Eleições Sedufsm: Conheça as propostas da Chapa 1 SVG: calendario Publicada em 06/11/26
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Confira o programa de gestão da “Somos Sedufsm”

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Chapa 1: (da esq.) professores Jadir Lemos, Clayton Hillig e Vinícius Luge

Nos dias 17 e 18 de novembro (terça e quarta-feira), sindicalizadas e sindicalizados à Sedufsm poderão escolher entre as duas chapas inscritas para concorrer à direção do sindicato. O processo de votação ocorre em 10 urnas distribuídas no campus de Santa Maria, na sede da Sedufsm/Centro e nos três campi da UFSM. Confira ao final desta nota, em anexo (link), o regimento das eleições.

E, abaixo, confira a íntegra das propostas da chapa 1, a primeira a se inscrever, intitulada de “Somos Sedufsm”.

Chapa 1

PROGRAMA DE GESTÃO “SOMOS SEDUFSM”: 2026-2028

“A gestão SOMOS SEDUFSM buscará a representação da nossa categoria docente, dialogando com o movimento sindical e os movimentos sociais, atuando com as pautas políticas e culturais locais e, ao mesmo tempo, representando o que tem de mais progressista nas lutas por direitos da classe trabalhadora, pela democracia e pela
soberania.

Estimularemos a participação em debates, assembleias e grupos de discussão, através de campanhas de comunicação e redes sociais. Além disso, identificando as pautas de interesse geral, divulgando e trazendo personalidades e especialistas na área.

Conectados com os debates macroestruturais, focaremos a necessidade do sindicato estar próximo da base, captando as demandas cotidianas e as condições reais de trabalho, como as desigualdades de encargos didáticos, de possibilidades de progressão nos diferentes espaços (sobretudo nos campi), afastamentos por saúde, entre outros.

A ampliação da universidade (REUNI) diversificou a origem socioeconômica docente, incluindo o ingresso de professores e professoras com experiências docentes anteriores ao ingresso no magistério federal, situação que exige conhecimento e tato para dialogar e se manter próximo da base, incluindo a renovação da base e aproximação com os
ingressantes que, por um conjunto de determinações, cada vez mais, tem adquirido perfil acadêmico distanciado do debate coletivo-sindical. É preciso aprofundar as ações de acolhimento e recepção das novas e novos docentes e aproximá-las do debate sindical e da representação da categoria.

Considerando a estrutura multicampi da UFSM, desenvolveremos ações de integração permanente entre a SEDUFSM e os diferentes campi da universidade, com presença regular da diretoria, atenção às demandas locais e enfrentamento das desigualdades de condições de trabalho entre os campi.

Ampliaremos os serviços de assessoria jurídica da SEDUFSM para os associados e associadas, presenciais e por videoconferência, com divulgação periódica das orientações, ações e resultados junto à categoria.

Devemos dar atenção para os debates da formação sindical. No local, identificando demandas e, nacionalmente, fortalecer e incentivar a participação nos Grupos de Trabalhos (GTs) e a participação nos eventos do ANDES-SN. Com atenção especial para a criação de um Coletivo dos/das aposentados para discussões de temas próprios.

Vamos buscar estabelecer novos convênios dentro do campus nos restaurantes e cafés. Também iremos buscar alternativas que busquem amenizar os impactos da desvalorização salarial, como, por exemplo, a ampliação de parcerias e convênios, inclusive com escolas privadas, que tem se tornado um gasto importante de parte considerável da categoria. Divulgando mais as parcerias e convênios, com ações periódicas para os e as associadas terem conhecimento e usufruírem dos mesmos. Buscaremos também estabelecer convênio com Assufsm, para o uso da sede campestre. E, na nossa sede de Camobi, trabalhar para oferecer aulas de yoga, música, artes.

Vamos tornar operacional o uso do espaço da Sedufsm Camobi para associados, como espaço de lazer, convívio e confraternização.

