O ilusionismo de Deborah Colker chega a Santa Maria SVG: calendario Publicada em 10/04/26
SVG: atualizacao Atualizada em 10/04/26 11h49m
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A dica cultural da diretora da Sedufsm, Neila Baldi, é o espetáculo "Remix" em apresentação única neste domingo (12)

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Foto: Flavio Colker

Neste domingo (12 de abril), o espetáculo “Remix”, da Companhia de Dança Deborah Colker, se apresenta às 19h no Centro de Convenções da UFSM. A diretora da Sedufsm, e docente do curso de Dança da UFSM, Neila Baldi, escreve sobre o espetáculo que reúne coreografias marcantes criadas ao longo dos mais de 30 anos de trajetória do grupo. Leia a seguir:  

 

Rever cenas que já foram vistas ou vê-las pela primeira vez, em outra formatação, assim podemos entender o espetáculo Remix, da companhia de dança Deborah Colker, que se apresenta no Centro de Convenções da UFSM no domingo, 12 de abril, às 19h. A obra estreou mundialmente em Porto Alegre, no feriadão de páscoa (quando eu pude ver), seguiu para Novo Hamburgo e encerra o giro no Rio Grande do Sul pela cidade cultura. 

Como nas mixagens dos anos 1990 – inclusive na trilha sonora, vemos cenas marcantes de obras anteriores que compõem um mosaico de mais de 30 anos de trajetória. A marca: a fisicalidade da dança e o ilusionismo de sua diretora.

Dividida em dois atos, a obra começa com a coreografia Paixão, do espetáculo Vulcão (1994), em que temos a cafonice do amor que dói, que por vezes nos lembra Lecuona do Grupo Corpo ou cenas de Só tinha de ser com você, da Quasar Cia de Dança. Em tempos de epidemia de feminicídio é uma reflexão sobre a posse e a violência doméstica. 

Saímos da violência e somos transportados/as para outra atmosfera, a de Belle (2014), inspirada na Belle de Jour, do escritor franco-argentino Joseph Kessel. É aqui que uma das marcas de Deborah Colker se apresenta: o ilusionismo. A diretora tem como distinção criar espetáculos em que a dança transcende o corpo dos/as bailarinos/as, que está também no cenário e na iluminação e, como num passe de mágica, surge a dança da cortina. Imagens pululam com a coreografia que te joga de um lado para o outro, buscando as configurações que se compõem no espaço (já tínhamos vivido isso antes, nos duos da cena anterior). 

Ao fundo, de relance, se vê um piano, mas o ilusionismo segue e de repente ele está à frente para nos dizer que vai começar uma das mais icônicas coreografias do grupo: Vasos, de 4x4 (2002). Não dá para falar desta cena sem dar spoiler: vasos que surgem e saem, enquanto o corpo de baile dança entre eles (sem quebrar um sequer, para admiração da plateia que quase não respira, prestando atenção).  

Remix termina com duas coreografias de Rota (1997): Gravidade e Roda. Damos um giro, junto com os/as bailarinos/as na história da companhia: o que nos sustenta, o que nos faz girar? Como é o mundo de cabeça para baixo, o que é suspender o tempo e o espaço? Para quem gosta de dança frenética, é o que se vê: uma dança-show, que brinca com as possibilidades de movimento e surpreende a plateia, com cenários que dançam junto e causam: uau. Para quem gosta de dança, é a oportunidade de ver um resumo do que a companhia carioca produziu nos últimos 30 anos. Para quem nunca viu nada da Cia de Dança Deborah Colker, é uma oportunidade de conhecer. 
 

Espetáculo “Remix”, Companhia Deborah Colker

  • Quando: 12 de abril (domingo), às 19h
  • Onde: Centro de Convenções da UFSM 
  • Duração: 100 minutos (com intervalo)
  • Classificação: 10 anos
  • Ingressos disponíveis pela plataforma Disk Ingressos

 

Neila Baldi
Professora do curso de Dança-Licenciatura da UFSM, diretora da Sedufsm

 

Edição: Nathália Costa

Imagens: Flavio Colker 

Assessoria de Imprensa Sedufsm 

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