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07/04/2021 | A+ A- | 67 visualizações

“Há vários cenários em que Bolsonaro sobrevive. Quem não sobrevive somos nós”

Valter Pomar é o entrevistado da nova edição do Ponto de Pauta, que analisou a conjuntura nacional


O árduo trabalho no controle de uma pandemia sem dúvida já seria suficiente para consumir as energias de um país. E é assim que está sendo em boa parte do mundo. No Brasil, contudo, como se não bastassem as urgências na luta contra o novo Coronavírus, a conjuntura política, cotidianamente tensionada pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, é um capítulo à parte e absorve consideráveis esforços. A nova edição do Ponto de Pauta se propôs a discutir exatamente este tema, e para isso contou com a participação do historiador, pesquisador, escritor, doutor em História Econômica e professor da Universidade Federal do ABC, Valter Pomar. Abaixo confira alguns dos tópicos abordados pelo professor no decorrer da entrevista. Já a entrevista completa pode ser conferida no player ao final.

Mudança de tom

As últimas semanas na política nacional foram marcadas por uma relativa mudança de tom nas declarações e posturas do presidente da República, passando pela adoção do uso de máscara e pela inédita defesa da importância de uma vacina. Para o professor Valter Pomar, o novo comportamento de Jair Bolsonaro pode ser analisado a partir de 3 fatores. O primeiro deles, por óbvio, é a profundidade da crise. “300 mil mortos é um quadro de genocídio e a responsabilidade do presidente e do seu governo, em particular dos militares, é cada vez mais impossível de esconder. Então é inescapável que eles busquem dourar a pílula. Tomar medidas para parecer que estão fazendo alguma coisa”, analisa o professor da Universidade Federal do ABC. Além disso, para Pomar, os setores envolvidos tanto no impeachment da presidenta Dilma, quanto na condenação do ex-presidente Lula, aos quais o professor chama de “condomínio golpista”, vivem um momento de enfrentamento interno. Aliás, para Pomar, é justamente na figura do ex-presidente Lula, agora com direitos políticos plenos para o cenário eleitoral em 2022, que reside o terceiro elemento para a mudança de postura de Jair Bolsonaro

Eleições 2022

Falando em eleições, o professor Valter Pomar é taxativo ao afirmar a urgência de uma ação política mais incisiva agora, e não em 2022. “Eu não vejo possibilidade de a esquerda ser vitoriosa nas próximas eleições presidenciais se nós não escalarmos contra o governo Bolsonaro nesse momento. Eu não sei dizer se se nós teremos êxito, mas é imprescindível que os setores democráticos e populares ampliem o tom”, avalia. No que toca as forças que devem estar frente a frente em 2022, embora faça a ressalva de que o cenário está se alterando muito de tempos em tempos, Pomar acredita que a disputa efetiva estará entre Bolsonaro, Lula e uma terceira via que pode ser Ciro Gomes. E nesse ponto o professor faz questão de frisar: a derrota de Bolsonaro não é uma derrota do programa neoliberal. Aliás, sequer a agenda econômica de Bolsonaro se inicia com a chegada dele à presidência. “Bolsonaro está aplicando a ‘Ponte para o Futuro’, do Michel Temer”, avalia o professor.

Devastação econômica

Para Pomar é importante frisar que essa agenda de devastação econômica deve seguir em curso caso Bolsonaro seja derrotado nas eleições de 2022 por um candidato de terceira via, mas ainda do campo político da direita (como seria o caso dos governadores João Dória ou Eduardo Leite, do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ou até do apresentador Luciano Huck). Aliás, a devastação da política econômica, por parte do governo federal, é uma catástrofe que corre em paralelo à pandemia, aponta o professor. “Existem dados do IBGE que falam em quase 40 milhões de pessoas que gostariam de estar trabalhando, mas não estão”. Para ele, nada nesse projeto é acidental. “É uma hecatombe, e nada disso, na minha opinião, é por acaso. Isso é o efeito de um projeto que visa converter o Brasil em uma nação primária exportadora”.

Impeachment

Quando questionado sobre o elemento faltante para que as dezenas de pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro saiam da gaveta e ganhem efetividade, Pomar é categórico: “o elemento que está faltando para isso fechar é mobilização popular. Que é um governo propositalmente genocida eu não acho que se tenha qualquer dúvida. A questão é que a maioria do congresso precisa ser convencida de duas coisas: que é necessário o impeachment e que é necessário convocar novas eleições”. O professor, aliás, destaca com veemência a necessidade de um impeachment seguido da antecipação das eleições de 2022, mas faz a ressalva: “o Congresso só fará isso se for pressionado de fora para dentro”. Nesse mesmo sentido, a mobilização é, para Pomar, também a chave para enfrentar qualquer tipo de reação autoritária de Bolsonaro seja a um impeachment ou uma derrota eleitoral em 2022. “A única maneira de derrotar um governo militar de extrema direita, é com muito povo do outro lado”, conclui, destacando ainda que as possibilidades são muito preocupantes e, por isso, agir é urgente: “Há vários cenários em que Bolsonaro sobrevive. Quem não sobrevive somos nós”.

Texto: Rafael Balbueno
Imagem: Divulgação
Assessoria de imprensa da Sedufsm



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