A voz da jornalista silenciada em “A Mulher que Virou Bode” SVG: calendario Publicada em 17/04/26
SVG: atualizacao Atualizada em 17/04/26 11h46m
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Peça teatral reconstrói e conta a história da primeira presa política do Rio Grande do Sul durante a ditadura militar; espetáculo terá duas apresentações (21 e 22) no Teatro Caixa Preta

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Que histórias são apagadas ao longo do tempo e por quê? E o que levaria uma mulher a virar um bode? Essas são apenas duas das questões que atravessam o espetáculo A Mulher que Virou Bode: a história perdida de Jurema Finamour, que chega a Santa Maria com apresentações gratuitas nos dias 21 e 22 de abril, no Teatro Caixa Preta (UFSM). 

A montagem parte da trajetória real de Jurema Finamour, jornalista e escritora que teve destaque no cenário intelectual brasileiro entre as décadas de 1940 e 1960, mas que foi sistematicamente silenciada. Perseguida durante a ditadura militar, Jurema viveu deslocamentos, rupturas e um processo de apagamento que a peça busca revisitar para tensionar.

Inspirado no livro Jurema Finamour: a jornalista silenciada, da também jornalista e pesquisadora Christa Berger, a peça se alimenta das próprias obras de Jurema, especialmente em sua autobiografia que dá nome ao espetáculo. Assim, o trabalho final constrói uma narrativa não linear dos episódios que marcaram a trajetória da primeira mulher que se tornou presa política no Rio Grande do Sul. Em cena, diferentes linguagens artísticas se cruzam: teatro, música ao vivo, dança e elementos documentais se articulam para dar conta das múltiplas camadas dessa importante história.

A dramaturgia, com texto assinado por Luiza Waichel, propõe uma construção polifônica da personagem: nesse sentido, cinco atrizes - Deliane Souza, Eulália Figueiredo, Iandra Cattani, Luiza Waichel e Sofhia Lovison - se revezam na composição de Jurema, ampliando perspectivas sobre a personagem. A trilha sonora original, composta por Antônio Villeroy com arranjos vocais de Simone Rasslan, é executada ao vivo, durante a apresentação. 

Com direção e concepção de Marcelo Bulgarelli, a peça também aposta em recursos visuais e documentais, a exemplo de uma expografia cênico-documental sobre a vida e a obra de Jurema, além de rodas de conversa com o público após as sessões.

A circulação faz parte do projeto “A Mulher que Virou Bode: circulação teatral na rota de fuga de Jurema Finamour no Rio Grande do Sul”, que percorre cidades do interior retomando os caminhos de exílio da jornalista. A iniciativa é financiada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal. Inicia as apresentações em Rosário do Sul, passando por Santa Maria e, ao final, por Santa Cruz do Sul. 

Com reconhecimento recente na cena teatral do sul do país, o espetáculo acumula prêmios e participação em festivais, consolidando-se como uma obra que articula memória e crítica histórica convidando o público a refletir sobre os mecanismos de silenciamento que ainda operam contra as mulheres na sociedade.

Assista aqui um trailer produzido pelo grupo Rakurs:

O quê: Espetáculo A Mulher que Virou Bode: a história perdida de Jurema Finamour
Onde: Teatro Caixa Preta, Centro de Artes e Letras (CAL), campus UFSM 
Quando: 21 e 22 de abril (terça e quarta-feira), às 19h
Ingresso: Gratuito (disponíveis online aqui)
Quem: Grupo de teatro Rakurs. Direção de Marcelo Bulgarelli; dramaturgia de Luiza Waichel; elenco com Deliane Souza, Eulália Figueiredo, Iandra Cattani, Luiza Waichel e Sofhia Lovison

Informações:

  • Duração: 90 minutos
  • Acessibilidade em Libras
  • Exposição cênico-documental no local
  • Roda de conversa após as apresentações
  • Oficina “Corpo In-Versos” (21/04, às 10h, no curso de Artes Cênicas da UFSM)

Mais informações nos perfis @jurema.finamour e @teatrocaixapreta.

 

Texto: Nathália Costa

Imagem: Gilberto Perin (Grupos Rakurs)

Assessoria de Imprensa Sedufsm 

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