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Reflexões docentes

“Eu não sou coveiro”

06/07/2020

José Renato da Silveira
Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais - UFSM

Os seres humanos têm uma certa tendência a pensar naquilo que não deu certo em vez de refletir sobre os aspectos que funcionaram. Por isso, nossas lembranças agradáveis e positivas podem ficar “esquecidas”. E os eventos desagradáveis permanecem por mais tempo em nossa memória. É a isso que se refere o viés da negatividade. Mais especificamente, ao valor que damos ao negativo. Por exemplo, em muitas ocasiões, uma notícia ruim provoca muito mais impacto do que outra boa. Além disso, pode ser que as críticas nos afetem muito mais que os elogios.

No livro O Cérebro de Buda, o neurocientista Rick Hanson criou a hipótese - que recebeu apoio de muitos pesquisadores renomados - sobre a origem do caráter evolutivo do viés da negatividade.

Segundo Hanson, o viés da negatividade é uma consequência da evolução com a qual nossos antepassados aprenderam a tomar decisões inteligentes em situações de alto risco. Essas decisões permitiram que eles sobrevivessem tempo suficiente para garantir a geração seguinte.

Afinal, eram questões de vida ou morte. Assim, os indivíduos que viviam em sintonia com os possíveis acontecimentos perigosos tinham mais chances de sobreviver.

Com o tempo, a estrutura cerebral se adaptou de forma muito lenta para prestar mais atenção à informação negativa do que à positiva.

Parece que Richard Epstein, professor de Direito na conceituada New York University, não levou a sério o viés da negatividade.

Ele foi autor de um polêmico ensaio publicado no site da Hoover Institution, think thank da Universidade de Stanford, no qual afirmou que 500 pessoas morreriam em decorrência do covid-19 nos Estados Unidos.

Segundo o jornal Washington Post, o ensaio de Epstein circulou entre membros da equipe de Donald Trump, à época em que o presidente dos Estados Unidos ainda questionava a seriedade da pandemia do novo corona vírus.

Hoje, 01 de julho, os Estados Unidos já atingiram mais de 128 mil mortos e 2.679.961 contaminados.

A Controvérsia de Epstein sinaliza e indica alguns dos possíveis perigos subjacentes ao não emprego do viés da negatividade em situações em que a espécie humana está sob ameaça.

E no Brasil, ainda há pessoas que não acreditam na pandemia... Mais de 60 mil pessoas morreram. “Somos o epicentro da epidemia”.

Vale lembrar algumas palavras de um certo alguém:

"E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre".

“Eu não sou coveiro”.

"Eu acho que não vai chegar a esse ponto [do número de casos confirmados nos Estados Unidos]. Até porque o brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali. Ele sai, mergulha e não acontece nada com ele".



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