Diretoria da Sedufsm lança nota em defesa da educação, ciência e soberania
Publicada em
29/09/26
Atualizada em
29/09/26 20h32m
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Texto convida à avaliação sobre projetos em disputa nas eleições gerais, reafirmando compromisso com um Brasil justo, sustentável e inclusivo
O primeiro turno das eleições gerais brasileiras ocorre neste domingo, 4 de outubro. No dia, brasileiros e brasileiras votantes irão eleger deputados e deputadas estaduais e federais, governadores e governadoras, senadores e senadoras e presidente da República. Se houver segundo turno para candidatos a governadores(as) e presidente, será no dia 25 de outubro. Frente à importância deste momento no cenário democrático brasileiro, a diretoria da Sedufsm lançou, nesta terça-feira, 29, uma nota pública reafirmando os principais pilares defendidos não apenas pelo movimento sindical docente, mas por todas as pessoas que se orientam por princípios de justiça social, igualdade e inclusão. Para as e os dirigentes, é fundamental que a comunidade acadêmica e a sociedade em geral conheça verdadeiramente os projetos em disputa neste pleito, pois eles são frontalmente opostos. Leia, abaixo, a nota na íntegra:
"NOTA PÚBLICA
Em Defesa da Democracia, da Educação, da Ciência e da Soberania: As eleições de 2026 e o Futuro do Brasil em Jogo
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), filiada ao ANDES-Sindicato Nacional, dirige-se à comunidade acadêmica e à sociedade brasileira para reafirmar os princípios que orientam a nossa atuação coletiva e balizam a avaliação dos projetos em disputa nas eleições de 2026. Neste momento decisivo para o país, está em jogo a consolidação de um projeto de nação soberana, justa, democrática e socialmente inclusiva. Na defesa intransigente de políticas de Estado que promovam o bem comum, destacamos as questões fundamentais que estruturam a nossa visão de futuro.
A democracia brasileira é uma conquista histórica de gerações e deve ser permanentemente protegida, aprofundada e defendida contra qualquer investida autoritária. Isso pressupõe o respeito integral à Constituição, às instituições democráticas, à soberania do voto popular e ao resultado das urnas, bem como a garantia absoluta da liberdade de pensamento, de expressão e de produção do conhecimento. Somam-se a isso o compromisso permanente com os direitos humanos, o combate a todas as formas de discriminação e a ampliação da cidadania, visto que o autoritarismo, a intolerância política e os ataques infundados ao processo eleitoral não encontram espaço em um projeto democrático legítimo.
As universidades públicas cumprem um papel insubstituível na capilaridade do desenvolvimento nacional, estando presentes em todas as regiões do país por meio de suas instituições e campi. Reconhecemos a função social da educação pública e gratuita como um direito inalienável e um pilar essencial para a redução das desigualdades sociais. Para que cumpram plenamente suas funções de ensino, pesquisa e extensão, as universidades federais exigem financiamento público adequado, estável e com previsibilidade, livre de amarras que estrangulam o investimento social. Defendemos também a valorização de todas as trabalhadoras e trabalhadores que sustentam o serviço público diariamente e o respeito estrito à autonomia universitária.
Ao analisarmos os diferentes planos de governo apresentados nesta eleição, é nítido o confronto entre visões sobre as universidades. Por um lado, deparamo-nos com propostas de caráter neoliberal que pretendem reduzir o tamanho do investimento público e asfixiar a autonomia das universidades, ventilando medidas regressivas como a transferência das instituições para o Ministério da Ciência e Tecnologia e a submissão da pesquisa acadêmica à estrita dependência de financiamento e interesses de mercado. Por outro lado, contrapõem-se plataformas que dialogam com as necessidades históricas da nossa rede ao defenderem o fortalecimento das universidades públicas, a sua expansão e a interiorização, criação de novos hospitais universitários, a recomposição orçamentária necessária para a sua manutenção e o desenvolvimento e a valorização das carreiras docente e técnica-administrativa.
Em um cenário global marcado por transformações digitais aceleradas, inteligência artificial, emergência climática e disputas estratégicas por recursos - como minerais críticos e terras raras -, a ciência não pode ser tratada como circunstancial. O fortalecimento robusto da ciência e da tecnologia atua como motor fundamental da soberania nacional. Produzir conhecimento próprio e autossuficiente é a condição indispensável para que o Brasil defina seus caminhos de desenvolvimento soberano, apostando na cooperação, no multilateralismo e na construção de soluções compartilhadas para os grandes desafios da humanidade e a preservação ecológica dos nossos biomas.
As conquistas históricas da expansão e das políticas de ações afirmativas transformaram profundamente o perfil da universidade pública brasileira, permitindo que milhões de cidadãs e cidadãos encontrassem na educação superior um instrumento concreto de transformação de vidas. A preservação, o aprofundamento e a expansão dessas conquistas passam pelo financiamento adequado da permanência estudantil, garantindo moradia, alimentação e bolsas, além da valorização da diversidade e do combate firme ao racismo, às violências, aos assédios e a todas as formas de discriminação, promovendo uma universidade verdadeiramente plural, inclusiva e acessível para a classe trabalhadora.
Avaliar o momento político e os planos de governo sob a ótica da Sedufsm e do ANDES-SN é reafirmar a convicção na força do Estado democrático, na ciência a serviço do povo e na educação como alicerce de emancipação social. Convidamos toda a comunidade universitária e a sociedade a participarem ativamente deste debate, fortalecendo a esperança na construção de um Brasil soberano, justo, sustentável e democrático para as próximas gerações.
Em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade!
Por Ciência, Tecnologia e Soberania a Serviço do Povo Brasileiro!
Em defesa da Democracia e do Voto Popular!
Santa Maria, 29 de setembro de 2026.
Diretoria da SEDUFSM"
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