ANDES-SN indica assembleias de bases sobre democratização nas Ifes
Publicada em
25/08/26
Atualizada em
25/08/26 18h06m
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Encaminhamento veio da reunião do Setor das Ifes neste último final de semana, em Brasília
Discussões sobre a campanha salarial 2027 do funcionalismo público, o reenquadramento de docentes aposentados e a democracia nas instituições federais de ensino (Ifes) balizaram a última reunião do Setor das Federais do ANDES-SN. Ocorrido em Brasília entre os dias 21, 22 e 23 de agosto, o encontro reuniu dezenas de seções sindicais, sendo a Sedufsm uma delas. Jadir Lemos, diretor que representou a seção sindical dos docentes da UFSM no evento, antecipou que em breve devem ocorrer assembleias de base para discutir essas questões, em especial a Lei 15.367/2026, que altera o processo para escolha de dirigentes nas universidades e retira a obrigatoriedade da lista tríplice.
Publicação - O início do encontro, na sexta, 21, foi marcado pelo lançamento do “Caderno 29 - Memória e Luta: só o ANDES-SN nos representa”, realizado em conjunto com docentes do Setor das Instituições de Ensino Superior Estaduais, Municipais e Distrital (Iees, Imes e Ides) e do Grupo de Trabalho de Organização Sindical das Oposições (GTO).
"Esse caderno traz um resgate histórico do processo de lutas e conquistas do movimento docente, desde a sua formação até os dias atuais. Traz também a história do surgimento da Federação Proifes, sua origem e sua influência negativa na atividade sindical e no movimento docente, segundo os relatos dos docentes que vivem a realidade de uma Instituição Federal de Ensino Superior em que essa federação se infiltrou como uma entidade sindical paralela ao ANDES-Sindicato Nacional", explica Jadir Lemos. Após o lançamento do Caderno 29, as e os participantes debateram a construção de um dia nacional de luta pelo sindicalismo classista, em articulação com a Fasubra e o Sinasefe.
O sábado, 22, foi dedicado ao debate sobre a convenção 151 da OIT e sobre o PL 1.893/26, que propõe a regulamentação das negociações coletivas no serviço público, também juntamente com o Setor das Iees/Imes/Ides e com integrantes do GTO. “Embora se reconheça a importância de termos uma regulamentação, a discussão destacou preocupações acerca do PL e de seus substitutivos, na forma como estão apresentados. Uma das principais preocupações foi a possibilidade de associações exercerem a representação em mesas de negociação, assumindo um papel que é das entidades sindicais”, explicou a coordenadora do Setor das Ifes.
De acordo com a diretora do Sindicato Nacional, o debate permitiu a reflexão sobre diversas questões e irá fortalecer as contribuições do ANDES-SN sobre o tema no Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), espaço que vem se dedicando à análise do PL 1.893/26.
Ainda no sábado, conforme a professora, a reunião do Setor das Ifes tratou da campanha salarial de 2027. “Foi apontada a necessidade de diálogo no Fonasefe quanto aos índices de reajuste a serem considerados por esse fórum e quanto à construção conjunta da campanha salarial”, acrescentou.
Jadir Lemos acrescenta que foram levantados três itens para serem discutidos na próxima reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente: reposição das diferenças nos auxílios das diversas categorias, criação do auxilio-nutrição, campanha salarial 2027 e reabertura da mesa específica sobre reenquadramento de aposentados e aposentadas.

*Professor Jadir Lemos, diretor da Sedufsm, mostra o 'Caderno 29: Memória e Luta'
Democratização nas IFE
A manhã de domingo foi dedicada ao debate sobre o GT criado pelo governo federal para discutir diretrizes para a regulamentação do processo de eleição nas universidades federais, em virtude da Lei 15.367/2026, que determina o fim da lista tríplice. As representantes do ANDES-SN no GT, Fernanda Vieira (secretária-geral) e Lívia Santos (1ª vice-presidenta da Regional Planalto) apresentaram relato das primeiras reuniões.
As diretoras indicaram cinco pontos a serem debatidos pelas e pelos participantes: a recondução de reitoras e reitores, a participação da sociedade civil nos processos eleitorais, o peso de cada segmento da comunidade acadêmica na votação, a possibilidade de candidatura de docentes das carreiras do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e dos Técnicos e Técnicas Administrativos em Educação (TAEs) - atualmente não previstas na legislação e a criação de colegiado específico para organização da eleição.
Após o debate, definiu-se que haverá uma rodada de assembleia, nas seções sindicais, para que as bases do ANDES-SN aprofundem a discussão e ofereçam mais subsídios para a atuação do Sindicato Nacional no GT. As assembleias também deverão sinalizar como a luta política deverá ser travada para garantir que os processos de eleição ocorram de forma democrática e respeitando a autonomia universitária.
Confira o cronograma aprovado pelo GT sobre a Democratização nas IFE:
13 de agosto – reunião virtual: apresentação dos diagnósticos das entidades;
27 de agosto – reunião virtual: continuidade dos diagnósticos;
10 de setembro – reunião presencial no MEC: debate das propostas;
24 de setembro – reunião presencial no MEC: debate;
8 de outubro – reunião presencial no MEC: debate;
20 de outubro – reunião presencial no MEC: apresentação e entrega do relatório final.
Fonte: ANDES-SN, com edição de Bruna Homrich
Imagens: ANDES-SN e Arquivo Pessoal
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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