Campus da UFSM/FW promove primeira Semana da África em 25 e 27 de maio
Publicada em
19/05/26
Atualizada em
19/05/26 10h43m
83 Visualizações
Atividades destacam estudantes africanos e propõem reflexão sobre racismo estrutural
Em comemoração ao Dia da África (25 de maio), o campus da UFSM em Frederico Westphalen (UFSM/FW) promove a Semana da África, com o tema “Saberes e Culturas em Movimento”. O evento busca discutir a libertação e o protagonismo africano por meio de debates e atividades culturais. A programação acontece nos dias 25 e 27 de maio de 2026, na Sala Multiuso do campus.
Conforme a assistente social Adriana Santos, do campus de Frederico, a ideia do evento vem sendo pensada desde 2022, quando as e os estudantes oriundos da África começaram a vir para aquela Unidade de Ensino. E foi no setor do Núcleo de Assistência Estudantil (NAE) que se pensou a possibilidade de criar um espaço para que esses estudantes africanos, hoje em um total de 12, pudessem evidenciar e valorizar suas culturas, suas trajetórias, conhecimentos, possibilitando o enfrentamento de estereótipos.
O evento tem como organizadores o Núcleo de Assistência Estudantil (NAE/FW) e estudantes imigrantes da UFSM/FW, contando ainda com o apoio de Comunicare RP, Divisão de Apoio Pedagógico, Divisão de Divulgação Institucional, Comitê Descentralizado de Internacionalização e Coordenadoria Acadêmica.
Semana de exaltação
A Semana da África, celebrada em torno do dia 25 de maio, é um momento de exaltação à potência, à cultura e à resiliência dos povos africanos e seus descendentes. A data, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, faz referência ao dia de criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963. No Brasil, essa celebração ganha um contorno reflexivo ao cruzar o calendário com o mês de maio, marcado pelo dia 13, data da assinatura da Lei Áurea.
A comemoração do Dia da África no Brasil é um momento de reflexão sobre como o racismo estrutural, fruto da escravidão, ainda afeta a população negra. E reafirma a necessidade de reparação histórica e igualdade. Por aqui, a luta africana se manifestou na preservação de culturas, religiões e línguas que moldam nosso país.
A iniciativa, que reúne professores e estudantes africanos, vai falar sobre os encontros linguísticos que aproximam Brasil e África. Na prática, representa uma oportunidade de reduzir preconceitos a partir do conhecimento cultural, gerando maior inclusão e valorização.
Programação
Segunda-feira (25), das 13h30min às 16h30min
Mesa-redonda 1 – “Vozes da libertação: protagonismo africano nos processos de independência da década de 1960”.
Palestrantes: professor Samba Sané, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), e o estudante guineense Ijackna Indeque.
Mediadora: Estudante guineense Emilita Laurindo Gomes
Mesa-redonda 2 – “Brasil e África: encontros linguísticos”.
Palestrantes: professor César Augusto González, do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), e o estudante angolano Miguel Lombas.
Mediadora: Estudante guineense Anaximandra Gomes.
Quarta-feira (27)
12h30min – Momento Nostalgia – brincadeiras típicas africanas (na área externa)
13h30min – Apresentação cultural (etnia Balanta)
14h – Oficina de lenços (turbantes), oficina de tranças e exposição de objetos e músicas africanas.
Fonte e imagens: UFSM
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)
Galeria de fotos na notícia