Diretoria da Sedufsm participa de reunião com docentes do Colégio Politécnico da UFSM
Publicada em
14/09/26
Atualizada em
14/09/26 17h03m
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Encontro integrou agenda da Blitz 'Seja Sedufsm', que, desde agosto, percorre unidades e campi da instituição
Mais uma etapa da Blitz ‘Seja Sedufsm’ foi realizada na tarde desta segunda-feira, 14 de setembro, quando o professor Everton Picolotto, presidente, e a professora Liane Weber, vice, participaram de uma parte da reunião do Conselho Diretor do Colégio Politécnico da UFSM. O objetivo, assim como nas outras visitas feitas pela seção sindical docente às unidades de ensino, foi informar sobre as principais pautas de reivindicação atualmente abraçadas pelo sindicato, tanto no que tange às demandas locais quanto às campanhas nacionais junto ao Legislativo e Executivo.
Na UFSM, disse Picolotto, a mobilização tem sido motivada, principalmente, pela sobrecarga de trabalho vivenciada pela categoria. "Desde a pandemia, temos passado por um processo de digitalização dos processos. Há partes boas disso, mas outras nem tanto, como a unificação das secretarias, que tem gerado sobrecarga de trabalho para chefes de departamento e coordenadores/as de curso, obrigados a assumir tarefas que antes eram dos/as técnico-administrativos em educação. Temos percebido que os/as coordenadores/as estão adoecendo pelo excesso de funções e cobranças. As pessoas não querem mais assumir coordenações, pois sabem como vem sendo pesado", destacou o presidente da seção sindical. Ele explicou que esses problemas foram levados pela Sedufsm à reitoria da instituição, junto à cobrança de que esses fluxos internos de trabalho sejam reavaliados.
Outra questão local que recebe a atenção da Sedufsm é a luta contra a implementação do controle de frequência para as e os docentes dos colégios da UFSM. Constantemente, ressaltou Picolotto, a entidade sindical se posiciona contra essa imposição, visto que docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) pertencem ao Magistério Federal e, como tal, não podem ter sua atuação metrificada por um ponto eletrônico, já que atuam no ensino, na pesquisa, na extensão e, também, na gestão. Ou seja, atuam dentro e fora da sala de aula. A luta é feita, ressalvou o dirigente, junto ao Sinasefe, sindicato que também representa docentes EBTT na instituição. Nacionalmente, a não cobrança de ponto eletrônico para professores/as EBTT está expressa no Acordo de Greve assinado pelo ANDES-SN e pelo Executivo ao fim do movimento paredista de 2024. Na letra da lei, contudo, essa questão ainda não foi garantida.
Na esfera nacional, a luta pela recomposição salarial assume um lugar central. Em 2026, lembra Picolotto, as e os professores ainda receberam uma parcela do reajuste firmado pós greve, porém, para o ano que vem, não há previsão de reajuste. "A filiação ao sindicato é importante para fortalecermos esse instrumento de luta por nossos direitos", concluiu o dirigente, convidando aqueles e aquelas colegas que ainda não são filiados a darem esse passo.
Contra toda a discriminação
Após a mensagem de Picolotto, a vice-presidenta da Sedufsm, Liane Weber, apresentou a cartilha elaborada pelo ANDES-SN a respeito do racismo e de outras formas de discriminação. No documento há dados que permitem reconhecer situações de assédio e se fortalecer para denunciá-las. A dirigente lembrou que, como servidoras e servidores públicos, os docentes federais carregam consigo a responsabilidade de combater as assimetrias, preconceitos e desigualdades, a fim de contribuírem com a construção de uma universidade - e sociedade - mais justa e democrática.
Ao fim do encontro, os diretores da Sedufsm convidaram a categoria para visitar a Casa Clóvis Guterres, novo espaço da seção sindical docente em Camobi, localizado no número 690 da rua Erly de Almeida Lima. A aquisição da Casa foi mais um passo no sentido de tornar o sindicato ainda mais presente no cotidiano das e dos professores.
Agenda de visitas
Blitz 'Seja Sedufsm' foi o nome dado ao calendário de visitas da Sedufsm às unidades de ensino e aos campi descentralizados da UFSM, retomado em agosto deste ano. A ideia é que, em todo início de semestre letivo, a seção sindical percorra os locais de trabalho, recepcionando a categoria, informando a respeito das pautas reivindicatórias e convidando à filiação.
Texto e foto: Bruna Homrich
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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