossa chapa a luta pela reestruturação da carreira nos patamares que nós defendemos. Com o acúmulo das discussões que vem travando ao longo de 42 anos de lutas, o ANDES-SN tem convicção de que a carreira docente está intimamente ligada ao modelo de universidade que se quer construir. E é por isso que este tema é central para o movimento docente e para a sociedade!”.

QUARTA PERGUNTA

Na pergunta quatro, retomamos a ordem inicial, com a chapa 1 respondendo primeiro, tendo na sequência as respostas das chapas 2 e 3. Abaixo, a foto do candidato a presidente da chapa 1, professor Gustavo Seferian S. Machado (UFMG).

- Após a desfiliação do ANDES-SN da CSP-Conlutas, consolidada no 41º Congresso, em fevereiro, na cidade de Rio Branco (AC), qual deve ser, na avaliação da sua chapa, o rumo que deveria ser tomado em termos de filiação a alguma central?

Resposta chapa 1- ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”.

“Em primeiro lugar ressaltamos que este foi um processo que mais uma vez reafirmou o método democrático do nosso sindicato. Esta decisão foi amadurecida pelas bases, em diferentes espaços com debates entre as diferentes posições; vários Conad e Congressos pautaram esse tema e tivemos a oportunidade de chegarmos à decisão da saída com convicção de ser a melhor decisão para nossa categoria neste momento. O ANDES-SN sempre protagonizou ações unitárias amplas em diferentes conjunturas e processos de luta, mesmo enquanto esteve filiado a centrais sindicais, seja na CUT ou na CSP. Nossa chapa segue considerando que este é o lugar que deve ser preservado e estimulado. Devemos neste momento contribuir para ampliar as fileiras de quem seguirá na luta contra o fascismo na sociedade, pois, mesmo derrotado nas urnas, ainda está presente e atuante na sociedade. Também nas lutas por salários, direitos e condições de vida, de nossa categoria e de diferentes segmentos da sociedade, como os de mulheres, negros, negras, negres, Lgbtqia+, pessoas com deficiência, moradores de periferias, quilombolas, ribeirinhos e povos indígenas. Somando-se a outros sindicatos, movimentos estudantis, de luta pela terra, pela cidade, de luta contra as opressões e pelo fortalecimento da democracia no nosso país. Isso tendo como pauta que movimenta nossa categoria neste cenário, a defesa da educação pública e da categoria docente.

Uma das principais tarefas que caberá à futura direção do ANDES-SN será a tomada em profundidade da reorganização do conjunto de nossa classe, em uma conjuntura que segue adversa para a maioria da população trabalhadora. Permanece o desafio de construir uma articulação que seja capaz de aglutinar, sem sectarismo, autoproclamação e autoconstrução partidária o maior número de organizações da classe com autonomia pra lutar. A construção de novas ferramentas capazes de dar conta dos desafios que nos são postos, tanto de enfrentar o neofascismo como a conciliação de classe, pressupõe uma articulação ampla de nossa classe, em todas as suas manifestações e formas. Entendemos que já demos passos importantes neste sentido, ainda que embrionários, mas que podem contribuir no processo mais geral. Também precisamos avançar nas resoluções já definidas pela categoria, quais sejam: a articulação em espaços específicos (FONASEFE, CNESF, Fóruns de luta nos estados e outros de atuação regional), o Fórum Sindical, Popular e de Juventudes por Direitos e Liberdades Democráticas, que apontam caminhos importantes. Será importante dar andamento a debates e atividades que possam impulsionar esse processo amplo de unidade e de reorganização, dentre eles destaca-se o ENCLAT. Mas, para nos empenharmos nesse esforço coletivo, para além de nosso sindicato, é necessária uma forte mobilização interna, o que passa pela ampliação da sindicalização e o fortalecimento do trabalho de base no interior das Universidades, Institutos Federais e CEFET. Só será possível construir um por vir amplo, se internamente estivermos fortes, autônomos e independentes.

Resposta chapa 2- “ANDES-SN classista e de luta”.

