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Reflexões docentes

A sabedoria dos lobos

25/08/2020

José Renato da Silveira
Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais - UFSM

Como diz o epistemólogo Edgar Morin: "Nascido sobre um minúsculo planeta no seio de uma violência extrema de tempestades, erupções e tremores de terra, a vida, fruto de associações entre miríades de macromoléculas, luta cruelmente contra a crueldade do mundo e resiste com crueldade a crueldade da vida. Todo o ser vivo mata e come o ser vivo. Os próprios vegetais alimentam-se de sais minerais provenientes de resíduos cadavéricos. Todos os ciclos ecológicos da vida são ao mesmo tempo ciclos de morte: os ciclos de morte são ao mesmo tempo ciclos de solidariedade; os ciclos de solidariedade são ao mesmo tempo ciclos de destruição. As espécies lutam contra a morte; algumas, insetos e peixes, multiplicando os seus ovos; outras, pássaros e mamíferos, protegendo a sua progenitura".

A luta pela sobrevivência e perpetuação da espécie é constante no planeta Terra. O bucolismo de muitas paisagens esconde uma constante luta sem tréguas, tão antiga quanto a vida. As adaptações morfológicas e estratégias ofensivas e defensivas dos animais são tão fascinantes quanto decisivas para a sua sobrevivência. A maior parte dos animais silvestres está permanentemente sujeita a enormes pressões, como a defesa do território, da família, do alimento e da própria vida. De acordo com as teorias evolutivas vigentes, sabemos que apenas os animais mais aptos sobrevivem, o que quer dizer que ao longo de gerações, vão sendo selecionadas características que lhes favorecem a sobrevivência e sucesso reprodutivo num meio mais ou menos hostil. Desta forma, os diferentes animais encontraram ao longo da sua existência soluções específicas para fazer face às ameaças a que estão permanentemente sujeitos. Ou seja, de forma geral, “quanto mais fisicamente indefesos são os animais, mais sofisticados são os mecanismos de que dispõem para se defender”. Boa parte dos mecanismos de defesa obedecem a duas lógicas estratégicas: dissuasiva e evasiva.

O exemplo dos lobos revela a estratégia dissuasiva e de cooperação: num deslocamento, os mais velhos ou os doentes vão à frente e marcam o ritmo do grupo. Eles são seguidos pelos mais fortes que os defenderão de um ataque surpresa. No centro, seguem os demais membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros mais fortes que protegerão o grupo. Em último, sozinho, segue o lobo ‘alpha’, o líder. Em resumo, a alcateia segue o ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo não deixando ninguém para trás.

No Brasil, em tempos de pandemia, temos muito o que aprender com a sabedoria dos lobos no cuidado com os mais velhos, doentes e as crianças.

 



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