80 anos da ‘pimentinha’ imortal
Publicada em
04/04/25
Atualizada em
04/04/25 11h31m
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Professora Leandra Boer Possa destaca o legado de Elis Regina, que ainda permanece vivo e brilhante

Voz, expressão corporal, música e poesia: Elis Regina é uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos e, neste ano, estaria completando 80 anos. A dica de hoje é da professora Leandra Boer Possa, do departamento de Educação Especial da UFSM, que escreve para celebrar a grandeza de Elis e também sugere a audição do icônico álbum “Falso brilhante”, que traz canções que se eternizaram na memória do país, como “Fascinação”, “Como nossos pais”, “Velha roupa colorida” e “Gracias a la vida”. Confira a dica abaixo.
Elis Regina e sua atualidade
“Pensar nesta mulher espetacular é pensar em nós mulheres, humanos e quem sabe marcianos do “Alô, Alô Marciano [...] para variar estamos em guerra [...] tem muito rei pedindo alforria/anistia”.
É pensar na resistência como um jogo de forças que se produz no interior das formas de vida, pois ‘o nosso amor existe, forte ou fraco, alegre ou triste”.
Um jogo de forças feito “de sonho e de pó, destino de um só, [...] dessa vida cumprida a sol [...] que ilumina e funda o trem da minha [nossas] vida”.
A arte musical de Elis nos convoca, quase que como obrigação, “que sufoco, louco, [...] que uma dor assim pungente, não há de ser inutilmente”. Uma força que se produz nas contracondutas, como atitude que exige posicionamento comprometimento consigo e com os outros e outras. Um compromisso com outras relações de poder como na “esperança equilibrista”.
Uma força que nos ‘obriga’, procurar sentidos nas diversas e múltiplas formas de vida, Marias, Madalenas, Clarices, pois “precisamos todos rejuvenescer” podemos coletivamente construir, produzir mudanças e ressignificar para além dos nossos pais, porque na contraconduta exige saber “que o amor é uma coisa boa”.
Convoco, assim, a resistência, para ouvir Elis, sem anistia, porque “eles NÃO venceram”. ELIS VIVE, a arte de Elis VIVE”.
Para ouvir as canções de 'Falso brilhante', acesse aqui.
Leandra Bôer Possa
Professora do departamento de Educação Especial da UFSM
Texto: Paola Matos (Estagiária de Jornalismo)
Edição: Bruna Homrich
Imagem: Facebook/Elis Regina O Mito
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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