“Entendemos que a deliberação do 41º Congresso, de desfiliação desta Central, não pode resultar no rompimento com nossa concepção de organização (sindical e popular). Reiteramos a necessidade de termos uma central que reúna trabalhadora/es formais, desempregada/os e em situação de trabalho informal, bem como os movimentos de mulheres, negra/os, as pessoas com deficiência, a comunidade LGBTQIAP+, os povos originários, as comunidades quilombolas, os sem-terra, os sem teto, a/os atingida/os por crimes ambientais e outros movimentos. Uma organização que potencialize a luta docente junto a outras categorias de trabalhadora/es e movimentos sociais organizados. Tal perspectiva continua viva e sua preservação se faz necessária. Assim sendo, o ANDES-SN deve cerrar fileiras na continuidade da luta pela reorganização da classe trabalhadora no terreno da independência e da liberdade de organização. Nesse aspecto, as condições criadas pelo incremento do ideário fascista no Brasil, a partir das históricas alianças entre essas forças e a chamada direita democrática, fortalecidas pelos últimos governos e pela composição do parlamento, exigem que o nosso sindicato seja referência de força e luta, atuante e organizado a partir das bases da categoria em defesa e ampliação da democracia.

Seguimos na defesa de atuação sindical classista, internacionalista, autônoma dos governos, dos patrões, reitorias e do Estado, organizados pela base, ombro a ombro com solidariedade militante àqueles que lutam, respeitando as decisões das nossas instâncias democráticas.

Resposta da chapa 3- “Renova ANDES”

“Sair da CSP foi a remoção de um obstáculo à participação do Andes na luta unitária da classe trabalhadora, da juventude e dos oprimidos. Mas é preciso que a CSP saia do Andes-SN, pois a atitude sectária, isolacionista ainda predomina na direção sindical. Consideramos que é preciso abrir desde a base um amplo debate sobre as relações intersindicais do Andes-SN e, a partir daí, avançar na resolução de filiação a uma central. Mas, nesse ínterim nada nos impede, é obrigatório, aliás, que o Andes-SN reocupe seu lugar nas iniciativas de unidade com as organizações representativas da classe trabalhadora e do povo, como por exemplo integrar plenamente o FNPE.”

QUINTA PERGUNTA

Na quinta pergunta, quem inicia respondendo é a chapa 2, tendo sequência as chapas 3 e 1. Abaixo, a foto do candidato a presidente da chapa 2, professor André Guimarães (Unifap).

- Para o atual processo eleitoral inscreveram-se quatro chapas para concorrer à diretoria nacional, sendo que uma delas não conseguiu preencher os requisitos, permanecendo três chapas, fato raro nos últimos anos, em que, geralmente, havia uma única chapa ou no máximo, duas. Que interpretação a sua chapa faz desse fato conjuntural quando três chapas concorrendo?

Resposta chapa 2- “ANDES-SN classista e de luta”.

“É preciso colocar no grande debate sucessório os ajustes necessários no papel da direção, na organização das pautas e na relação com a base.

Além disso, observando a nossa própria história sindical fica evidente que nos períodos de grave crise político/institucional, é mais fácil estabelecer consensos a respeito do que NÃO queremos do que sobre o CAMINHO que deve ser seguido e sobre como desenvolver a luta própria dos movimentos sociais. Esse dilema sustenta divergências que vão desde os que apregoam “o menos pior” na adaptação à ordem, até os que não flexionam da “pauta máxima” segundo as suas convicções.

Diferenças de análises da conjuntura, de vínculos e de interesses políticos logo se expressam.

Atualmente erguem-se ameaças ao caráter constitutivo do ANDES-SN em sua autonomia e democracia de base, ocorrem crises na relação com as forças políticas organizadas e, talvez mais gravemente, a tentação de condicionar o sindicato aos vínculos criados a partir das disputas por espaços institucionais, em governos ou reitorias.

A primeira grande disputa para direção do ANDES SN ocorreu na década dos anos 1980 exatamente quando setores do movimento propugnaram abandonar a luta por “diretas já” para apoiar a eleição de Tancredo/Sarney num colégio eleitoral completamente distorcido. Tudo em nome de que evitar “o mal maior”. Fenômeno semelhante ocorreu em momentos posteriores, quando a cúpula de algumas centrais sindicais se tornou braço de governos, passando a atuar como apassivadoras das lutas sociais.

Em escala menor, é possível identificar fenômenos semelhantes em muitas seções sindicais quando vínculos, pessoais ou de grupos, estabelecidos a partir das disputas para o cargo de reitor, tentam transferir esses vínculos para a direção do sindicato. 

Convergimos todos para derrubar o governo protofascista e genocida. Mas as diferenças de análises de conjuntura e do papel de um sindicato nacional estão manifestas nesse processo sucessório.”

Resposta da chapa 3- “Renova ANDES”.

“Primeiro, achamos que é muito positivo o descongelamento dos blocos políticos que se baseiam tão somente na disputa do controle do aparato sindical. Ter várias chapas é um sinal de que ainda há vida no Andes-SN e nós do Renova/Chapa 3 sabemos que demos nossa contribuição nesta boa possibilidade de ver ressurgir a diversidade de opiniões e o debate livre. Infelizmente, a confusa atuação da CEC tem ameaçado este saudável ressurgimento do debate democrático, tomando várias medidas que ameaçam a disputa, como a suspensão da campanha da chapa 2. Segundo, o que também é positivo, revela a falência política do consórcio que tem dirigido o sindicato de forma fechada por muitos anos.”

