Você já ouviu ou assistiu “Papo com o Clê”? SVG: calendario Publicada em
SVG: atualizacao Atualizada em 06/09/23 14h25m
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Professor Renato Souza sugere podcast que aborda histórias de artistas, músicas e bastidores

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Entrevista com Ney Matogrosso no podcast

Nesta véspera de feriadão, o professor Renato Souza, do Centro de Ciências Rurais, indica o podcast de entrevistas “Papo com o Clê”, do canal do Youtube ‘Corredor 5’. No entendimento dele, vale a pena conferir conversas interessantes com artistas, produtores, e suas histórias poucas vezes contadas. Cada história mais reveladora e deliciosa de ouvir, algumas até emocionantes, sobre os bastidores do showbiz, sobre como se erguem e arruínam carreiras, e como certas músicas icônicas surgem fortuitamente”, destaca Souza.

Para quem se interessar em acessar, aqui. Confira a dica cultural do professor abaixo.

“Poxa, eu gosto tanto de ouvir estas histórias que tenho que indicar!”.

“Quando estava pensando sobre a dica cultural, muitas coisas vieram à minha cabeça, mas também uma certa vacilação. Dentre tantas alternativas, pensava em sugerir o podcast de entrevistas “Papo com o Clê”, do canal do Youtube Corredor 5, mas logo pensei que talvez fosse um tanto banal (quem sabe eu devesse indicar Dostoiévski, né?). Ou então, que muitos poderiam já ter acessado este conteúdo, porque para mim aparece a todo momento na abertura do Youtube. Mas eis que me veio a ideia do tal algoritmo: “ora, aparece pra mim porque eu vivo escutando!”.

Sei que isso meio que uma epifania do óbvio, mas me foi muito útil: primeiro, porque me lembrou que talvez nem todos conheçam o podcast por não terem o mesmo perfil que eu, e segundo, porque pensei, enfim, que se eu vivo a escutar, porque não indicar? Então, voltei a ouvir algumas entrevistas pra conferir se eu realmente gostaria da minha própria sugestão.

Comecei por uma entrevista com o Ney Matogrosso, que eu havia deixado pela metade da primeira vez que ouvi. Estava na parte em que ele contava sobre os bastidores de shows que ele dirigiu, como o lançamento do RPM, o Paratodos do Chico, Nelson Gonçalves e o último show do Cazuza. Cada história mais reveladora e deliciosa de ouvir, algumas até emocionantes, sobre os bastidores do showbiz, sobre como se erguem e arruínam carreiras, e como certas músicas icônicas surgem fortuitamente, como “O Tempo Não Para”, que Cazuza havia recém escrito e que não queria colocar no show, o seu último show antes de morrer. Mas, o Ney bancou e o fez cantar porque sabia que era uma obra-prima. Pensar que “O Tempo Não Para” talvez nem tivesse uma gravação do próprio Cazuza não fosse uma decisão de última hora chega a ser desolador. Mas, também é encantador, não é mesmo?

Enfim, escutando novamente este episódio eu pensei, “Poxa, eu gosto tanto de ouvir estas histórias que tenho que indicar!”.

Então está aí, minha dica de hoje é o podcast “Papo com o Clê”, do canal do Youtube Corredor 5.

Clemente Magalhães, o produtor de conteúdo do podcast

A Corredor 5 é uma produtora artística do produtor musical Clemente Magalhães, que tem estúdio de gravação, site, canal no Youtube e outros negócios do ramo da música brasileira. Clemente, conhecido como Clê entre os músicos, foi também músico e já gravou em seu estúdio grandes nomes da MPB antes de entrar para os negócios da internet, e antes de ter, dentre outras coisas, um canal no Youtube e o podcast “Papo com o Clê”.

Isso significa que ele tem grandes contatos no mundo da música, do iluminador ao produtor, do baixista ao compositor e o cantor, e leva esse pessoal para a sua mesa de bate-papos para contarem histórias dos bastidores da “indústria da música”.

Embora ele entreviste também produtores e diretores, minhas entrevistas favoritas são com os artistas, os músicos, compositores e cantores, sobretudo dos anos 80 e 90, que são minhas referências musicais. E tem uma profusão deles sendo entrevistados no “Papo com o Clê”, como Evandro Mesquita, Peninha, Paulo Sérgio Vale, Ritchie, Fagner, Guilherme Arantes, Oswaldo Montenegro, Guinga, Paulo Massadas e Michael Sullivan (lembram do The Fevers, Whisky a Go Go, quem nunca, né?). E muitos outros.

Ouvir artistas falando de sua arte, sua obra, sua vida, sua carreira, seus corres, seus bastidores, além de entreter e apurar o conhecimento sobre o universo da música, pode trazer muitas surpresas. Uma delas é destruir mitos, quando você percebe que aquele artista genial é na verdade uma pessoa comum, com pensamentos muitas vezes mais banais e equivocados que os seus. É nesta hora que se descobre que a arte salva, mas os artistas nem tanto, e nem devemos cobrar isso deles.

Outra, ao contrário, é descobrir que tem pessoas que são até melhores que a sua obra, e pode-se mesmo admirá-las por isso. Por fim, contra toda a ideologia do controle que grassa hoje em dia, ouvir essas histórias confirma o quão contingente é o sucesso, confirma a imponderabilidade do êxito, a incerteza do resultado, e o quanto aquilo que reconhecemos como bem sucedido depende de diversos fatores que se alinharam por razões nem sempre controladas ou sabidas. Particularmente, a entrevista com Oswaldo Montenegro é muito interessante sobre isso, quando ele reflete sobre a própria trajetória.”

Renato Souza

Professor do departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural do CCR/UFSM.

 

Imagens: Divulgação (Youtube) e arquivo pessoal

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

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