CNPq firma acordo para aproximar pesquisas do setor empresarial SVG: calendario Publicada em 02/10/25
SVG: atualizacao Atualizada em 02/10/25 17h01m
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Vice-presidenta da Sedufsm alerta para dificuldade em equilibrar interesse acadêmico e interesses de mercado

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Ricardo Galvão, presidente do CNPq, durante evento com o Sistema Indústria

O Sistema Indústria e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundação vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MGI), assinaram, no início de setembro, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para o desenvolvimento de estudos, avaliações de políticas públicas e iniciativas de ampliação e inserção de pesquisadores no setor empresarial. O objetivo, conforme divulgado, é fortalecer a inovação, a competitividade industrial e a interação entre academia e empresas no país.

A vice-presidenta da Sedufsm, professora Liane Weber, que também faz parte do Grupo de Trabalho (GT) de Ciência e Tecnologia ad Sedufsm, faz um alerta crítico em relação ao acordo de cooperação que foi assinado. Para ela, não está claro como se darão os mecanismos de avaliação de políticas públicas, que é um dos pilares do acordo assinado entre o órgão de fomento à pesquisa e a representação das indústrias do país.

A parceria entre CNPq e Sistema Indústria terá duração inicial de dois anos, com vigência até julho de 2027, e prevê ações conjuntas como intercâmbio de informações, elaboração de estudos, monitoramento da empregabilidade de mestres/as e doutores/as e avaliação de programas estratégicos, como o Inova Talentos. Entre os resultados esperados, estão a criação de um painel nacional para mapeamento de pesquisadores/as de acordo com suas áreas de expertise e a identificação de bolsistas do CNPq que já atuam na indústria.

Segundo o superintendente do Observatório Nacional da Indústria, Marcio Guerra, a cooperação responde a uma demanda histórica do setor. “A indústria tem o desafio de encontrar pesquisadores, então um dos produtos que vamos desenvolver é para facilitar essa busca. E a outra é o monitoramento da empregabilidade de mestres e doutores, o que já fazemos com o SENAI”, destacou.

O presidente do CNPq, Ricardo Galvão, afirmou que já não faz sentido manter a visão de que a academia se limita à produção teórica e de que o setor privado está distante da pesquisa científica. Segundo ele, “não teremos desenvolvimento estratégico e sustentável sem interação entre academia e setor produtivo”.

Para Liane Weber, a proximidade entre academia e setor empresarial é algo natural, que já faz parte do cenário atual, porém, ressalta que há diferença nos focos de cada segmento. “O foco do mercado é o capital, enquanto o dever da academia é responder às demandas sociais, como saúde, educação, moradia, combate à fome, ao racismo, à degradação ambiental”. Portanto, diz ela, encontrar esse equilíbrio é o grande desafio. “Cabe a nós ficarmos atentos e atentas. E estaremos”, finaliza a diretora da Sedufsm.

Texto: Fritz R. Nunes com informações e foto do site gov.br/cnpq
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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