Resposta da chapa 1- ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”.

“Os principais efeitos da crise capitalista, exacerbados pelas crises dos mercados financeiros de 2008/2009 e agravados pela pandemia da COVID-19, estão presentes na vida cotidiana de todos os povos, evidenciados pelo aumento das desigualdades sociais. A fome, o desemprego, o desalento e as múltiplas violências do capital passaram a ser regra para a maior parte da população mundial. O recente ascenso das lutas sindicais na Europa, nos EUA, nos países asiáticos e em toda América Latina e Caribe, inclusive propiciando vitórias eleitorais de forças progressistas, confirma que as crises somente podem ser superadas pelas lutas dos povos.

Está em curso a construção de uma nova ordem mundial multipolar, a partir, fundamentalmente, da progressiva queda tendencial do poder econômico e comercial dos EUA e de seus aliados europeus. A guerra comercial, particularmente na área da alta tecnologia, contra a China e, de forma geral, contra o fortalecimento dos BRICS é uma expressão dessa luta geopolítica. Também nesta lógica, acirram-se confrontos em diversas áreas do planeta que ameaçam a paz mundial e a amizade entre os povos, como é o caso da guerra na Ucrânia, que recoloca a ameaça nuclear na cena histórica e banaliza a violência que ceifa a vida de milhares de pessoas assumidas como descartáveis. Em todo o mundo, os partidos tradicionais burgueses estão em crise, o centro está em declínio e a extrema direita com traços fascistas avança. Na busca de manter o poder, o establishment inclina-se cada vez mais para a extrema direita e para a repressão violenta. Em várias partes do mundo, a dificuldade da classe trabalhadora construir alternativas próprias de poder político, algumas vezes, as leva à ‘escolha’ do “mal menor” que, na prática, acaba fortalecendo a extrema direita. Situação que recoloca o problema estratégico de, ao mesmo tempo, impedir o avanço da fascistização em frentes amplas e retomar, de modo autônomo, as reformas sociais imprescindíveis para o bem-viver do povo.

É necessário ressaltar que a classe trabalhadora tem obtido vitórias localizadas, mas importantes; isso, porém, não oculta o fato de que foram impostas derrotas relevantes, em especial no que se refere à ascensão da extrema direita em diversas regiões do mundo. O avanço das forças reacionárias e fundamentalistas na última década é inegável. O sucesso eleitoral das forças de extrema direita em vários países é preocupante. O perigo dessas forças não deve ser subestimado, especialmente em decorrência do divisionismo que se instaura no âmbito da organização dos(as)(es) trabalhadores(as) e da propensão do grande capital de construir vias autocráticas para enfraquecer os(as)(es) trabalhadoras(es).

Nesse contexto, o Brasil passou nos últimos anos, sobretudo durante o período do governo Bolsonaro-Mourão, por uma condensação de crises que comprometeram severamente os serviços públicos, em virtude de cortes de recursos, de Universidades, Institutos Federais e CEFET e de todo o sistema de ciência e tecnologia, arte e cultura orientados pela lógica da guerra cultural. As medidas autocráticas foram dirigidas contra o conjunto da classe trabalhadora, notadamente sobre as(es)(os) mais pobres, pretas(es)(os) das mais diversas periferias, contra a população LGBTQIAP+, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, povos originários, tradicionais e migrantes.

O neofascismo, representado por Bolsonaro (e pelo bolsonarismo), valeu-se da tragédia da pandemia para aprofundar o golpe de 2016, corroendo por dentro as instituições públicas e os poderes da República para avançar ainda mais na privatização de empresas estatais, como no caso da Eletrobras; em desfazer o sistema de proteção ao trabalho e o sistema de proteção social; e em atacar as populações historicamente oprimidas, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, mulheres, negros e negras, LGBTQIAP+ e pessoas com deficiência, fomentando o racismo e o sistema patriarcal associado ao seu governo. A fome cresceu, o desemprego e a brutal precarização do trabalho comprometeram a vida social e o Estado serviu de plataforma para os interesses do rentismo e do extrativismo predatório com características milicianas.

As diferentes leituras sobre essa realidade são um dos principais motivos para, hoje, no ANDES-SN, estarmos com três chapas concorrendo. Se por um lado a presença de três chapas demonstra o vigor do movimento docente, por outro, demonstra que também no ANDES-SN passamos a viver o fraccionamento que hoje é realidade na maior parte do campo da esquerda e nas entidades sindicais.

