GT encaminha contribuições para a política de Igualdade de Gênero
Publicada em
12/05/26
Atualizada em
12/05/26 17h55m
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Docentes analisaram proposta de atualização e fizeram sugestões
O Grupo de Trabalho Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da Seção dos/as Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm) enviou hoje ofício ao Comitê de Igualdade de Gênero com suas contribuições para a atualização da Política de Igualdade de Gênero da UFSM. O grupo esteve reunido na última quarta-feira, 5 de maio de 2026, discutindo a minuta.
A diretora Neila Baldi, integrante do GT, explica que as principais contribuições do grupo são no sentido de dar efetividade à política, de modo a promover ações concretas. “Precisamos tirar a política do papel e, para isso, a UFSM tem que rever todas as suas resoluções à luz da política de gênero”.
Entre as propostas apresentadas pelo GT estão a busca por alternativas legais para que a composição do Comitê de Igualdade de Gênero seja paritária entre docentes, técnicos/as e estudantes e que sejam revistos os critérios para participar do mesmo, uma vez que se criou uma série de barreiras, impossibilitando que muitas pessoas que desejam estar nestas discussões possam participar.
Outra questão importante é retirar o caráter voluntário da participação no comitê, de modo que compute encargos a docentes e técnicos/as e horas de ACGs para estudantes.
Entre as sugestões do GT estão a discussão para a construção de resoluções sobre concursos, seleções e progressões/promoções que considerem os cuidados e a maternidade, para além de dois anos do Currículo Lattes mas, inclusive, fator de correção. Do mesmo modo que considere a possibilidade de criar uma ouvidoria específica ou setor, dentro da Ouvidoria, para acolher denúncias de assédio. “Mas é importante, e isso colocamos como sugestão, que quem trabalha na Ouvidoria tenha letramento de gênero e se crie protocolos para identificar denúncias que tenham a esta marcação. Esta é, inclusive, uma das pautas do GT, que tem mapeado resoluções sobre assédio em outras instituições de ensino federais”, explica Neila.
Quanto às questões dos cuidados de crianças, o GT propõe que a idade abrangida pela política, quando não forem crianças atípicas, seja ampliada para até seis anos. Em abril, o Comitê de Igualdade de Gênero realizou audiência pública, na qual a diretora da Sedufsm esteve presente, para discutir a atualização da política. Na ocasião, ficou acordado que o debate continuaria, com outras audiências, antes de o texto final ser levado aos conselhos universitários. A ideia do GT é fazer esta primeira contribuição e continuar discutindo a atualização da política e, com o avanço dos debates, enviar novas contribuições.
Texto: Neila Baldi, com edição de Bruna Homrich
Imagem: Italo de Paula
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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