Reunião do GTSSA apresentou dados da enquete nacional sobre condições de trabalho e saúde docente
Publicada em
02/06/26
Atualizada em
02/06/26 11h53m
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Diretor da Sedufsm participou de discussões que ocorreram nos dias 29 e 30 de maio, na sede do ANDES-SN
Alguns dados levantados pela enquete nacional sobre condições de trabalho e saúde docente foram apresentados na reunião do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentados (GTSSA), que ocorreu em Brasília, na sede do ANDES-SN, na sexta e sábado, 29 e 30 de maio. O tesoureiro-geral da Sedufsm, professor Jadir Lemos, que também coordena o GT local, participou das atividades.
Conforme os números apresentados, um total de 256 docentes aposentados e aposentadas responderam à enquete. Já em relação a docentes da ativa, cerca de 3.800 foram respondentes. Nos dados já apurados, a enquete aponta que 67,8% das e dos docentes possuem empréstimos ou financiamentos.
A imensa maioria dos e das respondentes (83,3%) diz sofrer com a defasagem salarial frente à inflação nos últimos cinco anos. E mais da metade relatou piora na saúde física e mental no último período. Jadir Lemos frisa que os cruzamentos de informações existentes já apontaram para o adoecimento mental e a precarização das condições de trabalho da categoria. Em breve, essas informações serão disponibilizadas integralmente em material impresso.
Durante a abertura da reunião, na sexta-feira, a diretoria do ANDES-SN fez um relato sobre um dos temas caros aos aposentados e às aposentadas, que é o reenquadramento desses docentes que foram prejudicados pelas consecutivas alterações na carreira. Essa discussão, conforme o Sindicato Nacional, está parada desde 2025 porque o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) não avançou no debate para a implementação das mudanças.
No espaço de informes do encontro, as seções sindicais tiveram a oportunidade de se manifestar. Pela Sedufsm, explica Lemos, relatou que houve reunião do GTSSA local no dia 6 de maio. Nessa atividade, dentre os pontos que foram levantados pelos participantes estavam o fim da contribuição previdenciária e também a concretização do auxílio nutrição, um item que vem sendo levantado pelo menos desde a greve de 2024. O GTSSA da Sedufsm também abordou a necessidade de realizar uma enquete sobre saúde docente abrangendo a UFSM.
Pautas do 44º Congresso
Durante a reunião, também foram resgatadas as resoluções aprovadas no 44º Congresso do ANDES-SN que dizem respeito aos temas de políticas de seguridade social e assuntos de aposentadoria. Jadir Lemos destaca que no que se refere à saúde foi enfatizada a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra o processo de privatização nesse setor.
Outro ponto importante se relacionou ao tema da Previdência Social e Assuntos de Aposentadoria. Foi apontado que o ANDES e as seções sindicais devem realizar um diagnóstico sobre as condições de acolhimento das e dos aposentados nas Instituições Federais de Ensino Superior. E ainda que seja ampliada e fortalecida a campanha que busca esclarecer os problemas que envolvem a Funpresp (Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos).
No que se refere aos fundos de pensão, foi solicitado que as seções sindicais levantem as condições de precarização dos regimes próprios de previdência social (RPPS), em especial a partir da autorização para que estados e municípios criassem seus regimes próprios, abrindo espaço para os fundos de pensão privados.
Em termos de participação, o balanço dessa reunião do GTSSA que ocorreu sexta e sábado, na sede do ANDES-SN, é de que estiveram presentes 16 seções sindicais, representadas por 34 docentes. A diretoria do Sindicato Nacional foi representada por quatro docentes.
Para Jadir Lemos, o evento foi bastante produtivo e houve um consenso sobre a importância de que seja realizado o 10º Seminário Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e o 4º Seminário de Assuntos de Aposentadoria.
Texto: Fritz R. Nunes
Foto: Arquivo pessoal
Assessoria de imprensa da Sedufsm
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