Questões como a leitura da realidade brasileira sobre o ocorrido em 2016 - que para nós da Chapa 1 foi um golpe parlamentar, jurídico e midiático -, a saída da CSP-Conlutas e a forma como tratamos os debates sobre as opressões, nos impedem de estar junto com os que hoje compõem a chapa 2. Por outro lado, a forma submissa a governos e reitorias, a possibilidade de reaproximação com centrais sindicais, outrora reivindicadas como de esquerda, como é o caso da CUT, e participação ativa de membros da chapa 3 na construção do PROIFES, nos impedem de estar juntos na mesma chapa.

Então, mesmo reconhecendo que no ANDES-SN, infelizmente, passamos a vivenciar a disputa que já era presente em uma parte do movimento sindical, também entendemos que a conjuntura nos impôs estarmos separados, pois defendemos projetos distintos de sindicato. Com alguns que hoje legitimamente disputam as eleições, nós da chapa 1 estávamos juntos até pouco tempo, mas na política é necessário reconhecer que errar na leitura da realidade nos faz errar na ação e na política, e é necessário que o ANDES-SN se mantenha na esteira da construção dos seus 42 anos, de forma classista e não sectária, de forma autônoma e não subserviente, de forma independente e não neutra.

A conjuntura do neofascismo que permanece em nossa sociedade, que está espraiada em nossa vida cotidiana, deve ser combatida e, para isso, se faz necessário um sindicato forte, classista e autônomo e atento às demandas da categoria.”

SEXTA PERGUNTA

Na sexta e última pergunta, quem inicia respondendo é a chapa 3, tendo na sequência as respostas das chapas 1 e 2. Destacamos, abaixo, a foto do candidato a presidente pela chapa 3, “Renova ANDES”, professor Luis Antonio Pasquetti (UnB).

- Caso a sua chapa vença o processo eleitoral, qual deverá ser a prioridade número um?

Resposta chapa 3- “Renova ANDES

“Reivindicações, depois Reivindicações e depois ainda Reivindicações. Trazer em suma o sindicato para as demandas sentidas da categoria das quais se afastou. Para isso, abrir o sindicato e atrair para ele as velhas gerações que se afastaram e as novas que não o conhecem.”

Resposta chapa 1- ANDES pela base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”.

“A prioridade número 1 será congregar o conjunto da categoria para as lutas imediatas por estruturação das carreiras, melhores salários e condições de trabalho. Para isso vamos precisar superar as agruras dessa campanha pesada e tensa que estamos vivendo, colocar o ANDES-SN no lugar de estabilidade e legitimidade que sempre tivemos. A chapa, uma vez eleita, será a diretoria do conjunto de nosso sindicato, que deverá avançar no diálogo sobre nossas diferenças.

No próximo período, a defesa e a luta pela recomposição do orçamento público para as instituições de ensino, Universidades federais, estaduais e municipais, institutos federais e CEFET, são centrais para nós. Assim como a luta pelo investimento em Ciência e Tecnologia públicas. Essa luta, que passa também por reafirmar o ensino presencial, a democracia no interior das nossas instituições de ensino, o fim da lista tríplice para escolha de reitores, a paridade entre ativos e aposentados e a luta contra todas as formas de opressão, precisa ter um sindicato forte e autônomo, e essa será nossa prioridade.”

Resposta chapa 2- “ANDES-SN classista e de luta”.

“O maior desafio será recuperar a capacidade de mobilização da categoria para garantir nossos direitos à carreira, salário, condições de trabalho e defesa da educação pública e demais políticas sociais. Para isso será preciso ajustar a atuação da Direção Nacional para responder às prioridades da luta na atual conjuntura, com capacidade de diálogo com a base, exigindo articulação classista interna e externa, contra as opressões e a exploração. Precisamos ser o polo aglutinador de uma força social capaz de recolocar os direitos sociais como prioridade, inclusive orçamentária.

A defesa da educação pública, das universidades, da ciência e dos direitos dos docentes somente estará alicerçada se inserida na luta social mais ampla.

É assim que a universidade pública faz sentido para a população. É assim que o sindicato faz sentido para a sua base docente, com protagonismo revigorado, firme nos princípios da nossa organização e orientado sempre por decisões congressuais.”

Para conferir mais informações sobre a eleição ao ANDES-SN, acesse o site da Sedufsm.

 

Entrevista e edição: Fritz R. Nunes
Fotos: Arquivo/Sedufsm e arquivos pessoais
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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