Precisamos discutir e pensar numa reformulação da carreira para ter maior possibilidade de crescimento após a classe Titular. A carreira fica estagnada na classe de Titular, levando à falta de perspectiva de desenvolvimento e melhorias no futuro.

É necessário um debate sobre o tema das aposentadorias e pensar reivindicações. Com as diversas modalidades, tempo de contribuição e pontuação, médias, integral, INSS, ocorre uma verdadeira confusão quanto a aposentadoria dos docentes. Quem entrou no magistério federal e receberá apenas o teto do INSS, tem dificuldades em ter acesso a
informações sobre o que fazer e como se preparar para o futuro. Aprofundaremos a orientação sindical, para que os e as colegas tenham uma aposentadoria mais planejada e tranquila.

O debate sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências no Magistério Superior é inevitável, precisamos avaliar com cautela, pois pode desestimular a Pós Graduação. Esse é um debate importante a ser feito. As Funções Gratificadas sobrecarregam docentes, têm valores muito baixos e pouco prestígio acadêmico. Integram um dos elementos que mais traz precariedade e intensificação ao trabalho da categoria. Iremos pautar no debate público essa questão.

Nosso sindicato tem o papel e dever de se aproximar da base: a gestão do sindicato deve dialogar com a base, valorizar as suas demandas e autopercepções. É preciso avançar nos temas essenciais para nossa universidade e cidade, levando em conta a ampliação das pautas, como: as questões do cuidado, as diversidades de gênero e étnico raciais, os diferentes regimes previdenciários, a dificuldade de progressões, a bolsificação, o adoecimento docente, entre tantas outras questões.

Importante sublinhar a necessidade do sindicato atentar para os docentes que são cuidadores(as), fazem parte de famílias atípicas ou são mães/pais solo. Essa pauta deve ser objeto do sindicato pois são determinações que impactam na nossa categoria.

Todas essas questões impactam nas condições concretas da vida da categoria, e na sua saúde mental, como a intensificação do trabalho docente (e o impacto de secretarias integradas e trabalho remoto), a desigualdade de carga horária e condições de trabalho nos diferentes campi, a evasão, os diferentes tipos de assédios, o impacto da chamada Indústria 4.0, sobretudo da Inteligência Artificial, enfim, as determinações que constituem uma condição de trabalho cada vez mais precária, deve ser ponto de partida para compreender as determinações conjunturais, mais amplas. Dessa forma, realizaremos o debate sobre o papel da UFSM e de qual sociedade queremos construir. De forma coletiva, democrática, respeitando os espaços superiores e a própria direção, pois cada um e cada uma, todos e todas nós, SOMOS SEDUFSM!”

A chapa 1 é composta pelos seguintes docentes:

Presidente: Clayton Hillig - Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural/CCR.

Vice-Presidente: Vinícius Luge Oliveira - Departamento de Metodologia do Ensino/CE.

Secretário-Geral: André Luís da Silva - Departamento de Engenharia Mecânica/CT.

Primeira-Secretária: Mara Rubia Alves da Silva - Aposentada do Centro de Educação
Física e Desportos/CEFD

Tesoureiro-Geral: Jadir Camargo Lemos - Departamento de Fisioterapia/CCS (aposentado).

Primeira-Tesoureira: Débora Ortiz de Leão - Departamento de Políticas e Gestão
Educacional/CE.

Primeira Suplente: Vânia Beatriz Rey Paz - Departamento de Administração/UFSM
Palmeira das Missões.

Segundo Suplente: Jesse da Cruz - Departamento de Artes Cênicas/CAL.

Terceira Suplente: Lisiane Bôer Possa - Departamento de Saúde Coletiva/CCS.

 

Regimento

Acesse aqui o regimento das Eleições Sedufsm 2026.

 

Edição de texto: Fritz R. Nunes
Foto: Eduarda Kaiser
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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